segunda-feira, 18 de maio de 2009

Fogão pressiona, mas empata com Timão


Olá ilustres alvinegros,

Foi um bom jogo ontem à noite no Engenhão. Só faltaram gols. Em termos de resultado é evidente que empatar nunca será bom negócio num campeonato por pontos corridos onde, um ponto, quase nada acrescenta na tabela.

Pelo menos o Fogão não foi o time apático como aquele do 1º tempo da estréia frente ao Santo André. Ontem lutamos, fomos determinados, criamos chances de gol, mas também permitimos algumas para eles, mas tudo numa circunstância até certo ponto aceitável, previsto num duelo contra o time mais badalado de São Paulo e com a presença do “fenômeno” Ronaldo. O Timão veio completinho pra cima do Fogão. Ao menos demonstrou respeito com o Bota.

Ney ainda segue em busca do time ideal sem Reinaldo e Maicosuel, e ainda não encontrou. Talvez o time do 2º tempo seja o mais indicado. E nesse time ainda saco o Fahel e Túlio Souza.

O clima no Engenhão estava ótimo. Nossa torcida, que compareceu em bom número (14.523), estava ávida por uma vitória do Fogão e a expectativa de ver Renan fechando o gol contra o ‘gordo’. Ainda teve a bela homenagem a Nilton Santos, a ‘enciclopédia’. Esse sim é nosso maior ídolo, ele só vestiu duas camisas em toda a sua vida: a do Fogão e da Seleção Brasileira. E isso sendo o maior lateral da história do futebol. Salve, salve, muita saúde e Parabéns ao nosso eterno mestre Nilton Santos!

O JOGO

Nosso início de jogo foi muito bom. Imprensamos os paulistas e não demorou a surgir a primeira grande chance. Rodrigo Dantas, nossa promessa, acertou lindo chute da entrada da área e Felipe operou o primeiro milagre da noite. Em seguida, Jean Coral tentou uma bicicleta, mas a bola raspou o poste esquerdo de Felipe.

O Bota era incisivo no ataque e o Timão se via encurralado. Pena que essa pressão durou apenas até os 15’ de jogo. O Timão equilibrou as ações e o Bota percebeu suas limitações. O time perdeu o ímpeto e viu que Túlio Souza e Rodrigo Dantas não municiavam o ataque, Fahel não marcava bem e Thiaguinho não conseguia ir ao fundo, e pior, não marcava ninguém. Dessa forma a Avenida Thiaguinho foi bem explorada pelo lateral André Santos, numa delas ele driblou toda a zaga, mas Renan também faz milagre.

Era nítida e distância entre defesa, meio e ataque. Victor Simões, isolado, fazia número no ataque. Jean Coral até voltava para buscar jogo, mas com a bola nos pés também não resolvia. Eduardo foi ao fundo uma vez apenas, mas quase deu samba. Bola na cabeça de Coral, mas ele perdeu na pequena área.

Do lado de lá, o fenômeno tentou por duas vezes, nas duas ele ganhou de Juninho. Na primeira, chutou em diagonal rente à trave de Renan. Na segunda, bem ao seu estilo, arrancou e deixou Juninho batido, mas Renan estava atento e defendeu o chute cruzado do maior artilheiro das Copas do Mundo. E foi só no tempo inicial. Sabíamos que Ney mexeria no time, mas com aquele banco...

E ele nem quis saber. Veio logo de estreante, Tony, e Gabriel. Saíram Wellington e Jean Coral. O Bota melhorou e até Thiaguinho entrou no jogo. Tony, rápido, confundia a defesa e Gabriel surpreendia pela disposição nas arrancadas, mas logo depois voltou ao normal e sua lentidão irritava no final. O Bota criou ótimas oportunidades para marcar o gol da vitória. Túlio Souza desperdiçou boa chance ao chutar forte, da marca do pênalti, mas a bola foi em cima de Felipe. Thiaguinho chutou cruzado e Felipe pegou. Juninho soltou o canhão e Felipe espalmou. Depois Léo Silva recebeu em diagonal e encheu o pé. Nessa eu gritei gol, mas o iluminado Felipe espalmou. Ah, do lado de lá também teve chance, uma delas cara a cara. Ronaldo e Renan, parece até nome de dupla sertaneja, mas Renan fez o Engenhão inteiro vibrar com uma perfeita saída do gol, nos pés do fenômeno, num lance em que ele raramente desperdiça. Méritos para Renan. Aliás, ele só comete um defeito ainda, suas reposições são imprecisas e isso ainda pode manchar suas atuações.

Ah, ainda teve a arrancada de Tony, que entrou livre diante de Felipe, mas demorou a concluir e a zaga abafou. A peça nula do ataque ontem foi Victor Simões. O cara errou tudo, inclusive uma bola em que entrou livre pela esquerda e quase na pequena área fechou os olhos e isolou. Victor não tem tranqüilidade para concluir, será que foi mais um que nos enganou? Tomara que não, mas só saberemos disso se um dia voltar o trio de ouro. O fato é que Simões parece mais um Wellington Paulista, arrebenta em estadual e fracassa em brasileiro.

Fim de papo e mais um empate, dessa vez sem vaias, pois a torcida reconheceu a luta do time e sabe das limitações desse elenco e, sobretudo, do equilíbrio dessa competição. Não tem jogo fácil. Ficamos com a impressão de que completo, com Maicosuel e Reinaldo, esse time encorpa. Mas ficou também a certeza de que carecemos e muito de um lateral esquerdo. Michael, do Dínamo de Kiev, foi confirmado, mas ele só estreará no dia 1º de julho. Se Maicosuel sair, Lúcio Flávio, por falta de opções, pode ser um alento. E no ataque depositaremos nossas fichas em Reinaldo.

Arbitro: Simon não chegou a interferir no placar, mas nos irritou mais uma vez, ao inverter faltas e não punir com rigor faltas duras do Timão. Ah, o bandeira do lado oposto à tribuna do Engenhão engessou o braço contra nós e tirou quando o Corinthians atacou por lá;

Nei Franco: Precisa acabar com urgência com esse maldito 3-5-2. Tá na cara que o time só rende quando ele elimina o excesso de zagueiros e põe o time pra frente. Precisa ter muito cuidado para não queimar o Rodrigo Dantas. Ainda é muito cedo para apostar tudo no garoto;

Destaques: Renan e Guerreiro;
Jogou bem: atuações regulares dos demais;
Garra: Guerreiro;
Comprometeu: ...;
Irritou: ...;
Desafinou: Jean Coral, Túlio Souza, Fahel e Victor Simões;
Ninguém viu: ...;

PARABÉNS

Primeiro nosso carinho, felicidade e muita saúde ao mestre Nilton Santos, que completou 84 anos no último sábado. Depois, parabéns em dose dupla ao nosso jovem Renan. Pelo jogo de ontem e pelos seus 20 anos completados hoje, 18/5/09.

EU ESCALO

Agora é vencer o Grêmio, no Olímpico, para encostar no pelotão de cima. Então Eu Escalo: Renan, Alessandro, Juninho, Wellington e Thiaguinho; Léo Silva, Batista e Eduardo e Rodrigo Dantas; Victor Simões e Reinaldo;

“Tu és o Glorioso, não podes perder, perder pra ninguém...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Estréia insossa do Fogão

Olá ilustres alvinegros,

A intenção do técnico Ney Franco era arrancar para liderar o brasileirão desde o início, aproveitando-se da jornada dupla de Palmeiras, Inter, Corinthians, Flu, São Paulo e Cruzeiro, todos envolvidos com as fases mata-mata da Libertadores e da Copa do Brasil. Mas pelo que se viu ontem no ABC paulista os outros é que vão tirar proveito da nossa fragilidade.

Um time que vem jogando desde janeiro jamais poderia cometer a quantidade de erros que o Fogão exibiu ontem. Parecia nosso primeiro jogo em 2009. Uma nulidade em todos os sentidos. Foi o pior primeiro tempo de todo o ano, só compensado pelo esforço coletivo da equipe no tempo final. Conclusões precipitadas ou não:

· Emerson e Lucas Silva não podem ser titulares nem da equipe reserva;
· Túlio Souza é o mesmo do ano passado;
· Eduardo é o mesmo displicente de sempre;
· Fahel só faz número em campo;
· Alessandro é o lateral que não chega ao fundo e não cruza;
· Gabriel chega ao fundo e não cruza;
· Jean Coral é fraco;
· Jean Carioca não existe;
· Diego é velocista e não sabe o que é bola;
· As promessas sentem a pressão e não vingam;
· Ney Franco está perdido na escalação e definição tática do Fogão;

A dúvida: será que Maicosuel e Reinaldo conseguem mascarar isso por muito tempo?!?

O JOGO

Até que demorou para surgir o gol do time da casa. Foi um massacre do Santo André e não fosse Renan o placar do tempo inicial viraria 3x0. Fácil e simples assim. Não precisava entender de futebol para perceber que só um time atacava e criava oportunidades de gol. Tanto pela esquerda, quanto pela direita, os laterais do adversário chegavam como queriam. Com 13 minutos de jogo eles criaram três boas chances, Renan operou milagre em duas, numa delas a bola ainda bateu na trave. Arriscamos um chute perigoso com Thiaguinho, depois era pressão total do time local. Nosso meio de campo não se comunicava, Túlio Souza não sabia sua função, Fahel não marcava ninguém e Eduardo era o lateral que não passava do meio campo, ou era o zagueiro que não marcava ninguém. Alessandro não fez um cruzamento e a defesa jogou todo o 1º tempo exposta. Emerson perdia na arrancada até para o vovô Marcelinho Carioca. Ora, até que tomar o gol só aos 30 foi lucro. Eduardo perdeu a bola na defesa e Nunes pedalou pra cima de Juninho e fuzilou Renan: 1x0 Santo André.

O Bota até poderia ter empatado quando o zagueiro do lado de lá quis retribuir o presente de Eduardo. Ele entregou a bola nos pés de Victor Simões, que dividiu com o goleiro fora da área. A bola sobrou na direita para Lucas Silva, que tentou por cobertura. Neneca dessa vez foi quem fez o milagre de salvar em cima da linha.

Para a nossa sorte o time local não ampliou.
No intervalo Ney Franco, como sempre, procura corrigir as besteiras que faz no 1º tempo. Ele enche o time de zagueiro e a defesa é sempre vazada. O time leva uma surra, mas nunca é goleado. No tempo final, como já está perdendo mesmo, ele arrisca e faz o que deveria fazer quando inicia os jogos: acaba com esse maldito esquema 3-5-2 e põe o time pra cima. Ah, é sempre assim, o Fogão passa a jogar o mínimo que esperamos dele. Acho que só assistirei agora o tempo final do Fogão.

Emerson deu lugar a Jean Coral e Thiaguinho para Gabriel. Não sei até que ponto essas mudanças foram preponderantes, mas o Bota voltou com outra postura. Compacto e incisivo imprensamos o time do ABC, mesmo sem apresentar um grande futebol. Guerreiro ficou mais adiantado, como volante, Gabriel teve liberdade, embora nada fizesse de útil, e Jean Coral encostou em Simões. Era na vontade mesmo. Alessandro achou Jean Coral na área e este sofreu um pênalti cabeludo, mas o safado do Wilson de Souza Mendonça ignorou. Lembram dele naquele jogo com o Inter no Maraca quando teve de sair de camburão da PM?!?

Guerreiro tabelou com Alessandro e cruzou. Victor Simões escorou e a bola bateu no travessão, na trave esquerda e na linha do gol, mas a maldita não entrou. Depois Simões arriscou de novo e Neneca defendeu. Era ataque contra defesa, muito em função também do recuo do time da casa, é pequeno né...

Aos 35 Fahel sofreu falta dura por trás e Cicinho foi expulso. Aí jogamos na intermediária deles. Ney testou o garoto Rodrigo Dantas, muito cru ainda. Na pressão, aos 40’, Eduardo apareceu na esquerda e acertou belo cruzamento na cuca de Victor Simões. Não tinha como perder esse: cabeçada certeira e empate do Fogão. 1x1.

Ainda tentamos a virada, mas faltou qualidade. Um empate que, nas circunstâncias, não pode ser comemorado nem lamentado. O que lamentamos sim foi o pobre futebol apresentado pelo Fogão. Será que cinco dias de atraso de salários já tiraram parte da vontade de vencer?!?

Sabemos que carecemos urgentemente de reforços nas laterais, no meio de campo e no ataque. Esse elenco não briga pela Libertadores. Domingo que vem temos de atropelar o Corinthians no Engenhão. Não sei se o gordo joga, mas é hora de vencer a qualquer preço, sob pena de amargarmos uma sequência no limbo da competição. E sabemos o que isso significa.

Destaques: Renan;
Jogou bem: Guerreiro e Victor Simões;
Garra: Guerreiro;
Comprometeu: a desatenção de todo o time no tempo inicial;
Irritou: Emerson e Fahel;
Desafinou: Eduardo, Jean Coral, Túlio Souza, Fahel e Gabriel;
Ninguém viu: Lucas Silva;

EU ESCALO
Contra o Timão no Engenhão vou para atacar logo no 1º tempo. Então Eu Escalo: Renan, Alessandro, Juninho, Wellington e Thiaguinho; Guerreiro, Léo Silva, Batista e Eduardo, Victor Simões e Jean Coral; ( No banco muita reza para todos os santos)

“Tu és o Glorioso, não podes perder, perder pra ninguém...”

Força Sempre Fogão!
Saudações Alvinegras

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Virando a página




Gostei muito da crônica do Zé Fogareiro no Globo.com. A mídia gosta muito é de realçar qualquer conquista do Fla e não dimensionar da mesma forma a conquista dos outros cariocas. Pelo contrário, supervaloriza as perdas quando se trata de confronto com a molambada preta e vermelha.

Ora, os números acima são da FERJ, e é nítido que o Fla foi tri-vice por duas vezes na mesma década, ou seja, bitrivice, ainda que esta palavra seja um neologismo. Ora, a mídia não acabou com o Fla e ele sobreviveu. Então caros alvinegros, convenhamos que desgraças acontecem não somente com o Botafogo, mas com qualquer um, embora conosco sejam mais peculiares.

Nossa torcida ao invés de lamentar pelos cantos da cidade deveria mesmo era apoiar o Fogão incondicionalmente nos estádios, o que só ocorreu no estadual uma vez, contra o fraco Resende na final da taça GB. Ou seja, então torcida nós temos, mas ela só vai quando é barbada.

Pelo amor de Deus torcida alvinegra, ou acordamos agora e entendemos que amor a um clube significa também presença no estádio quando ele mais precisa, e não ir apenas quando a chance de vitória ultrapassar 90%, ou somente voltaremos a dar sinal de vida quando completarmos novo jejum de 20 anos. Convenhamos, em 89 tínhamos um time proporcionalmente bem mais fraco do que o Flamengo e a nossa torcida compareceu até mesmo em maior número. Jogamos com garra sim, mas criamos uma chance só de gol no jogo inteiro e a bola entrou. Tudo bem, marcamos, nos aplicamos e tivemos sorte sim, o que faltou e muito nas últimas finais com o Fla. Ora competência, a meu ver, também faltou agora, mas para ambos.

Não, não pode e não deve ser assim. Se o nosso presidente está honrando os compromissos e é pública a situação financeira do clube essa diretoria então é competente para reconduzir o Fogão às glórias conquistadas num passado recente. Depende fundamentalmente de cada torcedor o futuro do Botafogo. E já podemos virar essa página agora, quando temos pela frente a mais importante competição nacional: o campeonato brasileiro. Nos moldes atuais, ele é o mais difícil do mundo. E por isso temos de acertar nas contratações, ao mesmo tempo, não temos verba para dar o tiro certeiro. Então arriscaremos de novo, como fizemos no início do ano e fomos finalistas do estadual. Precisamos comparecer e empurrar o Fogão sempre. A força das arquibancadas será sempre nosso maior combustível que nos conduzirão às grandes vitórias.

Botafoguense: nossa obrigação é apoiar sempre, criticar quando preciso e amar incondicionalmente o glorioso Botafogo!

Saudações Alvinegras

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Fogão reage e empata na garra, mas perde o caneco nos pênaltis

Olá alvinegros de coração,

A emoção que vivi ontem no maior do mundo quando o Fogão empatou um jogo que parecia perdido é o que nos dá a certeza de que torcer pelo Glorioso é estar vivo sempre. Sim, perdemos o título. Dói, é evidente que sim, mas dói muito mais quando não lutamos e não damos o sangue, e isso não faltou ontem. Saí do estádio convicto de que esse grupo honrou o manto alvinegro, e sua dedicação não coadunava com o número de alvinegros presentes no Maracanã. Nossa torcida tem de se fazer presente e acreditar sempre. Hesitar é uma coisa, agora abandonar o time numa decisão é um tremendo gol contra, pior do que os do Emerson.

Fui, fiz a minha parte, empurrei o Fogão para a vitória, e por muito pouco não chegamos lá, mas a reação alvinegra foi tão inesperada que calou a massa flavelada por quase 45 minutos. Sim, eles ouviram a nossa torcida sim, e confessaram que eles é que ficaram travadinhos com a nossa reação.

Algumas lições certamente tiramos ontem:

· Ora, jamais devemos deixar de apoiar um time que chega a uma final. Isso é inadmissível e dá força psicológica ao adversário, além de reduzir a nossa. A torcida do Fogão tinha a obrigação de lotar a sua parte, e só levamos a metade disso, embora todos os heróis que prestigiaram o Bota tenham se multiplicado para se fazer ouvir no estádio, e ao menos nesse quesito os torcedores presentes se superaram.

· O amor pelo alvinegro é eterno e aprendemos que não adianta chorar pelos cantos e deixar o lado bom de um trabalho para trás. Essa gestão é a que mais promete após décadas de desastres em nosso comando. Em quatro meses pusemos os salários em dia e temos projetos de sustentação até o fim do ano. Isso após encontrar um clube com caixa zerado e inúmeras dívidas a negociar. É encaixar mais três ou quatro boas peças no time e brigarmos por uma Libertadores ou até mesmo a Sul Americana. Com estrutura forte o primeiro passo já foi dado.

· Precisamos reforçar nossas laterais, mais um zagueiro de nível e um meia para ajudar Maicosuel, além de um atacante para opção de banco. Temos algumas peças que não aconteceram como Jean Carioca, Emerson, Wellington, Lucas Silva, Diego etc. Além de Alessandro que já deu a dor de cabeça que tinha que dá. Só aí já contratamos ao menos dois bons jogadores para titulares absoluto.

Ney Franco: dentro das possibilidades do elenco e sem Maicosuel e Reinaldo teve méritos ao empurrar o Fogão para o empate no tempo final. Armou bem a equipe no início, marcando muito forte o Fla, mas o 1º gol, aos 20, desmontou o esquema e não soubemos atacar. É um bom treinador e contamos com ele para fazermos um bom brasileiro e brigarmos pelo caneco da Sul Americana.

Não vou analisar hoje os destaques, pois o nosso forte sempre foi o grupo, com algum brilho para Maicosuel. Aliás, contamos com o artilheiro do estadual para jogar o brasileiro até o final, pois já estão sondando nosso meia no mercado europeu.

Aos amigos dessa coluna que se manifestaram com depoimentos emocionantes, com o do Flávio, Luiz, Carlos (Gute) e Fernando Gonçalves fica a certeza de que torcer pelo Fogão é nutrir-se de um sentimento genuíno e a essência da vida: o AMOR. Esse sentimento, por si só, nos dá a certeza de que nossos filhos jamais torcerão por outro clube senão o nosso amado Botafogo. E podem ter a certeza de que logo eles nos agradecerão e dirão: Pai, obrigado por ter colocado o Botafogo em minha vida. Sendo Botafogo, eu aprendi que perdendo ou ganhando meu amor por este clube só aumenta. É sofrendo que se valoriza a glória. É sofrendo que se colhem os louros. É sofrendo que sempre triunfamos quando nos dão como mortos, isso é a fênix alvinegra. Eu aprendi que mesmo nas estradas sinuosas da vida o Botafogo fez de mim um ser humano consciente, lúcido e acima de tudo vitorioso, pois descobri desde cedo o que é viver, pois viver pra mim é amar, e meu primeiro grande amor foi o Botafogo!

Amigos alvinegros de coração, digo um até breve, ou até a próxima segunda-feira, quando analisaremos a estréia do Bota contra o Santo André pelo Brasileirão 2009. Prefiro guardar na memória a emoção sentida no empate do Fogão, e a certeza de que jamais deixarei de amar o Glorioso Botafogo, pois aonde quer que esteja sempre estarei contigo no meu coração.

Deixo a mensagem de Renato Russo em poesia de Camões. Imaginem essa poesia associada ao nosso amado Botafogo:

Monte Castelo

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria...

É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja
Ou se envaidece...

O amor é o fogo
Que arde sem se ver
É ferida que dói
E não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer...

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor (Botafogo), eu nada seria...

É um não querer
Mais que bem querer
É solitário andar
Por entre a gente
É um não contentar-se
De contente
É cuidar que se ganha
Em se perder...

É um estar-se preso
Por vontade
É servir a quem vence
O vencedor
É um ter com quem nos mata
A lealdade
Tão contrário a si
É o mesmo amor...

Estou acordado
E todos dormem, todos dormem
Todos dormem
Agora vejo em parte
Mas então veremos face a face
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade...

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria...

“Na estrada dos louros, num facho de luz, tua estrela solitária te conduz..."

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

segunda-feira, 27 de abril de 2009

É só não vacilar e o título será do Fogão

















Domingo será obrigatório lotar a arquibancada e empurrar o Fogão para o título

Fogão joga bem, mas Emerson entrega o ouro, de novo

Olá ansiosos alvinegros de coração,

Ufa, ufa, ufa! Como é bom voltar a respirar aliviado, mesmo que seja por pouco tempo, pois teremos agora sim, sem prorrogação, a semana do ano e o jogo das nossas vidas. Não tem jeito, voltarão aquele frio na barriga, o suor gelado, a angústia, a ansiedade e todas as suas conseqüências. Em mim, falta de apetite, dor de cabeça, mãos e pés gelados e tremedeiras intermitentes, saldo da experiência de ter vivido muitos duelos nesse clássico, com tragédias inesquecíveis e vitórias memoráveis. E sempre que eles se encontram, um turbilhão de pensamentos povoa minha mente, sempre sonhando com uma vitória esmagadora, e na pior das hipóteses, uma simples vitória. E domingo sonho com uma sonora goleada, e me realizo com uma vitória de 1x0 e o título.

Não é hora de consultar médico, pois se sobrevivemos até aqui é sinal de que os Deuses alvinegros reservaram o melhor para todos nós no último jogo. Como é bom poder respirar fundo de novo, e nesse ínterim constatar que o Fogão tem melhor futebol que eles. Que jogando com garra o tempo todo nós sim seremos imbatíveis. Só não pode maltratar tanto nossos combalidos corações. Domingo tem de ser entrar pra matar, sem vacilar em momento algum.

Renan, de novo, fez somente uma defesa difícil, e duas simples. Bruno fez no mínimo 4 defesas difíceis. Ora, ainda perguntam quem foi melhor? É evidente, e eu digo isso, que justiça no futebol é bola na rede. Mas dizer que eles criaram mais do que nós é querer fazer média de novo. No tempo final então, alguém se lembra de qualquer defesa do Renan? Mas Bruno fez no mínimo três difíceis defesas. Ah, mas eles cruzaram muitas bolas na área do Fogão, e isso agora é chance de gol?

Ficou a impressão de que não fossem as contusões de Maicosuel e Reinaldo a parada já estaria decidida. Coisas que só acontecem ao Botafogo. Reinaldo parece ter uma torção de tornozelo simples, mas Maicosuel tem suspeita de um estiramento. Isso preocupa sim, pois normalmente o prazo mínimo é de uma semana a 15 dias. Vamos rezar para que seja só um incômodo e que nosso moleque atrevido nos leve ao caneco domingo.

O JOGO

Agora sim parecia decisão de campeonato. Dois times que buscavam o gol, mesmo sem abdicar da forte marcação. O jogo estava igual no início, com Bota e Fla arriscando em chutes de longa distancia, mas só Reinaldo exigira defesa difícil do goleiro. O que mudou no Fogão de ontem, além da disposição, claro, foi a marcação no campo do adversário. Isso confundia o Fla e travava seu meio de campo. Porém, numa escapada pelo meio, Emerson lançou Juan na área, este iria em diagonal e trombou com Alessandro e foi pro chão. O juiz, contra o Fogão não há dúvida, marcou pênalti. É incrível a tendência da arbitragem em marcar pênaltis duvidosos ou inexistentes contra o Fogão. Juan bateu no canto direito de Renan e abriu o placar, aos 20. 1x0 Fla.

O gol trouxe um desequilíbrio emocional ao Bota e o Fla teve uma chance de ouro, aos 29, quando Leo Moura entrou livre e Renan fez milagre, defendeu chute à queima-roupa na pequena área. Refeito do susto o Fogão partiu para o empate. Primeiro Maicosuel, mostrando que ontem estava ensaboado, deslizou sobre os zagueiros rubro-negros e surpreendeu Bruno, a bola raspou a junta da trave. Em seguida, Alessandro tocou para o ‘rabisca’ alvinegro e este levou um chega prá lá de Welinton, na entrada da área. Ufa, dali é para o Maico, mas Juninho pode afundar a barreira. Que dúvida gostosa! Maicosuel passa o pé sobre a bola e Juninho fura a barreira: gol com raiva do Fogão e explosão alvinegra: 1x1.

Ganhamos confiança e partimos para virar o placar. Léo Silva deixou Fahel na cara de Bruno, e o cara nem cruzou nem chutou a gol. Acho que todos nós o ‘elogiamos’ nesse momento. Em seguida falta em Maicosuel pela esquerda. Ele mesmo cobrou e Reinaldo antecipou-se a Ibson e de cuca legal mandou para o fundo da rede: 2x1 Fogão e desengasguei, gritei para o Méier inteiro ouvir até ecoar no maior do mundo.

Era jogo de muita adrenalina. O alvinegro Luiz já havia me ligado dizendo que também ‘cumprimentara’ seu vizinho flamenguista no 2º gol, e eu bradava para todos ao meu redor, como é gostoso fazer gol neles. Ah, até o amigo Penaforte ligou do Maraca. Ele estava radiante e ao mesmo tempo indignado com o juiz, que permitira a caçada alternada a Maicosuel pelos brutamontes do Flavelado.

No tempo final o juiz provou que era mesmo tendencioso para o lado de lá. O Fogão mandava no jogo e Maicosuel rabiscava. Num desses lances, ele convidou Juan para o baile e ele aceitou de pronto. Só que não gostou da música e deu a rasteira em Maico. E o pior, debruçou-se sobre ele e o ameaçou. E o juiz não o expulsou da festa. Todos lembram desse juiz na goleada que sofremos para o Vasco. Ele expulsou dois do Fogão e ainda inventou pênalti contra o Bota.

Até aí ainda estava tudo bem, Fogão na frente e Alessandro pegou o rebote soltou a bomba. A bola quicou e Bruno espalmou, a bola raspou o travessão. Em seguida o lance que mudaria o jogo. Num lance só, Reinaldo e Maicosuel se contundem. Um pisou em falso e torceu tornozelo. O outro sofreu um incômodo forte na coxa. Sem os dois o Fogão perdeu o domínio e o Fla veio pra cima. Antes Gabriel entrou no lugar de Eduardo, maduro para ser expulso. Ney veio de Renato e Jean Carioca.

Renato estava há muito tempo sem atuar e Jean Carioca, já o conhecemos bem, é limitado e se omite do jogo. Assim, o Fla pressionou, sem objetividade, pois não criou uma chance clara de gol. Ainda tivemos contragolpes que definiriam a partida, num deles, Jean Carioca entrou livre, pela esquerda e poderia cruzar para Simões livre na pequena área, mas o infeliz tentou o gol e Bruno espalmou.

Aos 39 o castigo. Gabriel perdeu a dividida para Willians, este cortou Fahel e cruzou. A bola desviou sabe em quem? No amaldiçoado Emerson. Renan nada pôde fazer. 2x2 e exclamei: de novo não! É, foi mais um gol espírita para eles. Isso há de ter um limite, ou a magia do futebol acabará, pois ela não pode ocorrer para um lado só. Então que seja domingo. Quero ganhar com gol contra, pênalti inventado, gol de mão ou bola que não entrou. Quero que eles provem desse veneno também.

Ah, Simões ainda arriscou de longe e Bruno espalmou mais uma. Fim de papo e, pasmem, o favorito Fla comemorava o empate como se fosse uma vitória. É desse time que nós vamos ter medo?

Domingo é dia de provarmos que nossa torcida, quando quer, enche o Maraca e empurra o Fogão. Eu estarei lá, e já vou comprar minhas entradas hoje. É hora de ser campeão sobre o Fla!

Vamos meu Fogão, mostra tua força, tua garra, tua história diz que não podes perder pra ninguém. Então honra teu hino, seja herói em cada jogo, mas ainda neste, jogue tua vida e mostre quem tu és. Seja BOTAFOGO, seja CAMPEÃO!
Domingo será pra valer, e a nossa arquibancada tem de estar assim novamente...

Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá prejudicou e muito o Fogão. O cara marcou um pênalti duvidoso, eu não vi. Permitiu a caçada a Maicosuel por Willians (5 faltas) e Welinton, sem aplicar-lhes o cartão amarelo. E o mais grave: não expulsou Juan após este ameaçar veladamente Maicosuel.

Ney Franco: sabemos que não é fácil ser treinador do Fogão sem ter um banco decente. Temos uma defesa limitadinha e laterais que não apóiam. Mas esse mineirinho ainda tira coelho da cartola, como ontem ao arriscar com o ‘peladeiro’ Eduardo. O cara, por ser irresponsável, não sente o peso do jogo, e isso ajudou no 1º tempo, onde, solto, conduziu bem o Fogão ao ataque, mas por ser louco, poderia ser expulso infantilmente. Ney achou o esquema ideal contra o Fla. Marcação forte na defesa deles e no meio de campo. E movimentação constante do trio. É rezar para Maicosuel se recuperar e ser campeão domingo;

Destaques: Maicosuel, Juninho e Reinaldo;
Jogou bem: Renan, Guerreiro, Léo Silva, Eduardo e Victor Simões
Garra: Guerreiro;
Comprometeu: Emerson e Gabriel;
Irritou: Jean Carioca;
Desafinou: Emerson e Renato;
Ninguém viu: Renato;

EU ESCALO
Domingo é para matar: eles. Eu Escalo: Renan, Alessandro, Wellington e Juninho; Guerreiro, Fahel, Léo Silva, Maicosuel e Thiaguinho, Victor Simões e Reinaldo;

“Tu és o Glorioso, não podes perder, perder pra ninguém...”


Força Sempre Fogão Campeão!

Saudações Alvinegras

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Dois jogos para honrar o manto alvinegro

















Precisamos do apoio dessa massa de novo!

Fogão vacila e perde a taça Rio

Olá alvinegros de coração,

Há várias formas de interpretar o que aconteceu ontem em mais um fiasco em jogo decisivo perante o Fla: uns dirão que mais uma vez amarelamos. Outros que definitivamente não damos sorte contra eles. Outros dirão que o fator grana falou mais alto e que nossa intenção era mesmo forçar os três jogos de olho nas rendas milionárias. Ah, outros ainda dirão que nosso esquema de jogo foi covarde. E ainda há quem diga que jogamos bem e que perdemos apenas num detalhe: o gol contra do nosso fraco zagueiro Emerson.

Todos dirão alguma coisa, vez que é impossível não se manifestar num momento como esse. Agora poucos querem enxergar a realidade: não temos defesa e nosso meio de campo só tem um homem de criação. E esse homem também é o artilheiro do time. Ora, se eu sou o técnico do time adversário é evidente que eu vou botar qualquer jogador de recurso técnico limitado para anular esse homem, haja vista que atualmente não temos mais nenhum Garrincha, nem Pelé.

E isso foi feito. Simples assim. Nosso home de criação e de gols foi marcado o jogo inteiro. E o que fizemos? Aceitamos essa marcação e acreditamos que ‘cozinharíamos’ o time deles até que se abrissem para nossos ‘mortais’ contragolpes.

Amigos botafoguenses, sobretudo quem foi prestigiar ontem nosso Fogão, a impressão que ficou era de um time que abdicou de jogar para marcar. E essa não é a tônica de quem fez mais gols na competição. Mas foi uma estratégia que alguns pontos explicam: o Fla tem como principal arma o avanço dos laterais. Então caberia a Alessandro e Thiaguinho anular essa jogada. Menos dois homens no apoio. Fahel virou mais um zagueiro, ao passo que Léo Silva e Guerreiro não são homens que sabem chegar lá na frente. Isso já nos impede de partir para o ataque, haja vista que, com qualidade, somente Maicosuel teria condições de armar as jogadas. Com ele anulado em campo, teríamos de recorrer a outro jogador para buscar esse jogo. Aí foi o nosso erro. Reinaldo e Victor Simões de isolavam no ataque e não buscavam o jogo. E quando finalmente Reinaldo resolveu aparecer, queria a bola só para ele, sua lentidão e insistência em conduzir a bola travavam o time lá na frente. Ah, e assim perdemos o meio de campo.

Ainda assim, o esquema deu certo no 1º tempo. Renan não fez uma defesa e tivemos as duas principais chances do jogo: uma com Simões, que recebeu belo passe de Maicosuel e finalizou de forma bisonha. E outra com o próprio Maicosuel, que acertou a trave esquerda de Bruno. Pelo desenho do jogo, um gol alvinegro nesse momento selaria o título.

No tempo final Ney manteve o esquema, acreditando que, num dado momento, eles viriam com tudo e abririam crateras em sua defesa, onde o trio de ouro mataria o jogo. Mas o tiro foi no pé do time alvinegro, ou pior, no pé de Emerson. Juan forçou a jogada sobre Alessandro e o juiz marcou falta. Na cobrança, cabeçada para a pequena área e era só esse pereba espanar. E ele usou a perna direita quando era para rebater com a esquerda, se bem que isso também não o impediria, pela ruindade, de jogar contra o nosso patrimônio. Realmente, num jogo travado com o de ontem, parecia jogo de quem fizesse o 1º gol, e infelizmente foi assim.

Ney então tentou mudar o panorama. Veio de Gabriel e Renato nas vagas de Fahel e Léo Silva. O problema é que o time não se reencontrou, e de certa forma, parecia com menos preparo do que o Fla para jogar tudo nos 20 minutos finais. Tanto que não criamos uma chance clara sequer. E ainda proporcionamos contragolpes que poderiam ser mortais. E num desses lances, Thiaguinho foi expulso após acertar Juan quando este penetrava pela esquerda.

Fim de papo e uma frustração que parece sem fim toma conta da massa alvinegra. É duro perder assim, mas não podemos entregar o campeonato quando ainda faltam dois jogos para revertemos a situação.

Vim para casa ontem ainda sob efeito de mais um trauma contra o Fla em decisões. Mas ainda podemos ganhar deles, afinal não são imbatíveis. E ontem só ganharam porque facilitamos. Ora, acredito que não fosse o erro trágico do Emerson a história tinha tudo para ser diferente.

Não é hora de crucificar nosso treinador. A pressão era toda sobre eles, que teriam só uma chance. Então ele armou aquela estratégia. Convenhamos, se o Bota vencesse o jogo com um gol no fim, Ney seria nosso herói, pois diriam que soube segurar a pressão do Fla e matou o jogo quando quis. E isso até parecia que aconteceria ontem. É só lembrar que o jogo teve duas chances claras de gol, e todas foram do Botafogo. E que volume de jogo não significa bola na rede. É que a mídia flamenguista sempre gosta de justificar o resultado para o Fla, mesmo quando este não ameaça nosso goleiro.

Antes de o time reerguer a cabeça para pensar numa forma de vencer domingo, quem tem que fazer isso primeiro é a torcida. Não podemos entregar o campeonato assim de bandeja para eles. Somos grandes também, e acredito na grandeza desse time de tantas glórias e conquistas impossíveis, ora, 89 foi assim.

Vamos acreditar e passar confiança sempre. Não vamos abandonar o time, pois temos obrigação de fazer sempre a nossa parte. Ontem comparecemos em bom número, cantamos e empurramos o Fogão. Mas o destino não nos premiou. Ainda temos dois jogos para mudar essa história. Um mais um é sempre mais que dois. Então vamos somar neste momento e redobrar a confiança.

Vamos meu Fogão, mostra tua força, tua garra, tua história diz que não podes perder pra ninguém. Então honra teu hino, seja herói em cada jogo, mas ainda neste, jogue tua vida e mostre quem tu és. Seja BOTAFOGO, seja CAMPEÃO!

Árbitro: Luiz Antônio Silva dos Santos até que surpreendeu pelo baixo número de cartões, mas o achei rigoroso na expulsão de Thiaguinho. Ah, também não vi a falta sobre Juan, lance que originou o gol do jogo;

Ney Franco: sua intenção era anular os alas do Fla e surpreender com o trio de ouro nos contragolpes. Não foi feliz. Precisa urgentemente ter alternativas para que o trio de ouro saiba sair da marcação voltando para buscar o jogo. Não temos volante que saia para o jogo e isso atrapalha. Terá de ser mágico para fazer o time ser constante por 90 minutos;
Destaques: ...;
Jogou bem: Juninho e Maicosuel;
Garra: ...;
Comprometeu: Emerson;
Irritou: Emerson e Thiaguinho;
Desafinou: o trio de ouro;
Ninguém viu: Túlio Souza e Renato;

EU ESCALO
Domingo é para matar: eles. Eu Escalo: Renan, Alessandro, Wellington e Juninho; Guerreiro, Fahel, Léo Silva, Maicosuel e Gabriel, Victor Simões e Reinaldo;
Caso seja confirmada a punição a Alessandro e Juninho: Renan, Guerreiro, Wellington, Emerson, e Gabriel; Léo Silva, Fahel, Batista e Maicosuel, Victor Simões e Reinaldo;
“Tu és o Glorioso, não podes perder, perder pra ninguém...”

Força Sempre meu Glorioso Fogão!

Saudações Alvinegras

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Levanta, sacode o Flamengo e dá a volta olímpica!

Fogão luta muito, mas deixa Copa do Brasil nos pênaltis

Olá alvinegros de coração,

O pensamento desde ontem à noite só pode ser o seguinte: estamos há 90 minutos do título estadual. Seremos tricampeões da taça Rio e campeão estadual de 2009. Basta vencer o Flamengo.

E é assim, recheado de desconfiança de sua sempre apaixonada torcida que o Fogão vai para o jogo do ano. Sim, no atual contexto ganhar do Flamengo é mais importante sim do que seguir na Copa do Brasil. Depois, com estrutura de time grande e salários em dia, pela primeira vez na era pontos corridos teremos chances reais de chegar a Libertadores, o principal objetivo da Copa do Brasil.

Então meu iluminado Fogão, adote desde já este provérbio adaptado para domingo: “Levanta, sacode o Flamengo e dá a volta olímpica!”

O JOGO

Tinha tudo para ser uma grande festa. Torcida em bom número e muita euforia com a possibilidade de passar de fase na Copa do Brasil e o próprio aquecimento para o jogão de domingo. Na verdade, estávamos no Engenhão pensando no Fla o tempo todo. Ah, de vez em quando lembrávamos de que o jogo valia vaga na Copa do Brasil. Ainda assim, a cada jogada errada, imaginávamos que aquilo não poderá ocorrer domingo. Era assim, analogia a cada lance entre aquele jogo, que não era só um treino coletivo e o jogo do ano, domingo no maior do mundo.

Ah, quando torcida empurrou o Fogão abriu o marcador. Antes, Victor Simões perdera na pequena área e Reinaldo soltara uma bomba para grande defesa de Jefferson. Os atacantes não aproveitavam então coube a Juninho arrancar, trombar com dois adversários e tabelar com Simões. Este devolveu de calcanhar e Juninho colocou no ângulo direito de Jefferson. 1x0 Fogão e um golaço que explodiu o Engenhão. Pensávamos que o Fogão iria liquidar logo a partida para poupar o time, ou o trio de ouro para domingo. Ledo engano.

Inexplicavelmente o time se desligou do jogo e parou. Parecia treino leve para domingo. Não criamos mais nada e o Americano, com Kieza, passou a assustar. No tempo final Ney sacou Wellington e veio de Gabriel na esquerda. Antes Diego já havia substituído Reinaldo, com desconforto muscular. O Bota voltou lento e dispersivo. E Gabriel conseguiu o que parecia impossível: foi pior do que Fahel. Se no 1º tempo Fahel foi o algoz do time, com a torcida louca para acordá-lo com uns belos cascudos, Gabriel irritou pela lentidão e por telegrafar sempre que ia fazer um cruzamento. Tentou uns dez e errou todos. É menino, mas ontem ele abusou.

O time estava nervoso e até Thiaguinho passou a dar mole. Foi ele quem perdeu a bola no empate campista. Eberson deixou o perigoso Kieza na cara de Renan. Ele só tocou na saída do nosso arqueiro: 1x1.

Ainda restavam 20 minutos e o desespero era de quem estava já nos acréscimos. Ao menos impusemos um ritmo forte e, com raça, trouxemos a torcida de volta. Mas a precipitação era tanta que Thiaguinho avançou pela direita, ganhou a dividida e quase da pequena perdeu gol feito. Arrancávamos os cabelos na arquibancada do mais moderno. No fim, todos viram, que pressão e que desespero. Maicosuel, o cara realmente joga muito, e tem raça, pois não tirou o pé em nenhum lance, pois bem, ele invadiu pela esquerda, levou dois marcadores e soltou a bomba. A bola explodiu no travessão. Seria um golaço, e a nossa aflição parecia não ter fim.

A placa já apontava 4’ de acréscimo. 47’, Maicosuel rouba a bola na esquerda, avança pelo meio, corta dois marcadores e enche o pé: 2x1, golaço do Fogão e delírio no Engenhão. Foi verdadeiramente um teste cardíaco, e ainda tentávamos no recuperar até as cobranças de pênaltis. Ufa!

Então vamos lá: Maicosuel foi o primeiro a bater. Paradinha, goleiro para um lado e bola para o outro. Só que ela caprichosamente beijou a trave e não entrou. No primeiro pênalti do Americano, a bola bateu na trave e entrou. É, ontem não era o dia, não era porque guardamos até mesmo nossa força espiritual para domingo. É só um estadual, mas para nós terá sabor de um brasileiro. De que adiantaria passar pelo Americano e perder para o Urubu?!?

RELEMBRANDO


Tenho falado que esse jogo está me remetendo a 89. E ontem foi mais uma prova disso. Passamos por uma desgraça antes de irmos à final. Precisávamos ganhar o 2º turno, a taça Rio. 50 mil alvinegros foram ao Maraca, num sábado, dentre eles, este que vos escreve. Era só ganhar do Bangu que nos credenciaríamos ao fim do jejum de 20 anos. E que desespero. A bola queimava nos pés de todo mundo. No final, um decepcionante 0x0 e a frustração de passar mais um ano sem título. Ah, ainda restava uma esperança: o Flamengo perder para o Vasco no domingo. Isso seria quase impossível. O Vasco cumpria um péssimo estadual e o Fla tinha o melhor time da competição, com Aldair, Leonardo, Zinho, Bebeto e Zico. Mas para botafoguense nada é impossível, mas o nosso sofrimento foi adiado, pois choveu ‘canivete’ no domingo e o jogo foi transferido para segunda-feira. Tristeza de botafoguense parece não ter fim. O jogo foi à noite. E o Vasco vencia por 1x0. O Fla empatou no fim. E na saída de bola Paulo Roberto arriscou de longe e Zé Carlos aceitou. Milagre: o Fla perdeu para o Vasco e o Fogão foi campeão da taça Rio.

Depois todos lembram: o regulamento dizia que a final seria em até 3 jogos, ou quem fizesse 3 pontos primeiro. Cada vitória só valia 2 pontos. Entramos com um ponto de vantagem pela melhor campanha. Empatamos o primeiro jogo. No 2º jogo, em caso de vitória, faríamos 3 pontos. Eu mesmo acreditei que era armação para dar renda, e deixei para ir no 3º jogo. Até hoje não me perdôo. O Fogão acabou com o campeonato quando teve a chance. Maurício nos tirou do jejum e com muita garra vencemos o Flamengo. Esse jogo foi tão marcante que me lembro dele como se fosse ontem. Junto com o brasileiro de 95, foi a minha maior emoção em 41 anos de Botafogo de coração.

E agora não será diferente. Temos a chance de matar o campeonato no domingo. Sem essa de que eles vão querer mais 2 jogos para faturar renda. Não me perdoaria de deixar de ver ao vivo o Fogão campeão sobre o Fla no maior do mundo. Será a minha primeira vez, e não perco isso por nada nesse mundo.

Nosso time vai dar a volta por cima, levantar e sacudir o Fla. Sofremos um baque contra o mesmo Americano e aplicamos um chocolate no Vasco. A história se repete. Foi bom sim jogar no meio de semana. Quebrou parte da tensão para domingo. Veja: o Vasco treinou a semana toda e o Fogão jogou no meio de semana. 4x0 Fogão. O Flu treinou a semana inteira, o Fla foi à Belém. 1x0 Fla com sobras. É só manter essa lógica e entrar no ritmo.

Faturaremos dois canecos num jogo só, e nos vingaremos de 2007 e 2008 numa só tacada. Eles estão comemorando mais ainda o nosso insucesso de ontem. Isso aumentou sua tradicional soberba. Que bom, só assim jogamos o favoritismo pro outro lado. É hora de ‘matar’ o campeonato e jogar a vida nessa final. É hora também da nossa torcida dividir a arquibancada e mostrar a força que até então andava oculta.

Vamos meu Fogão, mostra tua força, tua garra, tua história diz que não podes perder pra ninguém. Então honra teu hino, seja herói em cada jogo, mas ainda neste, jogue tua vida e mostre quem tu és. Seja BOTAFOGO, seja CAMPEÃO!

Árbitro: Djalma Beltrami. Ele é flamenguista declarado. E ontem puxou sardinha para o Flavela. Irritou a torcida com inversões de falta e coadunou com a cera do time campista. Mas domingo terá o troco;

Ney Franco: pensou tanto no esquema para domingo que se perdeu ontem. Sua mudança no tempo final foi uma catástrofe. Gabriel matou o lado esquerdo e Thiaguinho ficou perdido no meio de campo. Tem dura missão de armar o sistema defensivo sem Juninho e Alessandro. Nem darei palpites, ele é muito bem pago pra isso;

Destaques: Maicosuel e Juninho;
Jogou bem: Guerreiro e Victor Simões;
Garra: Guerreiro;
Comprometeu: Thiaguinho deu dois moles: no gol de empate deles e ao perder gol feito quase na pequena área;
Irritou: Fahel e Gabriel;
Desafinou: Diego, Reinaldo, Gabriel, Fahel e Jean Coral;
Ninguém viu: Jean Coral;

VALEU

A força que veio das arquibancadas ao final da cobrança dos pênaltis renovou o moral do grupo. Não existe maior incentivo do que o principal patrimônio do clube chegando junto com o time. Nossa torcida amadurece a sabe que ela será fundamental no domingo. Vamos torcer, vamos gritar, vamos fazer figa, vamos orar, vamos unidos só no pensamento de vencer a qualquer preço. Vamos ser campeões!

EU ESCALO
Domingo é para matar: eles. Tomem remédio para o coração desde cedo. Eu Escalo: Renan, Alessandro, Wellington e Juninho ; Guerreiro, Fahel, Léo Silva, Maicosuel e Thiaguinho, Victor Simões e Reinaldo;
Caso seja confirmada a punição a Alessandro e Juninho: Renan, Thiaguinho, Guerreiro, Wellington e Gabriel; Fahel, Léo Silva, Batista e Maicosuel, Victor Simões e Reinaldo;

“Tu és o Glorioso, não podes perder, perder pra ninguém...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras