domingo, 18 de março de 2012

BACALHOADA À FELIPE GABRIEL



BOTAFOGO 3 X 1 VASCO – 4° JOGO – TAÇA RIO – ENGENHÃO

Olá Nobres Alvinegros,

E jantamos uma bela bacalhoada. Repetimos o prato três vezes, e o batizamos de Felipe Gabriel. Que noite memorável do meia que eu mesmo já critiquei aqui nesta coluna, mas que neste jogo foi simplesmente O CARA.

3x1, que poderia ser 4x1, não fossem os preciosismos de Jobson e Elkeson. Aliás, só valia gol de quem se chamasse Felipe, ainda bem que o nosso estava iluminado.

O jogo estava morno. O Bota começou melhor, mas cometia o velho e insistente erro de oscilar demais, não consegue jogar bem por 20 minutos consecutivos. E tome bola alçada na área. Mesmo sem Loco Abreu, a jogada, que é boa, anula as demais. E assim o Bota torna-se previsível.

Num dos raros momentos em que Elkeson acertou algo no jogo, Felipe Gabriel, na marca do pênalti, acertou o ângulo de Prass e estufou o véu da noiva: 1x0 Fogão. Esse gol fez muito bem ao Bota, pois em seguida, numa bate rebate, a redonda se ofereceu ao iluminado Felipe Gabriel, que tocou na saída de Prass e saco. 2x0 Bota e delírio alvinegro no mais bonito do Brasil.

No tempo final o velho cochilo e golaço de Felipe, só que esse é Bastos. Um míssil no ângulo de Jefferson. Aí complicou. Apagão do Bota e a bola não saía da nossa intermediária. O único meia que marcava era o iluminado Felipe Gabriel. Não sou fã do seu futebol, mas o cara esteve onipresente. Pressentindo que era o cara mais perigoso do Bota, tentaram apagar o rapaz de novo, atingindo sua zona inteligente, mas ele voltou. E ainda pediria música.

Nesse momento Jobson já havia entrado no lugar do inoperante Herrera. E foi Jobson quem cruzou até a bola se oferecer para o artilheiro musical: Felipe Gabriel estufou a rede, ficou louco junto com a torcida do Fogão. 3x1 e fim de papo? Que nada, isso é Botafogo. No lance seguinte um pênalti pra lá de maroto, inventado mesmo. Mas Jefferson é seleção e orientou Juninho a bater no lado esquerdo. Bobinho esse Juninho, ele acreditou. E bela defesa do melhor goleiro do Brasil.

Demos olé e ainda desperdiçamos dois gols certos. Um com Jobson, que não tocou para Elkeson e levou bronca. E outro com Elkeson, que recebeu de Jobson e se enrolou todo na cara do goleiro. Valeu pela vitória,mas temos de melhorar bastante para disputar os títulos do Estadual e da Copa do Brasil.

Andrezinho sentiu a falta de ritmo e como é rápido demais fica meio travado jogando como meia de criação. Elkeson foi o peladeiro de sempre e se queima a cada minuto com o torcedor alvinegro. Lucas se omitiu e não apoiou. Marcio Azevedo teve altos e baixos, mas não cometeu pênalti. Renato organizou e Mattos oscilou. Perdeu lances bobos e demonstrou falta de ritmo também. A zaga foi bem.

Felipe Gabriel não foi bem apenas pelos 3 gols. Taticamente foi importante, roubou bolas e soube se posicionar, ao contrário de Elkeson. E Jobson ainda está longe do ideal, mas fez mais que Herrera.

Treze pode esperar, o que é teu ta guardado.

BOTAFOGO: SUA TORCIDA É UMA FORTALEZA E JAMAIS SE RENDERÁ”

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

domingo, 4 de março de 2012

VITÓRIA E LIDERANÇA ALVINEGRA



BOTAFOGO 3 X 1 VOLTA REDONDA - TAÇA RIO - S. JANUÁRIO

Olá Líderes Alvinegros,

Mais uma vitória com a cara do Botafogo. 3x1 no Voltaço com dois de Herrera e um de A. Carlos. Liderança absoluta e expectativa no ar para o retorno do “craque” Jobson.  Entre aspas porque falamos do craque que ele é dentro de campo em detrimento ao suicídio que tentou com a droga maldita que tem o mesmo nome. Moça Bonita, mesmo com campo irregular, terá o privilégio de testemunhar o retorno da fera.

Ah, que bom voltar a nos comunicar por este maravilhoso canal. Alguns vinham me cobrando e questionando o porquê de o Saudações Alvinegras ter dado um tempo. Bem, foi mais ou menos isso. Tal qual o comparecimento da torcida alvinegra neste ano, vinha observando amistosamente, lógico não deixando de prestigiar o Fogão, pois tá no sangue né, mas prometi que não iria me estressar neste início de ano.

Infelizmente Botafogo e estresse são coisas que caminham juntas, haja vista nossos dois últimos jogos. Os 4x2 no Americano foram um sufoco só e hoje foi chorado.

Jogamos sem Elkeson, Mago e Andrezinho, simplesmente os três titulares do meio de campo. Jogadores que armam e finalizam. E sentimos sim. Felipe Gabriel, o cara chegou há um mês, se condicionou, treinou, e não consegue jogar duas partidas. Pelo amor de Deus! Esse cara é muito dondoca. Parece uma moça. Nada mudou. A meu ver, nem para banco serve. Tecnicamente nada somou. Taticamente só Oswaldo deve ter gostado. Estranho, será Oswaldo o seu empresário?

Felipe Menezes teve uma grande chance de provar seu valor, mas desperdiçou de novo. E esse garoto Willian? Já falei dele em outras crônicas. É limitadíssimo e briga com a bola o tempo todo. Será que o Fogão tá tentando lucrar com o garoto? Só pode ser, pois Sassá arrebentou na Copa São Paulo e nem no banco fica.

Marcio Azevedo e Lucas tiveram lampejos. O lateral esquerdo teve os lances mais bonitos no ataque, mas continua marcando mal e se posicionando pior ainda. E Lucas administrou. A zaga foi pouco exigida e apareceu mais no ataque.

O Bota foi burocrático, jogou em ritmo de treino e quase foi castigado. O bonito gol de Herrera, na única jogada em que vimos Loco Abreu em campo, nos dava a boa impressão de vitória sem sustos com direito a uma boa sesta pós almoço. Mas qual seria a graça de torcer pelo Fogão se ele nos oferece vitórias tranqüilas? Perdemos gols incríveis com Herrera e Loco e o velho axioma do futebol foi empregado contra nós: quem não faz leva. E levamos, como disse Jefferson, um gol bizarro. Cabeçada, Márcio Azevedo corta na linha do gol e chuta contra Jefferson, que vê a bola pererecando e ultrapassar de mansinho, no alto, a linha do gol. 1x1.

Imaginava um Fogão forte e incisivo no tempo final, mas continuamos cozinhando, crendo que Loco, Herrera ou a zaga decidiriam a qualquer momento. No fim foi o que aconteceu, mas até lá sofremos. E olha que o Voltaço teve um contragolpe de três contra dois, sorte é que eles se afobaram.  Depois de alçar quase 30 bolas na área, as quais Loco passava em branco na maioria, eis que coube a A. Carlos dar uma de pivô e deixar Herrera livre para tocar de cuca legal e nos trazer o alívio. 2x1 Fogão com nosso autêntico ufa!

E no final, Renato, o home dos passes certos, categoria no meio de campo, mas que  até então destoava nos centros, acertou a batida perfeita e A. Carlos agradeceu, com uma bonita cabeçada fez galera respirar aliviada. 3x1 Fogão.

Para quem jogou sem o trio de ouro o placar está bom, mas o Bota jogou relaxado demais. Estadual é assim mesmo, porém entendo que para quem terminou 2011 como o Fogão, era para engolir este campeonato e fazer as pazes de vez com sua apaixonada torcida.

Ficou para sábado, às 16h, o prometido show alvinegro, em Bangu, com a volta de Elkeson e estréia de Jobson. Mostra tua cara Fogão!

RUSSÃO

O Saudações Alvinegras dedica essa Crônica e a vitória do Fogão ao ilustríssimo Russão. Grande botafoguense e fundador da antiga FOLGADA, Russão nos deixou esta semana, vítima de complicações causadas pela diabetes.

Russão foi polêmico, folclórico, defensor ferrenho dos interesses alvinegros, mas acima de tudo reinava a Estrela Solitária em seu coração.

BOTAFOGO: SUA TORCIDA É UMA FORTALEZA E JAMAIS SE RENDERÁ”

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

domingo, 22 de janeiro de 2012

ESTREIA COM ADRENALINA E LOCURA



FOGÃO 3 X 1 RESENDE - Cariocão 2012

Olá Nobres Alvinegros,

Que bom voltar a falar com nossos ilustres alvinegros por meio do Saudações Alvinegras.

Após mais de um mês de férias e sem estresse algum com futebol, eis que revimos hoje o nosso Fogão. E que estresse gostoso!

Ser é alvinegro é mesmo diferente. Vejam que todos venceram com relativa facilidade, mas coube ao Fogão a emoção da rodada. Pênalti perdido, gols incrivelmente perdidos, bola nas traves até sofrermos um gol estranho, daqueles que costuma ocorrer contra o Fogão.

E foi com este tempero que estreamos, e bem, no cariocão 2012. E gostei do que vi, sobretudo no tempo inicial. Time rápido, vibrante, toque eficiente na redonda e as oportunidades criadas naturalmente. Marcio Azevedo merecia melhor sorte no chutaço que carimbou as duas traves. E a jogada que resultou no pênalti foi sensacional. Pena que El Loco desperdiçou. Será que isso abateria o Bota 2012? Não.

Renato soltou a bomba e dessa vez quem tirou foi o travessão. Será que hoje não entra? Que nada, Renato, essa cara joga muito, tabelou com Andrezinho e centrou na cuca de El Loco. Ali ele é fatal. Peixinho e correu pra galera. E para o Oswaldo de Oliveira também. 1x0 Fogão. E como é gostoso ver a rede balançando e a torcida delirando!

Marcio Azevedo, embora continue dando seus vacilos na marcação e alguns erros tolos na saída de bola, fez boa partida, e cruzou na cabeça de El Loco. Ele testou firme, com contra pé do goleiro, que fez uma defesaça. O Bota jogava bonito e o placar não refletia sua superioridade. E isso, para o Fogão, geralmente é castigo. Pois é, sofremos um gol de falta, onde a bola desviou na barreira, no único chute a gol dos caras: 1x1 e olha a velha pulguinha de volta no 1° jogo do ano.

No tempo final o Bota lembrou em parte alguns momentos turbulentos do ano passado. O time deu uma travada e as jogadas não saíam. O bom esquema de Oswaldo não se encaixava, sobretudo porque Elkeson jogava para si e Mago não aparecia. E Oswaldo mostrou que está de olho, sacando Elkeson para entrada de Herrera. Lógico que eu torci o nariz. Em seguida o Bota desempata, num rebote do goleiro em que Mago completou da entrada da área. 2x1 e como esse gol foi importante, pois momentos antes Loco quase fizera contra.

E Loco Abreu foi de fato o grande nome do jogo. Cruzamento certeiro de Herrera e testa indefensável: 3x1 Fogão e eu saltando da cadeira, vibrando e me emocionando com o Fogão. Dois gols em dois minutos e fatura liquidada com 25 do 2° tempo.

Ainda teve outra cabeçada de Loco e por pouco não seria o 3° dele. E no fim, El Loco quase põe placa no Engenhão, driblando e dando lençol dentro da área.

Valeu. Teve um pouco de tudo, mas foi apenas a estreia desse Bota, que parece que vai evoluir e nos dará certamente alegrias em 2012. Gostei muito da atuação do Andrezinho. O cara foi eficiente, raçudo e com boa visão de jogo. Renato foi a categoria em pessoa. Esse é regular. Mattos foi bem, e Lucas apoiou muito no 2°tempo, só precisa caprichar mais nos centros. Mago esforçou-se, mas entendo que precisa ser mais objetivo e incisivo. E Elkeson desafinou. Tentou jogar sozinho, até abriu o jogo, mas não acertou quase nada.

Oswaldo de Oliveira, finalmente, foi apresentado ao Botafogo. Seja bem-vindo e saiba de uma coisa: queremos ser campeões!

BOTAFOGO: SUA TORCIDA É UMA FORTALEZA E JAMAIS SE RENDERÁ”

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

domingo, 4 de dezembro de 2011

Acabou!


Olá Nobres Alvinegros,

A sensação para nós infelizmente é de alívio: 2011 acabou! E se pensarmos que tristeza para nós não tem fim, ao menos parcialmente não sofreremos. Até começar o estadual, Copa do Brasil, Brasileiro e Sul Americana. E que Botafogo teremos em 2012?

Ainda não sabemos, o certo é que em nada poderá se parecer com o de 2011. Queremos um time de qualidade, com padrão tático, com esquemas diversos, com jogadores de nível e de vários recursos técnicos, que tenham raça, comprometimento, respeito ao clube e, sobretudo, ao seu maior patrimônio: seu apaixonado torcedor.

O Corinthians foi o campeão brasileiro de 2011. Vasco foi vice. O Flor, Urubu e Inter conseguiram a vaga na Libertadores. E o Bota? 9º colocado. Disputamos o título até a 30ª rodada. Mas a falta de planejamento da gestão do futebol deixou claro que o grupo não se preparou para ser campeão. Sim, o campeonato tinha 38 rodadas, e nestes 8 jogos decisivos, vencemos apenas um e empatamos outro. Uma decadência vergonhosa de quem chegou a ser apontado como candidato ao título brasileiro. Aonde erramos? E o sentimento do torcedor? E nossas frustrações? Todo ano é a mesma história. Até quando?!?

Ficou a certeza de que faltou elenco, treinador, comando e planejamento. Elkeson jogou bem até ser reconhecido no cenário nacional, veio a Seleção e ele parou. Cortês foi bem até a Seleção. Seu sucesso meteórico virou referência para a mídia. Sua história humilde dava ibope. Passou a ganhar salário astronômico e seu futebol consistente naufragou. Seu fraco era a marcação, e por ali sofremos gols fundamentais que nos distanciaram do título. E na frente, Elkeson perdeu os principais gols que nos fariam abrir placares em jogos essenciais que nos manteriam na Libertadores.

Caio Junior trouxe um esquema de jogo que dava certo no Engenhão. Enquanto o time teve aplicação total, vencia todas em casa. Mas dedicação total não foi a cara desse time. O vai e vem de Elkeson e Mago não durou muito. E meio de campo sem marcação e com um time que atacava e dava espaço, sobrecarregou o sistema defensivo. M. Mattos não era o leão de 2010. Renato não conseguiu organizar e marcar bem ao mesmo tempo. E F. Ferreira, exposto, sucumbiu. A. Carlos sucumbiu. Lucas nunca marcou. Alessandro tentou e até Jefferson não evitou o pior. Ah, o próprio treinador mostrou sua incapacidade e falta de humildade em assumir seus erros. A culpa era da torcida ou dos jogadores. Até o clube foi acusado de não conspirar a favor, pois sua história não condiz com triunfos. Pobre Caio Junior.

A gestão do futebol foi omissa. Poderíamos ter mudado o técnico enquanto ainda era possível outro treinador chacoalhar o grupo, mas não faltando 3 jogos. Diploma da incompetência alvinegra.

O que queremos? Título nacional urgente. E para isso temos de ter elenco. O Timão venceu o certame na força do seu elenco, onde Alex, reserva, seria titular em qualquer time do Rio. Isso faz a diferença em competição longa. Então diretoria, time bom é elenco rico. Dois bons jogadores por posição. Um camisa 10 que seja o cara. Um atacante de ponta e outros reservas com características distintas. Um grande zagueiro para liderar a cozinha junto com A. Carlos. Dois bons laterais. Quem será que Oswaldo de Oliveira indicará?

Você meu amigo de fé, meu irmão camarada, amigo de tantos caminhos e tantas jornadas, nos despedimos de 2011. Guardei na memória os bons momentos que vivi ao seu lado em prol do nosso Botafogo. E quero revivê-los em 2012. Esperando pelos títulos que não vieram nesta temporada. Rezando para que tenhamos um patrocinador que nos permita fazer loucuras que nos levem aos grandes triunfos.

E como diz um fragmento de um grande poema de Fernando Pessoa: “... valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena.” E para nós sempre valerá a pena, pois aonde o Botafogo estiver, de alguma forma estaremos lá. No estádio, pela TV, no radinho, em pensamento transmitindo força sempre ao nosso amado Botafogo.

“ E nossa história
Não estará
Pelo avesso assim
Sem final feliz
Teremos coisas bonitas pra contar
E até lá
Vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos
O mundo começa agora, ahh!
Apenas começamos. (Renato Russo)

BOTAFOGO: SUA TORCIDA É UMA FORTALEZA E JAMAIS SE RENDERÁ”

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

domingo, 20 de novembro de 2011

LASTIMÁVEL!

Olá Inconsoláveis Alvinegros,

E finalmente joguei a toalha. Não tenho mais o que falar. E creio que vocês também não. Sexta derrota em 7 jogos e praticamente descartada Libertadores em 2012. Um ano, mais um, pra se lamentar e outra vez tentar corrigir erros repetidos no ano seguinte.

Entramos com Thiago Galhardo no meio. E o cara provou que seu futebol é de pelada, aquele praticado em campos de várzea. Errou tudo. E de forma displicente. Por falar nisso, Elkeson é outro que mostra a cada jogo o estilo peladeiro de ser. Irritante. Dos seus pés perdemos gols decisivos, tanto no jogo de hoje, quantos nos jogos contra Vasco e Coelho. Vimos a vaga escorregar por entre seus dedos, os pelos seus pés descalibrados.

Vi um M. Mattos fraco em boa parte do certame. Alessandro ainda jogou com raça, compensando sua deficiência técnica. Cortês, a maior ilusão de 2011. Com ele em campo, é perigo constante. E pelo seu lado sofremos os gols decisivos na reta final.

Não vou falar individualmente dos nossos fracassos. Faltou qualidade e comando. Perdemos vários jogos por erros na escalação ou em substituições equivocadas.

Ainda dá? Se 3 equipes tropeçarem e vencermos nossos dois jogos sim. E o mais difícil é triunfarmos neste momento. Jogamos fora um título fácil. E inacreditavelmente a vaga da Libertadores escapou.

Desculpe amigos alvinegros se em algum momento cobrei demais de vocês. Essa paixão pelo Fogão nos faz assim. Estou tão frustrado quanto cada um de vocês. Queria muito ver o Fogão disputando a competição mais importante das Américas. E teremos de esperar mais um ano.

2012. Que seja de fato um novo ano. Que tenhamos investimentos fortes sim, e certeiros. Que o sobrenatural de Almeida ainda nos permita sonhar em 2011. Mas neste momento quero esquecer um pouco desse aborrecimento, como já frisou aqui mesmo o amigo Ronaldo.

Triste para nós, e muito pior explicar para os nossos filhos nossa incompetência contumaz. Que sejamos criativos para os mantermos fidelizados. Que a força da estrela solitária continue brilhando, ao menos dentro dos vossos peitos.

BOTAFOGO: SUA TORCIDA É UMA FORTALEZA E JAMAIS SE RENDERÁ”

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

MAIS DO MESMO DO BOTA E DE CAIO JUNIOR


Olá Conformados Alvinegros,

Previsível agora é pouco. Quem viu ao vivo no Engenhão ou na TV teve a mesma opinião: o Bota é o time mais manjado do Brasil.

É mais fácil anular esse Bota de Caio Junior do que roubar doce da boca de criança. Não desmereço o triunfo vascaíno, que a meu ver foi eficiente na sua proposta e jogou com vontade de quem disputa o caneco. Infelizmente muito ao contrário do Fogão.

Se o Bota facilitou o Vasco soube aproveitar. E a avenida tinha um dos nomes mais famosos da cidade: Cortês. Por lá eles deitaram e rolaram sob o olhar impassível de Caio Junior, que parecia utilizar uniforme do adversário.

Nossa paixão pelo Fogão nos faz cometer atos por vezes insanos. O amigo Ronaldo foi e não encontrou ingresso na Oeste superior. Acabara de sair de casa quando ele me ligou dizendo que a cavalaria da polícia seguiu em sua direção para conter tumulto na entrada do Fogão. Ainda assim, teimoso e desobediente, pois minha esposa também não queria que eu fosse ao jogo, cometi este desatino movido pelo fogo dentro do meu peito. Não tinha superior? Vai de inferior mesmo. E assim adentrei ao Engenhão com a esperança de terminar a rodada vice-líder.

E o que vi? Um bando sem amor, sem alma, sem vontade e entregue em campo. Da inferior vi melhor e mais de perto a apatia alvinegra. Não que não tenham corrido, mas correram errado, e bem menos que o adversário. Vi Cortês levar um banho (antes da chuva) e Caio Junior insistir com ele até o fim. Vi uma cratera no meio de campo e um esquema tático infrutífero, sem que o técnico tivesse competência para reconhecer seus erros crassos, tão notórios para a torcida.

Vi Mago e Elekeson perdidos em campo e sem a habitual entrega na marcação. Este fato aliado às quedas técnicas e forte marcação sobre eles talvez ajudem a explicar a queda acentuada do Bota.

Vi um Loco esperando a bola boa, mesmo sabendo que ontem jamais ela viria. E ele aceitou a proposta. Vi Mattos longe de ser um carrapato. Renato sozinho tentando armar e marcar. E Jefferson brilhando sozinho.

Ah, vi uma torcida que até compareceu, me surpreendendo inclusive. Mas que se contaminou pela apatia do time e não teve forças, em nenhum momento, para sequer puxar um apoio ao time. E vi também torcedores alvinegros discutindo nas arquibancadas em calorosos debates que quase nos levaram às vias de fato. Movidos pelo amor incondicional que temos pelo alvinegro, deixamos nossos lares, esposas, filhos e parentes e nos dedicamos a este louco amor. Pena que por vezes não somos correspondidos.

Amigos, ontem não tive motivação para falar do Fogão. Hoje não tive computador. E vi que vocês se anteciparam e explanaram seus pensamentos. Concordo com suas críticas. O Raoni foi com febre, estava quente, mas não o suficiente para aquecer o Bota. Saiu antes de findar a peleja. Ele não agüentou. Raoni, você não estava sozinho. Eu também saí antes dos 40’. O Bota foi uma piada sem graça nenhuma. Carlos (Gute), realmente Jefferson nos salvou do pior. O Vasco, desgastado, jogou com mais ímpeto do que nós. O Bota tem de melhorar muito para conquistar.... a vaga na Libertadores. Ronaldo, concordo, o Caio Junior é péssimo. E o Bota está verdadeiramente sem esquema de jogo e sem alternativa. Ao amigo Rui Moura, fica a esperança do ‘sobrenatural de Almeida’ relembrando Luiz Mendes.

Caros, neste momento, sou realista e afirmo que Libertadores é título. Vencer o América MG lá será indigesta sim. Depois do que vi ontem, reitero a escalação que iniciou o jogo contra o Figueira. Dois volantes protegem ou atenuam as subidas dos laterais, sobretudo do Cortês. Libera Renato e diminui a cratera no meio de campo, por onde todos fazem a festa contra o Bota. Não adianta agora mudar radicalmente, pode sair pela culatra este tiro. Mas porque Elkeson e Mago estão tão mal?

Vamos meu Fogão, levanta, sacode a poeira e conquista a vaga!

Yes, We can!

BOTAFOGO: SUA TORCIDA É UMA FORTALEZA E JAMAIS SE RENDERÁ”

EU ESCALO
Quarta-feira, 20h30, tem Coelho pela frente. É ganhar para sonhar.  Eu Escalo: Jefferson, Lucas, F. Ferreira, A. Carlos e Cortês; M. Mattos, Léo, Renato, Mago  e Elkeson; Loco;

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Força Sempre Fogão!

Eu acredito!
      
Saudações Alvinegras

domingo, 6 de novembro de 2011

PREVISIBILIDADE E DERROTA ALVINEGRA


Olá Frustrados Alvinegros,

E o Fogão decepcionou outra vez. E como sempre, quando o Bota frustra sua apaixonada torcida neste brasileirão, os resultados nos favorece, multiplicando nossa tristeza, que nestes momentos parece não ter fim.

É, mais doeu nos outros também. Vejam, o Corinthians teve a chance de arrancar para o caneco e o que aconteceu? O imponderável: perdeu para o rebaixado América MG, num território cheio de curintiano. Inacreditável, essa talvez tenha sido a ZEBRA do campeonato. Tudo bem, ainda são líderes, mas e o aspecto psicológico? Mexeu né.

O Vasco perdeu para o Santos na Vila Belmiro e viu o mesmo filme que nós: Neymar e Borges. O Urubu teve tudo para perder, e goleou o virtual rebaixado Cruzeiro. E o Flor sim soube aproveitar e bem, ao bater o Inter no Sul. E o Inter, tal qual o Fogão em relação ao título, teve medo de ser feliz e de entrar na zona da Libertadores.

Perdemos e continuamos a 3 pontos do topo. Ainda querem nos dar o campeonato, e insistimos em recusá-lo. Mas os demais também têm motivos para sentirem-se assim, nos casos de Vasco e Timão. E outra vez teremos a chance de escalar rumo ao título. Dependeremos de um algo mais do time, e da torcida também.

Da derrota alvinegra de ontem uma palavra ficou martelando em minha mente: previsibilidade. O Bota foi previsível, Caio Junior foi previsível e até a torcida alvinegra foi previsível. E o resultado só poderia ser previsível.

Começo pela torcida, que não compareceu em grande número, outra vez, e dessa vez não apoiou incondicionalmente, como na vitória contra a Raposa. O gol no início da partida, com uma quiabada de Jefferson, abalou o Bota e foi um duro golpe também no torcedor alvinegro. O Bota sentiu e demorou a entrar no jogo. Quando entrou, viu Loco perder gol dentro da área, até finalmente pressionar. Aí começou o que eu, particularmente, considero uma insanidade de parte da torcida do Fogão. O Time precisando de apoio e ela começa a gritar por Herrera. Pelo amor de Deus, o cara foi dispensado do Timão por insuficiência técnica e é solução pro Fogão!?! Francamente, que direito tem esse torcedor de chamar o treinador de burro?

No meio de tempo inicial a paciência da torcida acabou, aí vimos o velho filme e o motivo da palavra previsibilidade ser o tema dessa crônica. Caio Junior, muito criticado e questionado pela torcida, e com razão na maioria das vezes, dessa vez escalou um time que foi cobrado por muitos, inclusive por mim, aqui neste canal. Leo na contenção e Renato na armação, liberando Mago e Elkeson para encostar em Loco. Pombas, qual esquema de jogo resiste quando se toma gol em casa, de um dos  adversários mais chatos do momento, e no início do jogo? Ainda sim, com esse esquema, acho que fomos melhores do que na etapa final, quando o acéfalo do Herrera entrou e foi outra vez incompetente, sem poder de reação. Reconheço, não jogo nas costas dele, mas quando nesses quase dois anos de Bota o Herrera foi o cara?

Caio Junior atendeu a torcida, sacou Leo e veio de Herrera. E o Bota não conseguiu achar seu jogo. Nada encaixava e nos sentimos impassíveis diante de um Figueira determinado e eficiente. Estava no estádio com o Bruno e o amigo Luiz. E este, pelas décadas de Fogão, tal qual este amigo, sabia que era jogo em que a bola não entraria nem se estivéssemos jogando até agora.

Todos queixaram-se de Caio Junior porque ele não queimou a última substituição, pois utilizara Herrera e Everton. Sinceramente, nada daria certo ontem, ainda mais com o banco que temos, ou alguém queria ver Felipe Meneses ou Cidinho em campo?

Para resumir, vi um Bota abatido após o gol e que em nenhum momento demonstrou que inverteria o placar. E vi também uma torcida que não soube mandar seu recado para o time sair dessa. Sim, quando se apóia do início ao fim, sobretudo quando estamos em desvantagem no marcador, transmitimos uma força sobrenatural para o atleta em campo. Precisamos aprender um pouco com os argentinos, pois eles cantam e apóiam o jogo inteiro, e dificilmente são batidos em seus estádios por equipes estrangeiras.

Recado dado, falei o que penso e quero que o verdadeiro torcedor, aquele que acredita sempre, como eu, esteja presente no domingo contra o Bacalhau. É jogo de vida ou morte e poderemos terminar a rodada na liderança. Esperança é meu nome.

Vamos meu Fogão, levanta, sacode a poeira e chega ao topo!

Yes, We can!

BOTAFOGO: SUA TORCIDA É UMA FORTALEZA E JAMAIS SE RENDERÁ”

EU ESCALO
Domingo, 5h da tarde, dia de darmos um algo mais pelo Fogão e comer uma bacalhauzinho. É hora de assumir a ponta da tabela. Eu Escalo: Jefferson, Lucas, F. Ferreira, A. Carlos e Cortês; M. Mattos, Renato, Mago  e Elkeson; Caio e Loco;

 “Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Força Sempre Fogão!

Eu acredito!
      
Saudações Alvinegras