segunda-feira, 4 de maio de 2009
Fogão reage e empata na garra, mas perde o caneco nos pênaltis
A emoção que vivi ontem no maior do mundo quando o Fogão empatou um jogo que parecia perdido é o que nos dá a certeza de que torcer pelo Glorioso é estar vivo sempre. Sim, perdemos o título. Dói, é evidente que sim, mas dói muito mais quando não lutamos e não damos o sangue, e isso não faltou ontem. Saí do estádio convicto de que esse grupo honrou o manto alvinegro, e sua dedicação não coadunava com o número de alvinegros presentes no Maracanã. Nossa torcida tem de se fazer presente e acreditar sempre. Hesitar é uma coisa, agora abandonar o time numa decisão é um tremendo gol contra, pior do que os do Emerson.
Fui, fiz a minha parte, empurrei o Fogão para a vitória, e por muito pouco não chegamos lá, mas a reação alvinegra foi tão inesperada que calou a massa flavelada por quase 45 minutos. Sim, eles ouviram a nossa torcida sim, e confessaram que eles é que ficaram travadinhos com a nossa reação.
Algumas lições certamente tiramos ontem:
· Ora, jamais devemos deixar de apoiar um time que chega a uma final. Isso é inadmissível e dá força psicológica ao adversário, além de reduzir a nossa. A torcida do Fogão tinha a obrigação de lotar a sua parte, e só levamos a metade disso, embora todos os heróis que prestigiaram o Bota tenham se multiplicado para se fazer ouvir no estádio, e ao menos nesse quesito os torcedores presentes se superaram.
· O amor pelo alvinegro é eterno e aprendemos que não adianta chorar pelos cantos e deixar o lado bom de um trabalho para trás. Essa gestão é a que mais promete após décadas de desastres em nosso comando. Em quatro meses pusemos os salários em dia e temos projetos de sustentação até o fim do ano. Isso após encontrar um clube com caixa zerado e inúmeras dívidas a negociar. É encaixar mais três ou quatro boas peças no time e brigarmos por uma Libertadores ou até mesmo a Sul Americana. Com estrutura forte o primeiro passo já foi dado.
· Precisamos reforçar nossas laterais, mais um zagueiro de nível e um meia para ajudar Maicosuel, além de um atacante para opção de banco. Temos algumas peças que não aconteceram como Jean Carioca, Emerson, Wellington, Lucas Silva, Diego etc. Além de Alessandro que já deu a dor de cabeça que tinha que dá. Só aí já contratamos ao menos dois bons jogadores para titulares absoluto.
Ney Franco: dentro das possibilidades do elenco e sem Maicosuel e Reinaldo teve méritos ao empurrar o Fogão para o empate no tempo final. Armou bem a equipe no início, marcando muito forte o Fla, mas o 1º gol, aos 20, desmontou o esquema e não soubemos atacar. É um bom treinador e contamos com ele para fazermos um bom brasileiro e brigarmos pelo caneco da Sul Americana.
Não vou analisar hoje os destaques, pois o nosso forte sempre foi o grupo, com algum brilho para Maicosuel. Aliás, contamos com o artilheiro do estadual para jogar o brasileiro até o final, pois já estão sondando nosso meia no mercado europeu.
Aos amigos dessa coluna que se manifestaram com depoimentos emocionantes, com o do Flávio, Luiz, Carlos (Gute) e Fernando Gonçalves fica a certeza de que torcer pelo Fogão é nutrir-se de um sentimento genuíno e a essência da vida: o AMOR. Esse sentimento, por si só, nos dá a certeza de que nossos filhos jamais torcerão por outro clube senão o nosso amado Botafogo. E podem ter a certeza de que logo eles nos agradecerão e dirão: Pai, obrigado por ter colocado o Botafogo em minha vida. Sendo Botafogo, eu aprendi que perdendo ou ganhando meu amor por este clube só aumenta. É sofrendo que se valoriza a glória. É sofrendo que se colhem os louros. É sofrendo que sempre triunfamos quando nos dão como mortos, isso é a fênix alvinegra. Eu aprendi que mesmo nas estradas sinuosas da vida o Botafogo fez de mim um ser humano consciente, lúcido e acima de tudo vitorioso, pois descobri desde cedo o que é viver, pois viver pra mim é amar, e meu primeiro grande amor foi o Botafogo!
Amigos alvinegros de coração, digo um até breve, ou até a próxima segunda-feira, quando analisaremos a estréia do Bota contra o Santo André pelo Brasileirão 2009. Prefiro guardar na memória a emoção sentida no empate do Fogão, e a certeza de que jamais deixarei de amar o Glorioso Botafogo, pois aonde quer que esteja sempre estarei contigo no meu coração.
Deixo a mensagem de Renato Russo em poesia de Camões. Imaginem essa poesia associada ao nosso amado Botafogo:
Monte Castelo
Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria...
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja
Ou se envaidece...
O amor é o fogo
Que arde sem se ver
É ferida que dói
E não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer...
Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor (Botafogo), eu nada seria...
É um não querer
Mais que bem querer
É solitário andar
Por entre a gente
É um não contentar-se
De contente
É cuidar que se ganha
Em se perder...
É um estar-se preso
Por vontade
É servir a quem vence
O vencedor
É um ter com quem nos mata
A lealdade
Tão contrário a si
É o mesmo amor...
Estou acordado
E todos dormem, todos dormem
Todos dormem
Agora vejo em parte
Mas então veremos face a face
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade...
Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria...
“Na estrada dos louros, num facho de luz, tua estrela solitária te conduz..."
Força Sempre Fogão!
Saudações Alvinegras
segunda-feira, 27 de abril de 2009
É só não vacilar e o título será do Fogão
Fogão joga bem, mas Emerson entrega o ouro, de novo
Olá ansiosos alvinegros de coração,
Ufa, ufa, ufa! Como é bom voltar a respirar aliviado, mesmo que seja por pouco tempo, pois teremos agora sim, sem prorrogação, a semana do ano e o jogo das nossas vidas. Não tem jeito, voltarão aquele frio na barriga, o suor gelado, a angústia, a ansiedade e todas as suas conseqüências. Em mim, falta de apetite, dor de cabeça, mãos e pés gelados e tremedeiras intermitentes, saldo da experiência de ter vivido muitos duelos nesse clássico, com tragédias inesquecíveis e vitórias memoráveis. E sempre que eles se encontram, um turbilhão de pensamentos povoa minha mente, sempre sonhando com uma vitória esmagadora, e na pior das hipóteses, uma simples vitória. E domingo sonho com uma sonora goleada, e me realizo com uma vitória de 1x0 e o título.
Não é hora de consultar médico, pois se sobrevivemos até aqui é sinal de que os Deuses alvinegros reservaram o melhor para todos nós no último jogo. Como é bom poder respirar fundo de novo, e nesse ínterim constatar que o Fogão tem melhor futebol que eles. Que jogando com garra o tempo todo nós sim seremos imbatíveis. Só não pode maltratar tanto nossos combalidos corações. Domingo tem de ser entrar pra matar, sem vacilar em momento algum.
Renan, de novo, fez somente uma defesa difícil, e duas simples. Bruno fez no mínimo 4 defesas difíceis. Ora, ainda perguntam quem foi melhor? É evidente, e eu digo isso, que justiça no futebol é bola na rede. Mas dizer que eles criaram mais do que nós é querer fazer média de novo. No tempo final então, alguém se lembra de qualquer defesa do Renan? Mas Bruno fez no mínimo três difíceis defesas. Ah, mas eles cruzaram muitas bolas na área do Fogão, e isso agora é chance de gol?
Ficou a impressão de que não fossem as contusões de Maicosuel e Reinaldo a parada já estaria decidida. Coisas que só acontecem ao Botafogo. Reinaldo parece ter uma torção de tornozelo simples, mas Maicosuel tem suspeita de um estiramento. Isso preocupa sim, pois normalmente o prazo mínimo é de uma semana a 15 dias. Vamos rezar para que seja só um incômodo e que nosso moleque atrevido nos leve ao caneco domingo.
O JOGO
Agora sim parecia decisão de campeonato. Dois times que buscavam o gol, mesmo sem abdicar da forte marcação. O jogo estava igual no início, com Bota e Fla arriscando em chutes de longa distancia, mas só Reinaldo exigira defesa difícil do goleiro. O que mudou no Fogão de ontem, além da disposição, claro, foi a marcação no campo do adversário. Isso confundia o Fla e travava seu meio de campo. Porém, numa escapada pelo meio, Emerson lançou Juan na área, este iria em diagonal e trombou com Alessandro e foi pro chão. O juiz, contra o Fogão não há dúvida, marcou pênalti. É incrível a tendência da arbitragem em marcar pênaltis duvidosos ou inexistentes contra o Fogão. Juan bateu no canto direito de Renan e abriu o placar, aos 20. 1x0 Fla.
O gol trouxe um desequilíbrio emocional ao Bota e o Fla teve uma chance de ouro, aos 29, quando Leo Moura entrou livre e Renan fez milagre, defendeu chute à queima-roupa na pequena área. Refeito do susto o Fogão partiu para o empate. Primeiro Maicosuel, mostrando que ontem estava ensaboado, deslizou sobre os zagueiros rubro-negros e surpreendeu Bruno, a bola raspou a junta da trave. Em seguida, Alessandro tocou para o ‘rabisca’ alvinegro e este levou um chega prá lá de Welinton, na entrada da área. Ufa, dali é para o Maico, mas Juninho pode afundar a barreira. Que dúvida gostosa! Maicosuel passa o pé sobre a bola e Juninho fura a barreira: gol com raiva do Fogão e explosão alvinegra: 1x1.
Ganhamos confiança e partimos para virar o placar. Léo Silva deixou Fahel na cara de Bruno, e o cara nem cruzou nem chutou a gol. Acho que todos nós o ‘elogiamos’ nesse momento. Em seguida falta em Maicosuel pela esquerda. Ele mesmo cobrou e Reinaldo antecipou-se a Ibson e de cuca legal mandou para o fundo da rede: 2x1 Fogão e desengasguei, gritei para o Méier inteiro ouvir até ecoar no maior do mundo.
Era jogo de muita adrenalina. O alvinegro Luiz já havia me ligado dizendo que também ‘cumprimentara’ seu vizinho flamenguista no 2º gol, e eu bradava para todos ao meu redor, como é gostoso fazer gol neles. Ah, até o amigo Penaforte ligou do Maraca. Ele estava radiante e ao mesmo tempo indignado com o juiz, que permitira a caçada alternada a Maicosuel pelos brutamontes do Flavelado.
No tempo final o juiz provou que era mesmo tendencioso para o lado de lá. O Fogão mandava no jogo e Maicosuel rabiscava. Num desses lances, ele convidou Juan para o baile e ele aceitou de pronto. Só que não gostou da música e deu a rasteira em Maico. E o pior, debruçou-se sobre ele e o ameaçou. E o juiz não o expulsou da festa. Todos lembram desse juiz na goleada que sofremos para o Vasco. Ele expulsou dois do Fogão e ainda inventou pênalti contra o Bota.
Até aí ainda estava tudo bem, Fogão na frente e Alessandro pegou o rebote soltou a bomba. A bola quicou e Bruno espalmou, a bola raspou o travessão. Em seguida o lance que mudaria o jogo. Num lance só, Reinaldo e Maicosuel se contundem. Um pisou em falso e torceu tornozelo. O outro sofreu um incômodo forte na coxa. Sem os dois o Fogão perdeu o domínio e o Fla veio pra cima. Antes Gabriel entrou no lugar de Eduardo, maduro para ser expulso. Ney veio de Renato e Jean Carioca.
Renato estava há muito tempo sem atuar e Jean Carioca, já o conhecemos bem, é limitado e se omite do jogo. Assim, o Fla pressionou, sem objetividade, pois não criou uma chance clara de gol. Ainda tivemos contragolpes que definiriam a partida, num deles, Jean Carioca entrou livre, pela esquerda e poderia cruzar para Simões livre na pequena área, mas o infeliz tentou o gol e Bruno espalmou.
Aos 39 o castigo. Gabriel perdeu a dividida para Willians, este cortou Fahel e cruzou. A bola desviou sabe em quem? No amaldiçoado Emerson. Renan nada pôde fazer. 2x2 e exclamei: de novo não! É, foi mais um gol espírita para eles. Isso há de ter um limite, ou a magia do futebol acabará, pois ela não pode ocorrer para um lado só. Então que seja domingo. Quero ganhar com gol contra, pênalti inventado, gol de mão ou bola que não entrou. Quero que eles provem desse veneno também.
Ah, Simões ainda arriscou de longe e Bruno espalmou mais uma. Fim de papo e, pasmem, o favorito Fla comemorava o empate como se fosse uma vitória. É desse time que nós vamos ter medo?
Domingo é dia de provarmos que nossa torcida, quando quer, enche o Maraca e empurra o Fogão. Eu estarei lá, e já vou comprar minhas entradas hoje. É hora de ser campeão sobre o Fla!
Vamos meu Fogão, mostra tua força, tua garra, tua história diz que não podes perder pra ninguém. Então honra teu hino, seja herói em cada jogo, mas ainda neste, jogue tua vida e mostre quem tu és. Seja BOTAFOGO, seja CAMPEÃO!
Domingo será pra valer, e a nossa arquibancada tem de estar assim novamente...
Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá prejudicou e muito o Fogão. O cara marcou um pênalti duvidoso, eu não vi. Permitiu a caçada a Maicosuel por Willians (5 faltas) e Welinton, sem aplicar-lhes o cartão amarelo. E o mais grave: não expulsou Juan após este ameaçar veladamente Maicosuel.
Ney Franco: sabemos que não é fácil ser treinador do Fogão sem ter um banco decente. Temos uma defesa limitadinha e laterais que não apóiam. Mas esse mineirinho ainda tira coelho da cartola, como ontem ao arriscar com o ‘peladeiro’ Eduardo. O cara, por ser irresponsável, não sente o peso do jogo, e isso ajudou no 1º tempo, onde, solto, conduziu bem o Fogão ao ataque, mas por ser louco, poderia ser expulso infantilmente. Ney achou o esquema ideal contra o Fla. Marcação forte na defesa deles e no meio de campo. E movimentação constante do trio. É rezar para Maicosuel se recuperar e ser campeão domingo;
Destaques: Maicosuel, Juninho e Reinaldo;
Jogou bem: Renan, Guerreiro, Léo Silva, Eduardo e Victor Simões
Garra: Guerreiro;
Comprometeu: Emerson e Gabriel;
Irritou: Jean Carioca;
Desafinou: Emerson e Renato;
Ninguém viu: Renato;
EU ESCALO
Domingo é para matar: eles. Eu Escalo: Renan, Alessandro, Wellington e Juninho; Guerreiro, Fahel, Léo Silva, Maicosuel e Thiaguinho, Victor Simões e Reinaldo;
“Tu és o Glorioso, não podes perder, perder pra ninguém...”
Força Sempre Fogão Campeão!
Saudações Alvinegras
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Dois jogos para honrar o manto alvinegro
Olá alvinegros de coração,
Há várias formas de interpretar o que aconteceu ontem em mais um fiasco em jogo decisivo perante o Fla: uns dirão que mais uma vez amarelamos. Outros que definitivamente não damos sorte contra eles. Outros dirão que o fator grana falou mais alto e que nossa intenção era mesmo forçar os três jogos de olho nas rendas milionárias. Ah, outros ainda dirão que nosso esquema de jogo foi covarde. E ainda há quem diga que jogamos bem e que perdemos apenas num detalhe: o gol contra do nosso fraco zagueiro Emerson.
Todos dirão alguma coisa, vez que é impossível não se manifestar num momento como esse. Agora poucos querem enxergar a realidade: não temos defesa e nosso meio de campo só tem um homem de criação. E esse homem também é o artilheiro do time. Ora, se eu sou o técnico do time adversário é evidente que eu vou botar qualquer jogador de recurso técnico limitado para anular esse homem, haja vista que atualmente não temos mais nenhum Garrincha, nem Pelé.
E isso foi feito. Simples assim. Nosso home de criação e de gols foi marcado o jogo inteiro. E o que fizemos? Aceitamos essa marcação e acreditamos que ‘cozinharíamos’ o time deles até que se abrissem para nossos ‘mortais’ contragolpes.
Amigos botafoguenses, sobretudo quem foi prestigiar ontem nosso Fogão, a impressão que ficou era de um time que abdicou de jogar para marcar. E essa não é a tônica de quem fez mais gols na competição. Mas foi uma estratégia que alguns pontos explicam: o Fla tem como principal arma o avanço dos laterais. Então caberia a Alessandro e Thiaguinho anular essa jogada. Menos dois homens no apoio. Fahel virou mais um zagueiro, ao passo que Léo Silva e Guerreiro não são homens que sabem chegar lá na frente. Isso já nos impede de partir para o ataque, haja vista que, com qualidade, somente Maicosuel teria condições de armar as jogadas. Com ele anulado em campo, teríamos de recorrer a outro jogador para buscar esse jogo. Aí foi o nosso erro. Reinaldo e Victor Simões de isolavam no ataque e não buscavam o jogo. E quando finalmente Reinaldo resolveu aparecer, queria a bola só para ele, sua lentidão e insistência em conduzir a bola travavam o time lá na frente. Ah, e assim perdemos o meio de campo.
Ainda assim, o esquema deu certo no 1º tempo. Renan não fez uma defesa e tivemos as duas principais chances do jogo: uma com Simões, que recebeu belo passe de Maicosuel e finalizou de forma bisonha. E outra com o próprio Maicosuel, que acertou a trave esquerda de Bruno. Pelo desenho do jogo, um gol alvinegro nesse momento selaria o título.
No tempo final Ney manteve o esquema, acreditando que, num dado momento, eles viriam com tudo e abririam crateras em sua defesa, onde o trio de ouro mataria o jogo. Mas o tiro foi no pé do time alvinegro, ou pior, no pé de Emerson. Juan forçou a jogada sobre Alessandro e o juiz marcou falta. Na cobrança, cabeçada para a pequena área e era só esse pereba espanar. E ele usou a perna direita quando era para rebater com a esquerda, se bem que isso também não o impediria, pela ruindade, de jogar contra o nosso patrimônio. Realmente, num jogo travado com o de ontem, parecia jogo de quem fizesse o 1º gol, e infelizmente foi assim.
Ney então tentou mudar o panorama. Veio de Gabriel e Renato nas vagas de Fahel e Léo Silva. O problema é que o time não se reencontrou, e de certa forma, parecia com menos preparo do que o Fla para jogar tudo nos 20 minutos finais. Tanto que não criamos uma chance clara sequer. E ainda proporcionamos contragolpes que poderiam ser mortais. E num desses lances, Thiaguinho foi expulso após acertar Juan quando este penetrava pela esquerda.
Fim de papo e uma frustração que parece sem fim toma conta da massa alvinegra. É duro perder assim, mas não podemos entregar o campeonato quando ainda faltam dois jogos para revertemos a situação.
Vim para casa ontem ainda sob efeito de mais um trauma contra o Fla em decisões. Mas ainda podemos ganhar deles, afinal não são imbatíveis. E ontem só ganharam porque facilitamos. Ora, acredito que não fosse o erro trágico do Emerson a história tinha tudo para ser diferente.
Não é hora de crucificar nosso treinador. A pressão era toda sobre eles, que teriam só uma chance. Então ele armou aquela estratégia. Convenhamos, se o Bota vencesse o jogo com um gol no fim, Ney seria nosso herói, pois diriam que soube segurar a pressão do Fla e matou o jogo quando quis. E isso até parecia que aconteceria ontem. É só lembrar que o jogo teve duas chances claras de gol, e todas foram do Botafogo. E que volume de jogo não significa bola na rede. É que a mídia flamenguista sempre gosta de justificar o resultado para o Fla, mesmo quando este não ameaça nosso goleiro.
Antes de o time reerguer a cabeça para pensar numa forma de vencer domingo, quem tem que fazer isso primeiro é a torcida. Não podemos entregar o campeonato assim de bandeja para eles. Somos grandes também, e acredito na grandeza desse time de tantas glórias e conquistas impossíveis, ora, 89 foi assim.
Vamos acreditar e passar confiança sempre. Não vamos abandonar o time, pois temos obrigação de fazer sempre a nossa parte. Ontem comparecemos em bom número, cantamos e empurramos o Fogão. Mas o destino não nos premiou. Ainda temos dois jogos para mudar essa história. Um mais um é sempre mais que dois. Então vamos somar neste momento e redobrar a confiança.
Vamos meu Fogão, mostra tua força, tua garra, tua história diz que não podes perder pra ninguém. Então honra teu hino, seja herói em cada jogo, mas ainda neste, jogue tua vida e mostre quem tu és. Seja BOTAFOGO, seja CAMPEÃO!
Árbitro: Luiz Antônio Silva dos Santos até que surpreendeu pelo baixo número de cartões, mas o achei rigoroso na expulsão de Thiaguinho. Ah, também não vi a falta sobre Juan, lance que originou o gol do jogo;
Ney Franco: sua intenção era anular os alas do Fla e surpreender com o trio de ouro nos contragolpes. Não foi feliz. Precisa urgentemente ter alternativas para que o trio de ouro saiba sair da marcação voltando para buscar o jogo. Não temos volante que saia para o jogo e isso atrapalha. Terá de ser mágico para fazer o time ser constante por 90 minutos;
Jogou bem: Juninho e Maicosuel;
Garra: ...;
Comprometeu: Emerson;
Irritou: Emerson e Thiaguinho;
Desafinou: o trio de ouro;
Ninguém viu: Túlio Souza e Renato;
EU ESCALO
Domingo é para matar: eles. Eu Escalo: Renan, Alessandro, Wellington e Juninho; Guerreiro, Fahel, Léo Silva, Maicosuel e Gabriel, Victor Simões e Reinaldo;
Caso seja confirmada a punição a Alessandro e Juninho: Renan, Guerreiro, Wellington, Emerson, e Gabriel; Léo Silva, Fahel, Batista e Maicosuel, Victor Simões e Reinaldo;
Força Sempre meu Glorioso Fogão!
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Levanta, sacode o Flamengo e dá a volta olímpica!
Olá alvinegros de coração,
O pensamento desde ontem à noite só pode ser o seguinte: estamos há 90 minutos do título estadual. Seremos tricampeões da taça Rio e campeão estadual de 2009. Basta vencer o Flamengo.
E é assim, recheado de desconfiança de sua sempre apaixonada torcida que o Fogão vai para o jogo do ano. Sim, no atual contexto ganhar do Flamengo é mais importante sim do que seguir na Copa do Brasil. Depois, com estrutura de time grande e salários em dia, pela primeira vez na era pontos corridos teremos chances reais de chegar a Libertadores, o principal objetivo da Copa do Brasil.
Então meu iluminado Fogão, adote desde já este provérbio adaptado para domingo: “Levanta, sacode o Flamengo e dá a volta olímpica!”
O JOGO
Tinha tudo para ser uma grande festa. Torcida em bom número e muita euforia com a possibilidade de passar de fase na Copa do Brasil e o próprio aquecimento para o jogão de domingo. Na verdade, estávamos no Engenhão pensando no Fla o tempo todo. Ah, de vez em quando lembrávamos de que o jogo valia vaga na Copa do Brasil. Ainda assim, a cada jogada errada, imaginávamos que aquilo não poderá ocorrer domingo. Era assim, analogia a cada lance entre aquele jogo, que não era só um treino coletivo e o jogo do ano, domingo no maior do mundo.
Ah, quando torcida empurrou o Fogão abriu o marcador. Antes, Victor Simões perdera na pequena área e Reinaldo soltara uma bomba para grande defesa de Jefferson. Os atacantes não aproveitavam então coube a Juninho arrancar, trombar com dois adversários e tabelar com Simões. Este devolveu de calcanhar e Juninho colocou no ângulo direito de Jefferson. 1x0 Fogão e um golaço que explodiu o Engenhão. Pensávamos que o Fogão iria liquidar logo a partida para poupar o time, ou o trio de ouro para domingo. Ledo engano.
Inexplicavelmente o time se desligou do jogo e parou. Parecia treino leve para domingo. Não criamos mais nada e o Americano, com Kieza, passou a assustar. No tempo final Ney sacou Wellington e veio de Gabriel na esquerda. Antes Diego já havia substituído Reinaldo, com desconforto muscular. O Bota voltou lento e dispersivo. E Gabriel conseguiu o que parecia impossível: foi pior do que Fahel. Se no 1º tempo Fahel foi o algoz do time, com a torcida louca para acordá-lo com uns belos cascudos, Gabriel irritou pela lentidão e por telegrafar sempre que ia fazer um cruzamento. Tentou uns dez e errou todos. É menino, mas ontem ele abusou.
O time estava nervoso e até Thiaguinho passou a dar mole. Foi ele quem perdeu a bola no empate campista. Eberson deixou o perigoso Kieza na cara de Renan. Ele só tocou na saída do nosso arqueiro: 1x1.
Ainda restavam 20 minutos e o desespero era de quem estava já nos acréscimos. Ao menos impusemos um ritmo forte e, com raça, trouxemos a torcida de volta. Mas a precipitação era tanta que Thiaguinho avançou pela direita, ganhou a dividida e quase da pequena perdeu gol feito. Arrancávamos os cabelos na arquibancada do mais moderno. No fim, todos viram, que pressão e que desespero. Maicosuel, o cara realmente joga muito, e tem raça, pois não tirou o pé em nenhum lance, pois bem, ele invadiu pela esquerda, levou dois marcadores e soltou a bomba. A bola explodiu no travessão. Seria um golaço, e a nossa aflição parecia não ter fim.
A placa já apontava 4’ de acréscimo. 47’, Maicosuel rouba a bola na esquerda, avança pelo meio, corta dois marcadores e enche o pé: 2x1, golaço do Fogão e delírio no Engenhão. Foi verdadeiramente um teste cardíaco, e ainda tentávamos no recuperar até as cobranças de pênaltis. Ufa!
Então vamos lá: Maicosuel foi o primeiro a bater. Paradinha, goleiro para um lado e bola para o outro. Só que ela caprichosamente beijou a trave e não entrou. No primeiro pênalti do Americano, a bola bateu na trave e entrou. É, ontem não era o dia, não era porque guardamos até mesmo nossa força espiritual para domingo. É só um estadual, mas para nós terá sabor de um brasileiro. De que adiantaria passar pelo Americano e perder para o Urubu?!?
RELEMBRANDO
Tenho falado que esse jogo está me remetendo a 89. E ontem foi mais uma prova disso. Passamos por uma desgraça antes de irmos à final. Precisávamos ganhar o 2º turno, a taça Rio. 50 mil alvinegros foram ao Maraca, num sábado, dentre eles, este que vos escreve. Era só ganhar do Bangu que nos credenciaríamos ao fim do jejum de 20 anos. E que desespero. A bola queimava nos pés de todo mundo. No final, um decepcionante 0x0 e a frustração de passar mais um ano sem título. Ah, ainda restava uma esperança: o Flamengo perder para o Vasco no domingo. Isso seria quase impossível. O Vasco cumpria um péssimo estadual e o Fla tinha o melhor time da competição, com Aldair, Leonardo, Zinho, Bebeto e Zico. Mas para botafoguense nada é impossível, mas o nosso sofrimento foi adiado, pois choveu ‘canivete’ no domingo e o jogo foi transferido para segunda-feira. Tristeza de botafoguense parece não ter fim. O jogo foi à noite. E o Vasco vencia por 1x0. O Fla empatou no fim. E na saída de bola Paulo Roberto arriscou de longe e Zé Carlos aceitou. Milagre: o Fla perdeu para o Vasco e o Fogão foi campeão da taça Rio.
Depois todos lembram: o regulamento dizia que a final seria em até 3 jogos, ou quem fizesse 3 pontos primeiro. Cada vitória só valia 2 pontos. Entramos com um ponto de vantagem pela melhor campanha. Empatamos o primeiro jogo. No 2º jogo, em caso de vitória, faríamos 3 pontos. Eu mesmo acreditei que era armação para dar renda, e deixei para ir no 3º jogo. Até hoje não me perdôo. O Fogão acabou com o campeonato quando teve a chance. Maurício nos tirou do jejum e com muita garra vencemos o Flamengo. Esse jogo foi tão marcante que me lembro dele como se fosse ontem. Junto com o brasileiro de 95, foi a minha maior emoção em 41 anos de Botafogo de coração.
E agora não será diferente. Temos a chance de matar o campeonato no domingo. Sem essa de que eles vão querer mais 2 jogos para faturar renda. Não me perdoaria de deixar de ver ao vivo o Fogão campeão sobre o Fla no maior do mundo. Será a minha primeira vez, e não perco isso por nada nesse mundo.
Nosso time vai dar a volta por cima, levantar e sacudir o Fla. Sofremos um baque contra o mesmo Americano e aplicamos um chocolate no Vasco. A história se repete. Foi bom sim jogar no meio de semana. Quebrou parte da tensão para domingo. Veja: o Vasco treinou a semana toda e o Fogão jogou no meio de semana. 4x0 Fogão. O Flu treinou a semana inteira, o Fla foi à Belém. 1x0 Fla com sobras. É só manter essa lógica e entrar no ritmo.
Faturaremos dois canecos num jogo só, e nos vingaremos de 2007 e 2008 numa só tacada. Eles estão comemorando mais ainda o nosso insucesso de ontem. Isso aumentou sua tradicional soberba. Que bom, só assim jogamos o favoritismo pro outro lado. É hora de ‘matar’ o campeonato e jogar a vida nessa final. É hora também da nossa torcida dividir a arquibancada e mostrar a força que até então andava oculta.
Vamos meu Fogão, mostra tua força, tua garra, tua história diz que não podes perder pra ninguém. Então honra teu hino, seja herói em cada jogo, mas ainda neste, jogue tua vida e mostre quem tu és. Seja BOTAFOGO, seja CAMPEÃO!
Árbitro: Djalma Beltrami. Ele é flamenguista declarado. E ontem puxou sardinha para o Flavela. Irritou a torcida com inversões de falta e coadunou com a cera do time campista. Mas domingo terá o troco;
Ney Franco: pensou tanto no esquema para domingo que se perdeu ontem. Sua mudança no tempo final foi uma catástrofe. Gabriel matou o lado esquerdo e Thiaguinho ficou perdido no meio de campo. Tem dura missão de armar o sistema defensivo sem Juninho e Alessandro. Nem darei palpites, ele é muito bem pago pra isso;
Destaques: Maicosuel e Juninho;
Jogou bem: Guerreiro e Victor Simões;
Garra: Guerreiro;
Comprometeu: Thiaguinho deu dois moles: no gol de empate deles e ao perder gol feito quase na pequena área;
Irritou: Fahel e Gabriel;
Desafinou: Diego, Reinaldo, Gabriel, Fahel e Jean Coral;
Ninguém viu: Jean Coral;
VALEU
A força que veio das arquibancadas ao final da cobrança dos pênaltis renovou o moral do grupo. Não existe maior incentivo do que o principal patrimônio do clube chegando junto com o time. Nossa torcida amadurece a sabe que ela será fundamental no domingo. Vamos torcer, vamos gritar, vamos fazer figa, vamos orar, vamos unidos só no pensamento de vencer a qualquer preço. Vamos ser campeões!
EU ESCALO
Domingo é para matar: eles. Tomem remédio para o coração desde cedo. Eu Escalo: Renan, Alessandro, Wellington e Juninho ; Guerreiro, Fahel, Léo Silva, Maicosuel e Thiaguinho, Victor Simões e Reinaldo;
Caso seja confirmada a punição a Alessandro e Juninho: Renan, Thiaguinho, Guerreiro, Wellington e Gabriel; Fahel, Léo Silva, Batista e Maicosuel, Victor Simões e Reinaldo;
“Tu és o Glorioso, não podes perder, perder pra ninguém...”
Força Sempre Fogão!
Saudações Alvinegras
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Indignação com a farra dos ingressos em jogos decisivos
A população brasileira se acostumou ao jeitinho. Faz parte da nossa cultura, pois se as autoridades não fazem a sua parte, o que é sua obrigação, nós sempre damos um jeitinho e, como sempre, aplicamos um paliativo qualquer, sempre oneroso aos nossos combalidos bolsos e ponto final. Ah, e ainda nos orgulhamos disso e proferimos em alto e bom som: “Como eu sou esperto!”
Só que essa ‘sagacidade’ do brasileiro é incentivada pelo próprio governo, e custamos a enxergar isso. No mundo do esporte, sobretudo no futebol, não é diferente. O governo também se faz presente, e o que é pior, com o apoio das federações e dos próprios dirigentes dos nossos amados clubes.
Hoje testemunhei mais uma vergonha no futebol carioca. É evidente que o apelo para a final do estadual é muito grande, ainda mais envolvendo a torcida do Fla. Começaram as vendas de ingressos ontem, e no 1º dia mais de 41 mil ingressos foram vendidos. Nem precisa fazer conta, seria impossível essa carga toda consumida em apenas um dia. E hoje, após o meio-dia, não havia mais arquibancada, e logo depois esgotaram-se as cadeiras. Estive em General Severiano e ainda consegui adquiri cadeiras.
Até quando vamos ter de aturar esse desrespeito com o torcedor? Ora bolas, é notório que os cambistas adquiririam 30 ou 40% dessa carga. É só passar pelo Maraca, Gávea e Engenhão, partir de quinta-feira que os veremos agindo livremente. E o que é pior, com a aquiescência da polícia.
E quando finalmente teremos venda de ingressos em qualquer loja, aceitando a maioria dos cartões de crédito? Quando poderemos enfim nos render à internet e pelo canal mais popular negociar a venda dos ingressos. Quer pagar meia-entrada pela internet? É simples, basta apresentar a carteira de estudante ao adentrar o estádio. Medidas simples, já debatidas e não sabemos por qual motivo, não colocadas em prática.
SUGESTÃO PALIATIVA
Em relação à divisão do Maraca, acho tremenda injustiça o que fazem com as outras torcidas quando o Fla está na final. Vejam que eles, por deterem cerca de 47% da preferência carioca, naturalmente vão comprar cerca de 70 ou até mesmo 80% dos ingressos.
O que acham?
segunda-feira, 13 de abril de 2009
É hora de mostrarmos nossa força no Maraca!
Endosso as palavras do nosso amigo Elido e refaço o apelo para que, ao menos, possamos preencher os espaços das cadeiras verdes e amarelas. No mínimo, é nossa obrigação. Há se lembrar, no entanto, que o maior público do ano no Brasil pertence à torcida do Fogão, com mais de 75mil alvinegros na final da taça GB.
Em relação à divisão do Maraca, acho quase impossível, haja vista o tamanho absurdo da torcida do Fla, aliás, recentemente não vi nenhuma torcida fazer isso. Nem mesmo ontem estava meio a meio. A torcida do Fla ocupou até mesmo as cadeiras brancas, além de 80% das cadeiras azuis.
É evidente que a torcida ajuda no aspecto emocional, mas o jogo se ganha no campo, ou então o Fla não perderia para o Santo André, América do México e Resende. Acredito sim que a nossa torcida comparecerá e fará sua parte nesse jogo-chave. É a chance de sermos campeões diretos, como tivemos em 89 no 2º jogo, e não desperdiçamos.
Estou muito confiante sim, o Fla jogou bem ontem, mas não somos o Flu, que nunca foi um time de verdade na competição. Temos o melhor ataque, o trio de ouro. E Maicosuel não sentiu o peso, ele quer seu espaço e joga um futebol moleque, que agora está objetivo. Além disso, creio na experiência do Reinaldo e na superação de Victor Simões. Nossos cabeças-de-área melhoraram bastante, Thiaguinho é polivalente e Juninho também cresceu. Renan jogou bem a final do ano passado. Temos um time que saberá decidir sim. É bom que eles estejam contando vantagem, como sempre. E é bom também esse jogo no meio de semana para quebrar nossa tensão. Então eles é que ficarão ansiosos uma semana inteira, e na hora “H” verão que pela frente tem um time que quer ser campeão a qualquer preço.
É hora de todos nós tomarmos superdosagem de confiança e transmitir isso a cada torcedor. Isso contagiará o time, e este jogará sua vida contra o Fla. Finalmente é hora de exorcizarmos esse fantasma.
Não sei quanto a vocês, mas sinto algo parecido com 89, guardada as devidas proporções. Não temos um time inferior, mas os insucessos recentes nos remetem às boas lembranças daquele ano mágico. Tamanha era nossa confiança que pela primeira vez numa final uma torcida superou a do Fla no Maracanã. Revi os vídeos no blog do Fogão e me emocionei várias vezes. Choro quando vejo o gol do Maurício e o apito final do Valter Senra. Só de pensar que teremos emoção semelhante nesse domingo fico todo arrepiado, os olhos lacrimejam e vejo o Fogão tricampeão da taça Rio e campeão carioca de 2009, sobre o nosso maior rival. Esse jogo será de verdade o resgate alvinegro. Nossa torcida retornará aos estádios com prazer a partir desse jogo.
Nos veremos domingo, no maior do mundo. Poderemos combinar para ficarmos juntos e formar a legião do Saudações Alvinegras. É jogo de títulos em apenas 90 minutos.
Abraços e Saudações Alvinegras
domingo, 12 de abril de 2009
Fogão humilha bacalahu e está na final da taça Rio. Urubu já pode esperar!
Olá radiantes alvinegros,
“Esse é o Botafogo que eu gosto, esse é o Botafogo que eu conheço, tanto tempo esperando esse momento, meu Deus, deixa eu festejar que eu mereço...”
Fogão 4x0 Vasco. Foi um chocolataço! Foi um massacre, uma surra que há tempos não víamos no maior do mundo. Uma atuação de gala do Fogão. E uma exibição que nos credencia ao título sim, mas com os pés no chão, afinal, isso é Botafogo.
Tá certo que o dia santo para comer bacalhau era na sexta, e chocolate é no domingo. Mas o Fogão altera até os dias santos, pois agora comemos bacalhau e aplicamos chocolate no sábado. E nem precisou mudar o dia da malhar o Judas, esse nós mantemos no sábado de aleluia mesmo, aliás, aleluia é a palavra que para celebrar a estupenda atuação alvinegra. Sonhávamos com isso o 2º turno inteiro e no momento mais importante esse grupo soube reencontrar seu futebol.
Parece que parte das indagações da última crônica foi respondia ontem. Digo parte porque ainda não emplacamos duas boas atuações seguidas. E esse é o momento, é hora de jogar bem de novo e ser campeão direto, faturando de cara dois troféus de forma concomitante: tricampeão da taça Rio e campeão carioca de 2009.
A torcida está sedenta por um título desde 2007, quando ficamos no quase o ano inteiro. Desde então, e após dois insucessos contra nosso maior rival, a massa alvinegra não foi a mesma nos estádios. E isso está prestes a ter um fim, basta o Fogão jogar como Fogão que a torcida voltará a acalentar nossos ídolos nos estádios.
Ah, senhor presidente, pense também nos combalidos bolsos do torcedor e faça uma promoção para nosso jogo-chave na Copa do Brasil frente ao Americano. Ponha os ingressos a R$ 10,00 que a torcida marcará presença. São duas decisões em uma semana. Então essa sim passa a ser a semana do ano. O cariocão está muito perto, e temos de seguir também na Copa do Brasil. Então força meu Fogão!
O JOGO
Foi um chocolate que o mais otimista dos alvinegros não esperava. O mais realista, como este amigo, mas nem por isso menos confiante, acreditava até mesmo numa disputa por pênaltis. Tinha lá os meus motivos em face da inconstância do Bota no 2º turno. Mas testemunhamos uma exibição perfeita do Fogão.
Era de se esperar que, num jogo decisivo, onde quem perdesse estaria fora da final da taça Rio, as equipes não partiriam com tudo para decidir logo o clássico. Em tese, a vantagem era do Fogão, haja vista que mesmo derrotado o alvinegro já estava garantido na final. E isso teve lá sua influência, pois o Vasco sentiu essa pressão.
Enquanto pensava se apertava ou não o Bota e cedesse espaços generosos para o trio de ouro, o Vasco sofreu o 1º susto: uma pancada de Juninho explodiu em sua trave, aos 12 de jogo. Foi uma cacetada daquelas, onde Tiago tirou com os olhos. Esse lance já deixou em polvorosa a defesa vascaína, até então a melhor do campeonato. Ao mesmo tempo, fez o Fogão retomar as rédeas do jogo, onde dava pra ver claramente qual a nossa proposta: marcação forte de Guerreiro em Carlos Alberto e Alessandro e Thiaguinho grudado nos laterais cruzmaltinos. A tática dava tão certo que Thiaguinho até chegava pela esquerda, e Maicosuel confundia e bagunçava a zaga do Vasco pelo lado esquerdo. E foi por ali que ele fez um golaço. Drible de letra em Paulo Sérgio, depois outro corte em Amaral e o chute no ângulo esquerdo de Tiago. Golaço e explosão no Maraca, no Méier e em todo o Brasil: 1x0 Fogão.
O gol fez muito bem ao Fogão e desestabilizou por demais o Vasco, pela primeira vez em desvantagem num clássico. Ah, eles não são o time da virada?!? Então tome virada. Léo Silva rola para Maicosuel, este para Victor Simões tocar de prima para Thiaguinho. Ele se antecipa a Paulo Sérgio, uma mãe, e toca entre as pernas do goleiro: outro belo gol que me fez soltar o grito entalado na garganta: 2x0 Fogão.
Parecia que estava fácil, mas sabe-se lá né, isso é Botafogo. E estava fácil mesmo, mas não aproveitamos e passamos a administrar, quando dava para chegar em condições de matar o jogo ainda no tempo inicial. O único lance de perigo do Vasco foi numa bola alçada na área e a conclusão de bicicleta de Carlos Alberto. Se esse bola entra daria aquela moral pra eles. ,as a noite era da estrela solitária, e quando essa estrela brilha todo o time fica encantado, iluminado mesmo.
No tempo final veio o receio de perder Thiaguinho, que vinha muito bem. Mas o jovem Gabriel também tem futuro, mas é novo, pensava esse reticente alvinegro. E como esperávamos, não restava opção ao Vasco senão atacar a qualquer preço para tirar o preju. E olhe que em 9 minutos eles criaram duas chances, uma com Jefferson, que bateu à esquerda de Renan e outra com Nilton, que cabeceou livre e a bola passou raspando a trave direita de Renan. Esse relaxamento infelizmente é natural, tomara que Ney corrija isso no domingo. Pois bem, em nosso primeiro bom ataque no tempo derradeiro eis que Gabriel sofre entrada forte do zagueiro Leonardo, que já tinha amarelo. Não restou alternativa ao juiz senão aplicar o 2º amarelo e consequentemente o vermelho. Pronto, foi a senha para o baile alvinegro.
Logo aos 16’, Guerreiro roubou a bola no meio e serviu Victor Simões. Cruzamento na área e a redonda se oferece a Gabriel. Ele mata no peito, tenta o chapéu em Paulo Sérgio, pega a bola no mesmo lado e completa sem ângulo. Tiago por essa não esperava, a bola passa entre a trave o arqueiro vascaíno: golaço e 3x0 Fogão.
A essa altura ninguém mais duvidava do triunfo alvinegro, a dúvida era em relação ao placar. Cabiam tantos gols ainda que preferimos brincar. Mas antes teve a participação do trio de ouro. Reinaldo avanço pelo meio e lançou Victor Simões, ele dominou e deu belo passe para MaicoCruel completar de pé esquerdo e fazer a torcida delirar: 4x0 Fogão aos gritos de “Uh, uh, é chocolate...”
Ah, soltei mais um berro entalado na garganta que ecoou pelo Brasil inteiro. Estava saboreando um legítimo bacalhau do porto de São Januário, e sem nenhuma espinha, em pleno sábado de aleluia, véspera da páscoa. E a sobremesa só poderia ser chocolate. Que delícia!
4x0 com apenas 20 de jogo. Aí começamos a brincar de olé. Teve um olé que quase culminou no quinto gol alvinegro, numa cabeçada de Túlio Souza em que Tiago espalmou. Antes ele também salvou gol certo de Victor Simões. Daí até o apito final foi aquela curtição só, galera fazendo a festa e a torcida só se preocupava com alguma expulsão tola que, graças a Deus, não veio. Ah, o Vasco jogou retrancado até o fim para não levar mais. Que humilhação!
Agora nosso compromisso é quinta feira, às 19h30, no mais moderno do Brasil. É hora de comparecer em peso e empurrar nossos guerreiros para a próxima fase da Copa do Brasil, onde Ponte Preta ou Figueirense nos esperam.
Ah, que o urubu possa esperar, pois faturaremos dois canecos num jogo só, é a vingança de 2007 e 2008 numa só tacada. Eles já estão comemorando, a soberba faz parte da urubuzada. Que bom, só assim jogamos o favoritismo pro outro lado. É hora de ‘matar’ o campeonato e jogar a vida nessa final. É hora também da nossa torcida dividir a arquibancada e mostrar a força que até então andava oculta. Vamos meu Fogão, mostra tua força, tua garra, tua história diz que não podes perder pra ninguém. Então honra teu hino, seja herói em cada jogo, mas ainda neste, jogue tua vida e mostre quem tu és. Seja BOTAFOGO, seja CAMPEÃO!
Árbitro: João Batista de Arruda Cortez teve boa atuação, embora tenha errado feio no cartão aplicado a Guerreiro num lance que nem falta foi.
Ney Franco: ele queimou nossa língua de novo né. Dessa vez levou o time no mesmo esquema do início ao fim, só que houve entrega e aplicação. Sobressaiu nossa tática e a confiança de Maicosuel no seu taco, ele desequilibrou; Ainda assim tivemos uma melhor postura defensiva, onde os cabeças-de-área protegeram mais a defesa e facilitou a vida do trio de ouro;
Destaques: MaicoCruel, Thiaguinho, Gabriel e Guerreiro;
Jogou bem: ninguém foi mal, mas Victor Simões apareceu muito bem dando assistências a dois gols do Bota;
Garra: Guerreiro;
Comprometeu: ...;
Irritou: ...;
Desafinou: ...;
Ninguém viu: Batista;
EU ESCALO
Jogo-chave na Copa do Brasil nesta quinta-feira no Engenhão, às 19h30. Espero vocês lá: Eu Escalo: Renan, Alessandro, Guerreiro, Juninho e Gabriel; Fahel, Léo Silva, Thiaguinho e Maicosuel, Victor Simões e Reinaldo;
“Tu és o Glorioso, não podes perder, perder pra ninguém...”
Força Sempre Fogão!
Saudações Alvinegras