sábado, 5 de setembro de 2009

FOGÃO COCHILA NO INÍCIO E PERDE JOGO-CHAVE



FOGÃO 1X2 SPORT – 23ª RODADA – ILHA DO RETIRO


Infelizmente começo a me conformar. Estou resignado porque vi meu time perder para ele mesmo. Não desrespeito a equipe do Sport, que até foi lutadora e fez um bom 1º tempo, mas para quem encarava este jogo como uma final de Copa do Mundo a frustração foi gigantesca.

Senti que a equipe não teve a mesma pegada dos últimos jogos e o nosso ataque foi cardíaco. Reinaldo fez falta. E é triste constatar que dependemos dele neste momento.

O sistema defensivo foi horroroso mais uma vez. Wellington e Alessandro abusaram da nossa paciência e Fahel permitia ao Sport construir qualquer jogada na zona criativa do campo.

O que me consola é que tem time igual ou pior do que o nosso. Mas de nada adiantará se não fizermos a nossa parte: ganhar. Temos de fazer 23 pontos em 45 possíveis, cerca de 50% do que disputaremos. O funil estreitou, fora as arbitragens, ainda somos os principais responsáveis pela nossa situação desesperadora.

O JOGO

O Fogão começou o jogo a 20 km por hora enquanto os pernambucanos voavam. Ainda assim dependia do ‘armador’ Alessandro. Sim, foi ele quem armou o contra-ataque que culminou no 1º gol do jogo. Luciano Henrique roubou de Alessandro, foi a fundo e centrou na cuca de Fabiano. Sozinho, ele testou no canto esquerdo de Flávio. 1x0 Leão, aos 5’ de jogo.

A pulguinha logo se mostrou presente em nossas orelhas, e o pior aconteceu dois minutos depois. Luciano Henrique caminhava no meio sem marcação e tocou para Wilson, sozinho, capar a bola. Ainda assim Flávio aceitou: 2x0.

Incrédulo, esperava o pior, pois a experiência desse apaixonado pela estrela já testemunhou grandes tragédias, e pelo nosso início fui remetido aos nossos piores momentos. Nada dava certo. Guerreiro sozinho para marcar pelo time inteiro, seu companheiro Fahel era uma nulidade. L. Flávio se omitia, Alessandro recebeu ordens para não mais passar do meio de campo e só incomodávamos com Michael, ainda assim sem objetividade. Simões irritava pela displicência e André Lima era nossa única esperança. Magrão só teve grande trabalho numa cabeçada de André Lima, que ele tirou no susto. Fora isso, um peteleco de Guerreiro e nada mais. Fogão dominado e placar justo no tempo inicial.

No intervalo comentei com os amigos Flávio e Ronaldo que o problema era de marcação no meio de campo e falta de apoio dos laterais. Wellington marca muito mal e Thiaguinho fazia sua pior partida no ano. Mas Estevam não mexeu. Melhoramos, mais em função da postura defensiva dos donos da casa, que optaram por nos agredir nos contragolpes. Aí alugamos meio de campo, pois nesse momento Jônatas ‘marcha-lenta’ estava em campo ajudando na criação. Deu resultado, mas a falta de homem-gol era determinante para nossa inoperância. Jônatas arriscou e Magrão espalmou. Depois Igor segurou L.Flávio. Só em bola parada faríamos a diferença. E foi assim que diminuímos. Juninho encheu o pé e Magrão aceitou. 2x1 com oito de jogo.

Era tempo suficiente para reagir. Pressionamos e evidenciou-se nossa fragilidade ofensiva. Rezava para Estevam sacar Simões e colocar Ricardinho. Ele primeiro sacou o fraco Thiaguinho e veio de Eduardo. O Cara não aprende. Como quem joga uma pelada, deu um passe cruzando toda a extensão da área e quase sofremos o 3º. Por fim, Estevam sacou Fahel e veio de Ricardinho. Ficamos livres de um, mas Simões foi até o fim, para nosso desespero. L. Flávio teve duas bolas do jogo, e fracassou. Apertamos e até poderíamos ter conquistado mais um empate, mas, francamente, nossa incompetência foi maior, e foi justa a derrota.

Teremos agora outro jogo de 6 pontos. Dessa vez no mais bonito do Brasil. Chega um momento em que a vitória tem de vir mesmo sem jogar bem. Precisamos dos 3 pontos a qualquer preço. A estrela tem de brilhar na marra contra o Flu. É hora de rezar e apoiar até o fim.

Árbitro: Spínola é mais uma paulista que mostrou descaradamente sua má intenção contra o Fogão. Vi lances duvidosos na área do Sport e nada, mas a falta que L. Flávio sofreu na entrada da área foi gritante. Era momento de pressão alvinegra e o cara ainda deu cartão para o botafoguense.

Estevam Soares: se era de fato um jogo tão importante esqueceu-se de avisar ao grupo que entrou em campo. Sinceramente, os reservas jogaram com muito mais garra e determinação do que os titulares hoje. Armou mal a equipe quando escolheu Fahel para companheiro de Guerreiro. Thiaguinho improvisado na lateral esquerda não rola mais, o cara se perde em campo. Cadê o Gabriel? Até quando teremos de aturar Wellington? Triste, mas tenho saudade do D2. Teco já mostrou que é melhor, embora lento, mas tem tempo de bola e posicionamento perfeito. Por que Batista nem no banco fica mais? E por que ainda temos de aturar Victor Simões vestindo nossa camisa?

Destaques: Juninho;
Jogou bem: Guerreiro;
Garra: Guerreiro;
Comprometeu: Alessandro;
Irritou: Alessandro, Fahel, Wellington, Eduardo e Victor Simões;
Desafinou: Flávio, Thiaguinho e L. Flávio;
Ninguém viu: Ricardinho;

EU ESCALO
Precisamos atropelar o Flor no domingo no Engenhão. É jogo de seis pontos e precisamos somar mais 23. Eu Escalo: Jefferson, Alessandro, Juninho, Teco e Eduardo; Guerreiro, Batista, L. Flávio e Michael; Reinaldo e André Lima;

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

RESERVAS ALVINEGROS HONRAM O MANTO












FOGÃO 0X0 ATLÉTICO PR – 1º JOGO – PARANÁ

Quem esperava o pior até que se surpreendeu com a determinação dos nossos reservas. É evidente que não temos um grande elenco, mas provamos ontem que não é tão ruim quanto presumíamos, sobretudo quando joga com aplicação e garra demonstradas ontem.

Os números até agora não refletem o bom trabalho que Estevam vem fazendo no Fogão. Ele não foi à Curitiba para ser pressionado o jogo inteiro pelo Furacão. Aí seria derrota na certa. Todos vimos que o Bota tinha uma postura de marcação forte na sua intermediária, mas escapava com rapidez no contragolpe. E essa postura inibiu os donos da casa, sempre incisivos em seu território, mas ontem tiveram de respeitar nossos reservas, e certamente não se esqueceram de que aquela camisa é a mais gloriosa do Brasil.

Que bela surpresa foi o Teco. Não teria medo se já fosse aproveitado de início contra o Sport no recife. O cara foi um gigante e depois de 8 meses parece que vai nos dar um retorno e segurança na cozinha, setor nevrálgico do Bota no momento.

Gostei também do Jônatas enquanto teve fôlego. Destruiu e foi o principal homem de criação no meio de campo, com passes precisos e achou a bola do jogo aos 47’ do tempo final, deixando Laio na cara do gol. Renato Soneca lutou, mas não foi produtivo. Thiaguinho entrou bem e suas arrancadas sempre levaram perigo à meta paranaense

Quem destoou foi Ricardinho. Não deu sequência às jogadas, embora não tenha se omitido. Fahel também irritava como sempre e Léo Silva não tem jeito mesmo. Eduardo continua valorizando as firulas na saída de bola e quase entregou o ouro. Já Gabriel continua franzino, mas está aprendendo a disputar jogadas mais ríspidas e parece menos tímido. Victor Simões foi mais do mesmo, improdutivo e dispersivo. E no gol Flávio foi perfeito, talvez a sombra do Jefferson tenha surtido efeito.

Agora jogamos por uma simples vitória no mais moderno do Brasil. E com o time titular atropelaremos o Furacão dia 16 no Engenhão. Eu acredito. Ah, o Emelec já pode esperar.

Estevam Soares: mesmo com reservas fez o Bota jogar como um time. O 3-5-2 não foi retranqueiro e se tivesse alas eficientes poderia até arrancar a vitória. Fez o que Ney não conseguiu em um ano: padrão tático e determinação. Agora a garra alvinegra fala mais alto;

Destaques: Flávio, Teco e Jônatas;
Jogou bem: Thiaguinho;
Garra: Teco;
Comprometeu: Laio (não pode perder gol cara a cara aos 47’ do 2º tempo);
Irritou: Fahel;
Desafinou: Ricardinho;
Ninguém viu: ...;

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

terça-feira, 1 de setembro de 2009

13 PONTOS PARA ARBITRAGEM. FOGÃO BRIGARIA AGORA PELA LIBERTADORES



A faixa exibida acima é destinada exclusivamente aos árbitros que nos roubaram 13 pontos nesse campeonato.
O sentimento do torcedor alvinegro ainda é de indignação e de forma concomitante, desespero. A indignação é, sobretudo, contra as recentes arbitragens que nos garfaram acintosamente. O desespero é que o tempo vai passando e o Fogão não se livra da zona maldita. Preocupação que aumenta pela falta de reposição no elenco, sobre tudo na zaga e no meio de campo.

Não sabemos quando Jefferson poderá assumir pra valer a camisa 1. Até lá ainda jogaremos com a nítida impressão de que estamos sem goleiro. Pensar na zaga não é assunto para cardíaco. Ora falha Juninho, ora Wellington entrega o ouro. Aí entra Emerson e depois Eduardo erra feio a saída de bola. Ainda falta cobertura às laterais e Guerreiro tá sozinho no meio para marcar e cobrir os alas. No meio de campo somente agora estamos vendo que Michael achou seu espaço e talvez por ele LF melhorou.

No ataque desprezo Victor Simões. O cara irrita pela falta de QI, se posiciona mal e não consegue nem o trivial, dominar uma bola dentro da área e concluir a gol. Já passou da hora de pegar um banquinho. Temos de apostar em André Lima, que não consegue mais enfiar a gorducha na rede, e Reinaldo. Esse sim fez o rendimento do ataque subir, atuando ora como armador ora como finalizador.

O problema é que quando o ataque acerta a zaga entrega. E pior do que tudo isso são os erros grosseiros dos juízes contra nós. Revejam alguns lances em matéria do Globo.com. Pelo menos 4 pênaltis claros não marcados a nosso favor nos últimos 5 jogos. Falamos de pelo menos 8 pontinhos na conta da arbitragem. Nesse momento, considerando também outros erros neste brasileirão, ao invés desse desespero estaríamos sonhando com a Libertadores, com 36 pontos, uma a menos que o 4º colocado. Chupa essa manga!

Abaixo, cito algumas garfadas nesse brasileirão, quem quiser me ajudar a lembrar de mais roubalheira mande seus comentários:

- Botafogo 2x2 Urubu (gol mal anulado do André Lima e falta não marcada do Emerson no LF no gol de empate aos 44’ do 2º tempo)
- Náutico 2x2 Botafogo – (pênalti inventado e gol do Bota mal anulado)
- Botafogo 0x1 Atlético PR (sofremos o gol da derrota em claro impedimento)
- Botafogo 1x1 Palmeiras (pênalti acintoso em LF quando vencíamos por 1x0)
- Botafogo 1x1 Cruzeiro – (pênalti claro em Thiaguinho no 1º tempo)
- Botafofgo 3x3 Corinthians – (pênalti claríssimo em Simões quando estava 0x0. Falta mal marcada que originou o 2º gol paulista. Tivemos uma forra no gol ilegal do André Lima, que logo foi compensada com uma simulação absurda de J.Henrique que virou o pênalti do 3º gol)
- Botafogo 3x3 Grêmio – (2º gol do Grêmio a bola sai meio metro na linha de fundo e o zagueiro do Grêmio defendeu com a mão cruzamento de Thiaguinho. Pênalti absurdamente não marcado quando o placar estava em 2x2)

Sei que outros cariocas também foram garfados neste campeonato, mas a vítima nº 1 é o nosso sofrido Glorioso. Que a CBF e a mídia reflitam. E que nós não deixemos calar nossa voz, já que nosso amor ninguém pode calar.

Sorte para os nossos reservas amanhã contra o Furacão pela Sul Americana.

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

domingo, 30 de agosto de 2009

FOGÃO EMPATA DE NOVO E NÃO SAI DA ZONA




FOGÃO 3X3 GRÊMIO – 22ª RODADA

Saí do Engenhão tentando entender o porquê de o Bota não vencer mais em casa e, por este motivo, manter-se na zona maldita. Confesso que até agora não consegui.

Para muitos o Bota perde para ele mesmo. Para outros a arbitragem sempre falha contra nós em lances capitais do jogo. E para este amigo o problema não é das reduzidas dimensões do mais moderno, e sim de algumas peças desse elenco, neste momento são três: Castillo, Wellington e Victor Simões. Esses sãos os heróis às avessas, além de Fahel e Léo Silva, que também contribuem para pior. Até mesmo Juninho passou a ser decisivo para o mau desempenho da zaga.

Por mim faríamos os próximos 10 jogos fora de casa, antes que seja ratificada, injustamente, a ‘maldição do Engenhão’.

O JOGO

Até me surpreendi com o público de 10 mil pagantes no mais bonito do Brasil. Torcida apreensiva e ávida por uma vitória que nos livraria do mal. E Estevam Soares parecia querer a vitória a qualquer preço, dada a sua coragem ao escalar o Bota no 4-3-3. Logo comentei com o Flávio que o problema seria o buraco no meio de campo, e assim foi no início.

Até os 10’ de jogo os gaúchos alugaram meio de campo, mas não souberam criar lances de perigo. Depois disso o Bota se acertou e passou a dominar, explorando a rapidez de Michael e tabelas com Reinaldo, mais recuado. Reinaldo quase marcou um golaço, após enfiar entre as canetas de Rever, mas Victor abafou. E na primeira boa participação de Michael ele achou L. Flávio na direita e este cruzou para Reinaldo completar, Victor deu rebote e o mesmo Rei completou para o gol. 1x0 Fogão.

O gol fez os gaúchos se abrirem, e exploramos os contragolpes, num deles, André Lima cruzou com açúcar para Victor Simões perder gol feito. Foi a senha para a torcida pegar no pé do ‘Pantera’ do Paraguai. E o Pior aconteceu numa lambança de Wellington, que errou a cabeçada e permitiu o cruzamento para área. Jonas quase perdeu o gol mais feito do campeonato, acertando a trave duas vezes, mas contra nós o destino premia até os incompetentes, ele acertou na 3ª tentativa. 1x1.

Ainda estávamos na metade do 1º tempo, e o Bota se perdeu em campo. Victor Simões passou a ser perseguido e ninguém conseguia entender o posicionamento de Thiaguinho, que começou como ala esquerdo, passeava pela direita e pelo meio de campo. Fim de papo e a torcida esperava que Simões não retornasse para o 2º tempo.

Na etapa final Estevam não mexeu e antes que Simões acusasse as vaias Reinaldo o deixou na cara do gol. Ele arrancou e chutou rasteiro. A bola passou por Victor e entrou chorando no cantinho esquerdo: 2x1 Fogão e parecia que caminhávamos para o fim da maldição do Engenhão.

Aí começa a aparecer a arbitragem paulista contra o Fogão. Mario Fernandes vai ao fundo e cruza após a bola ter saído. O bandeira permite a sequência da jogada e Jonas emenda de prima: 2x2 e muito protesto do Bota e da torcida, homenageando o trio de árbitros.

Desgraça para botafoguense vem em contagotas. Thiaguinho invade pela diretia e cruza. A bola para na mão de Adilson. Ele esticou o braço acintosamente num pênalte claro, igonaro por Cintra. E por fim o canalha paulista inventa uma falta que resulta no gol da virada gaúcha. Alessandro disputa a bola com o gremista que não permite que nosso lateral se levante. O juiz enxergou falta. Na cobrança de Souza Castillo não vê nada e a bola entra, num frango do nosso dublê de goleiro: 3x2.

Aí parecia fatal, foi aquele desespero e Estevam sacou Reinaldo e veio de Renato Soneca. Depois trocou Simões por Ricardinho e por fim sacou Michael para entrada de Jônatas. O Bota foi com tudo e achou seu gol numa bomba de Guerreiro da entrada da área. Golaço! 3x3 aos 44’. Sempre acreditamos e Ricardinho teve a bola do jogo, mas Victor defendeu e André Lima quase pega o rebote. Pressionamos até o fim, e ficou a impressão de que se tivessem mais 5 minutinhos seria o fim da maldição.
O Bota hoje joga com garra e melhorou e muito seu padrão de jogo. O problema é que a cada rodada estamos mais entranhados na zona maldita, e temo que nos acomodemos por lá. Vamos acreditar sempre alvinegros, não podemos deixar para o final, vamos encher o Engenhão e demonstrar nosso amor, ou alguém vai deixar de ser BOTAFOGO? Queremos o Fogão na primeira sempre, de preferência com um time de primeira, mas no momento precisamos do torcedor jogando junto, esse time é limitado, mas também não é de segunda.

Estevam Soares: Arriscou e muito com o 4-3-3. Perdeu o meio, mas fez a equipe se recompor e testou Thiaguinho em várias posições. Michael também rodou o campo todo. Precisa definir seu time base e achar uma vaga cativa para Reinaldo, preferencialmente no lugar de Victor Simões. Experimenta essa também Estevam!;

Destaques: Michael, Reinaldo e Guerreiro;
Jogou bem: Alessandro e Thiaguinho;
Garra: Guerreiro;
Comprometeu: Wellington e Castillo;
Irritou: Além de Cintra, Wellington e Castillo;
Desafinou: Juninho;
Ninguém viu: Jônatas;

EU ESCALO
Nesse momento não tô nem aí para a Sul Americana. Quero saber mesmo é do Sport na Ilha do Retiro. É jogo de seis pontos e precisamos somas logo mais 23. Eu Escalo: Castillo, Alessandro, Juninho e Wellington e Eduardo; Guerreiro, Batista, L. Flávio e Michael; Reinaldo e André Lima;

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

FOGÃO EMPATA E NÃO SAI DA ZONA




FOGÃO 1X1 CRUZEIRO – JOGO ADIADO DO 1º TURNO


Agora temos o mesmo número de jogos dos demais. Então podemos afirmar que de fato estamos na zona de rebaixamento. E nem adianta inventar pretextos, tropeçamos sempre nos nossos erros, e não foi diferente contra o mistão do Cruzeiro.

Só nos resta mesmo apoiar até o fim, pois pressentimos o pior a cada partida. Tudo acontece contra o Fogão, e não conseguimos decolar. Dessa vez não foi o Emerson, mas o Fahel quem entregou o jogo. É sempre uma temeridade atuar com um dos dois, juntos então...

O JOGO

Descarto os primeiros 10 minutos, onde Bota e Raposa se estudaram e viram que nenhum dos dois tinha nada a temer. Então coube ao Bota, anfitrião, dar as boas vindas aos visitantes. Por 15 minutos pressionamos e criamos pelo menos 3 chances. Em todas André Lima participou, e errou tudo.

Michael surpreendia no meio de campo como armador. E L. Flávio queria jogo. Ele já lançara Thiaguinho no lance do pênalti claro ignorado pelo carequinha Heber Roberto Lopes. Ele quase havia marcado numa boa jogada de Alessandro, mas coube à Michael um passe primoroso para LF penetrar, driblar Fábio e tocar rente à trave. 1x0 Fogão e prenúncio de final da maldição do Engenhão.

O Bota poderia ter matado o jogo logo depois, após Victor Simões receber livre na esquerda e bater rasteiro, à esquerda de Fábio, era pra matar o jogo Simões. O Cruzeiro conseguia a proeza de errar mais passe do que o Bota, e isso refletia no último passe, o que impedia de levar perigo à meta de Castillo. E foi só, fim de papo e impressão de que os gols perdidos fariam falta.

Na etapa derradeira perdemos um gol logo no início, e no contragolpe Fahel, que tinha amarelo, fez falta desclassificante e foi merecidamente expulso. 2 minutos e Fogão com 10 em campo. Foi a senha para a raposa alugar meio campo. E a bola não parou de rondar nossa área até o final do jogo. Ainda assim para levarmos o empate tivemos de contar com a gentil colaboração de Juninho, o zagueiro que não sai do chão. Na cobrança de escanteio Thiago Ribeiro sobe mais que Juninho para cabecear no ângulo de Castillo. 1x1.

Ainda restavam 23 minutos, e tememos a derrota. A galera pediu Reinaldo e Estevam atendeu, mas ninguém esperava que ele deixasse Victor Simões, mortinho em campo, até o final. Isso mesmo, ele sacou André Lima, que não vinha bem, mas ainda tentava. Victor Simões já contava com a antipatia da torcida por não ser participativo e por ter errado quase tudo que tentou. E foi nessa desarmonia que seguramos o empate dentro de casa sem poder reclamar da sorte.

O pior de tudo é que o Fogão fazia o melhor jogo no Engenhão com Estevam e dava a nítida impressão de que, não fosse o erro crasso de Fahel, poderíamos respirar aliviados hoje.

Se é que há algo de bom nessa história é que domingo não teremos Fahel e Emerson. A cada rodada o funil se estreita. É hora de apagar mais uma noite escura e concentrar forças para bater o Grêmio a qualquer preço no domingo. Deus salve nosso querido Glorioso!

Estevam Soares: fazia seu melhor jogo no Engenhão, até descobrir que não pode contar com Fahel. Espero que não tenhamos de ver gol contra do Emerson para que Estevam o conheça melhor. Fez o Bota pressionar a saída de bola e Michael parece ter achado seu espaço no meio de campo. Precisa entrosar o ataque ou barrar de vez Simões e escalar André com Reinaldo;

Destaques: L. Flávio e Michael;
Jogou bem: Alessandro, Thiaguinho e Guerreiro;
Garra: Thiaguinho;
Comprometeu: Fahel (FalHEI);
Irritou: Fahel;
Desafinou: Juninho e Victor Simões;
Ninguém viu: Jônatas;

EU ESCALO

Domingo é hora de sair da zona e afastar de vez a ‘maldição do Engenhão’. Eu Escalo: Castillo, Alessandro, Juninho, Wellington e Eduardo; Guerreiro, Batista, L. Flávio e Michael; Reinaldo e André Lima;

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

domingo, 23 de agosto de 2009

FOGÃO HONRA O MANTO, MAS JUIZ IMPEDE VITÓRIA



FOGÃO 3X3 CORINTHIANS – 21ª rodada

Neste momento passaram-se 4h da batalha do Pacaembu. Ufa! Haja coração para tanta emoção. Foi jogaço, do início ao fim ninguém poderia prever o desfecho do melhor jogo da rodada, e um dos melhores do campeonato.

Inacreditável e doloroso crer que estamos na zona de rebaixamento, com atuações de ponta contra Palmeiras e Corinthians. Isso, sem contar as boas atuações frente ao Inter e Santos. Então o Fogão só joga contra os grandes? Isso não sei responder, mas é parecido com o estadual, mal contra os pequenos e um gigante nos clássicos. Mas isso é brasileirão, onde há equilíbrio do primeiro ao último colocado. E independente do quilate do oponente, há se jogar para vencer sempre. Então o que cobramos e exigimos é que o Botafogo seja o gigante do Palestra Itália e do Pacaembu quando atuar também no Engenhão.

Antes de falar do jogo, quero reiterar meu repúdio à TV Globo pela parcialidade na transmissão. Eram notórios os comentários tendenciosos aos paulistas, tal qual o péssimo árbitro baiano. Afirmar que não foi pênalti em Victor Simões logo no início do jogo é querer duvidar da nossa sanidade. Ora, logo mudei para a Band, emissora paulista, e lá era unânime o penal que todos vimos, menos o juiz e a Globo.

Não é de hoje que a arbitragem vem beneficiando os paulistas no brasileirão, e não é só contra o Fogão não. Mas contra nós é o prazer. Só isso explica os pênaltis não marcados em LF contra o Porco e o de hoje no Simões, além da invenção que foi o 2º pênalti em J. Henrique, justo ele que simulou esse mesmo lance pelo Fogão umas 200 vezes e ninguém jamais caiu na sua.

O JOGO

Minha adrenalina ainda estava alta após a surpreendente Vitória do Barrichelo no GP da Espanha. Torcer pelo Rubinho é muito parecido com o Fogão. Você sempre espera o pior no final. Felizmente Rubinho espantou o mau olhado guiando com perfeição, e rezava para que ocorresse o mesmo com o nosso Fogão.

Estevam Soares fez uma mudança no mínimo corajosa, ao modificar o esquema de jogo para o 4-4-2. Não pela barracão do Emerson, pois ele reduziu nosso perigo de gol, mas por mudar de um esquema para o outro momentos antes do jogo. Quanto ao esquema acertou em cheio, mas entrar de cara com Léo Silva e Fahel é uma temeridade. Tá certo que Eduardo e Batista desfalcaram a equipe, mas aos poucos ele vai vendo com quem não pode contar, meu medo é que ele enxergue a realidade cedo demais e não tenha os 11 para entrar em campo.

O Fogão tentou jogar de igual pra igual no início, mas logo o Timão foi se soltando e chegou com perigo com JH, que driblou o time inteiro do Bota e por sorte finalizou como conhecemos. A partir dos 15’ o Bota começou achar seu jogo e Juninho quase abre o placar numa cobrança de falta. Depois LF se fez presente e lançou André Lima, que ganhou na corrida e bateu forte para boa defesa de Julio Cesar. Em seguida André encheu o pé de fora da área e JC espalmou. O Coringão perdeu chance clara com Dentinho, e o Bota teve o pênalti em Simões. Alessandro tocou de cabeça para Simões que chegava na pequena área para concluiu e foi empurrado, mas o juiz ignorou o lance.

O baiano Arilson Bispo da Anunciação mostrou qual era sua intenção no final do 1º tempo. Dentinho entrou livre pela esquerda e Léo Silva o atropelou desnecessariamente. O árbitro não teve dúvidas em apontar a marca da cal, afinal é contra o Fogão. Dentinho converteu. 1x0 Corinthians.

Estevam logo percebeu que não poderia contar com Léo Silva, e veio de Reinaldo, deixando o meio de campo vulnerável na marcação, mas fortalecendo o poder ofensivo alvinegro. E deu certo logo com um minuto de jogo. LF cobrou escanteio e Reinaldo testou com estilo, no ângulo de JC. 1x1.

Aí o homem de amarelo volta a aparecer. Ele inventou uma falta na entrada da área e Marcinho cobrou como quem faz um arremesso, bola na gaveta e Corinthians na frente de novo: 2x1.

Finalmente uma forra para o Fogão. Alessandro faz bela jogada na direita, vai ao fundo e centra. André Lima se antecipa e põe para o fundo da rede. 2x2. Neste lance ainda esperei pela validação do gol antes de pular e soltar o grito de Fogo, que ficou ainda mais potente quando revi o lance umas 10 vezes até perceber que André teve a ajuda da mão divina, já que pelo sopro do apito Deus já havia jogado a toalha.

Foi gostoso, mas logo falei pra minha esposa que o safado iria compensar, até uma criança já previa isso. O empate foi aos 14’ do 2º tempo, e o juiz demorou exatos 6 minutos para utilizar o garfo do demo contra nós, e que espetada! J. Henrique se jogou na área e ele marcou outro pênalti. Confusão total e indignação alvinegra. Tudo contra o Fogão. Dentinho bateu, Castillo defendeu e Dentinho pegou o rebote. O Bandeira invalidou o lance, depois amarelou e disse que o gol fora legal. 3x2 e só mesmo muita entrega para manter o equilíbrio e buscar novo empate. Eu mesmo naquele momento já queria literalmente quebrar a cara do Souza, um sujeitinho asqueroso e insuportável.

O Timão achou que a fatura estava liquidada, 3x2 e com o 12º jogador de amarelo a vitória era certa. Mas isso é BOTAFOGO, e é bom não duvidar da força dessa camisa. Falta na entrada da área. Confesso que implorei para o LF deixar o Juninho cobrar. Juninho fez o corta-luz e LF cobrou com perfeição, acordando a coruja. Golaço e um berro potente e entalado sai desse alvinegro emocionado, extravasei e proferi aquelas palavras para esses paulistas de m..., 3x3 e já não previa mais o que poderia acontecer.

Graças a Deus daí em diante tivemos 10 minutos de calmaria. E finalmente o baiano Arilson percebeu que não dava mais para inventar outro pênalti, afinal nem na nossa área a bola chegava mais. Fim de papo e se jogarmos 10 partidas com essa determinação teremos um natal de primeira.

O maior desafio de Estevam não estava nesse jogo, pois já provamos que conseguimos jogar bem fora do nosso território. Estevam tem a oportunidade de provar que o Bota pode ser eficiente também no Engenhão. É hora de união e apoio ao Fogão.

Estevam Soares: livrou-nos do Emerson, mas Léo Silva e Fahel juntos não dá. Fez o Bota Guerreiro do início ao fim. Mexeu bem com Reinaldo, mas Michael ou é fraquíssimo ou está com problemas psicológicos. Deveria sair antes. Continuamos confiando no trabalho do treinador,

Destaques: L. Flávio e Reinaldo;
Jogou bem: André Lima, Alessandro e Simões;
Garra: Guerreiro;
Comprometeu: Léo Silva;
Irritou: o personagem do jogo: Arilson Bispo da Anunciação
Desafinou: Michael e Wellington;
Ninguém viu: Renato;

EU ESCALO
Quinta-feira é hora de acabar com a maldição do Engenhão. Teremos um grande pela frente, e sempre jogamos bem contra grandes. Fogão e Cruzeiro, às 21h, no mais moderno do Brasil. É hora de sair da zona. Eu Escalo: Castillo, Alessandro, Juninho e Wellington e Eduardo; Guerreiro, Batista, Renato e L. Flávio; Victor Simões e André Lima;

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Comunicado à Estevam Soares














Caro Estevam,

É sempre bom relembrar que você está dirigindo o clube que mais jogadores cedeu à Seleção brasileira em Copas do Mundo.

Adianto ao amigo que na história recente do Fogão nunca um treinador foi tão bem recebido como você. De cada 10 alvinegros, pelo menos 7 apoiaram sua contratação e o restante não se posicionou de forma contrária, mas entendiam que não deveriam mudar o comando técnico.

Você começou a ganhar a torcida quando aceitou trocar sua comodidade e ótima campanha com o debutante Barueri para dirigir nosso Fogão, com tantas limitações no elenco, mas reconhecendo a força e a história de um dos maiores clubes do século.

A torcida quer que dê certo, como você pretende. A estreia foi boa, mas o jogo fundamental, contra o S. André, foi um fiasco. Estive lá e fiquei desapontado por demais. Não o culpo por nada, pois sei que ainda está analisando a capacidade técnica do elenco, mas certamente já percebeu que a preparação física é deficiente.

Esperamos que não se abale com tantas turbulências que esse clube atravessa, afinal ainda não nos recuperamos da perda de 3 campeonatos consecutivos para nosso maior rival. A torcida ainda se convalesce, e não agüenta mais tanta decepção.

Saí do Engenhão na última 4ª feira resignado, mas tenho medo de me conformar, justo eu que permiti aflorar essa paixão por 41 anos.

Amigo, rezo para que você encontre a fórmula mágica, mas adianto que a torcida não tolera mais, de forma alguma, alguns jogadores. O principal deles é o Emerson, justo ele que ficou em campo por 90 minutos no último jogo e ainda era quem saía para o jogo pela direita. Pelo amor de Deus, 99% da torcida odeia o Emerson (sem tempo de bola, erra todas as antecipações e não sabe posicionar-se). Fahel é outro que a torcida tem ojeriza; Juninho é muito lento como zagueiro; Eduardo tem habilidade, mas se comporta como peladeiro; Alessandro é o lateral que não vai ao fundo e não cruza; Batista não se acerta; Jônatas até sabe tocar a bola, mas é lento demais; Victor Simões é egoísta e fecha os olhos quando chuta a gol e André Lima também quer o jogo só pra ele e sua atitude pra chamar a torcida não se reflete no que faz em campo;

Caro amigo, entenda que são opiniões de um torcedor que sabe que dentro de campo é outra visão, mas relato apenas o que vejo e ouço da torcida. Tenha a certeza de que torcemos para que obtenha com urgência um padrão de jogo, sobretudo para atuar dentro de casa, onde estamos perdendo com mais facilidade do que no território adversário.

Saiba que tem nosso apoio e que entendemos que só se faz omelete com ovos, mas se o amigo transformar essa equipe num time de guerreiros, lutando e dando o sangue até o fim já estará de bom tamanho. A torcida sente que falta entrega, falta tesão, e isso é a essência de um time, pois talento hoje é coisa rara no futebol brasileiro.

Boa sorte pra ti e muita luz para o nosso Fogão!

Força Sempre!

Saudações Alvinegras