domingo, 9 de maio de 2010

TUDO IGUAL NO DUELO RIO-SÃO PAULO NA ESTREIA DO BRASILEIRÃO 2010




FOGÃO 3x3 SANTOS – BRASILEIRÃO 2010 – ESTREIA ALVINEGRA

Olá Nobres Alvinegros,

Não se pode dizer que estreamos com o pé direito no brasileirão 2010. Mas também não foi com o pé esquerdo. Digamos assim, o Fogão estreou no brasileirão medindo forças com o melhor time do Brasil no momento. E não perdeu. Melhor assim? Não. A menos que o Santos estivesse completo. E nem assim poderíamos nos contentar com um empate dentro de casa.

Fui para certificar-me do cardápio do campeão carioca e o que o campeão paulista tem. Vi e de cara constatei que o favorito ao título é o campeão paulista. E quanto a nós... bem, precisamos de pelo menos 3 ou 4 reforços para ontem. Um bom zagueiro, um ou dois bons laterais e um meia criativo e rápido. No meio Maicosuel pode resolver, isso se a diretoria conseguir a façanha de juntar R$ 12 milhões em duas semanas. Ainda assim ele só estrearia na 12ª rodada. Uma incógnita dizer em que posição estaremos até lá. Quanto ao zagueiro tem de ser alguém pronto. Pra chegar e liderar a cozinha alvinegra. E os laterais ocupariam fácil as vagas de Alessandro e Somália. Se bem que ainda prefiro Cordeiro por lá.

O espírito alvinegro de superação, ao menos, permaneceu imbuído nesse grupo. E por isso conseguimos o empate na raça no fim. Quiçá uma virada se tivéssemos mais 5 minutinhos.

O JOGO

A grande presença de alvinegros no mais bonito do Brasil demonstrava a força e o orgulho de ser alvinegro. Foi o maior público da rodada. Os cerca de 26 mil alvinegros contagiaram o Engenhão e fizeram o Fogão crer que era possível bater o campeão paulista. Assim, num bate-rebate pelo alto, F. Ferreira pegou o rebote e bateu. Bateu tão mal que a bola se ofereceu a Antonio Carlos inaugurar de cabeça o placar do Engenhão e do brasileirão 2010.
1x0 Fogão.

Mesmo com a vantagem, era nítida a posse de bola e o domínio do meio de campo pelos santistas. Toque rápido e bola de pé em pé. Restavam-nos os contragolpes. Contudo, em dois deles, El Loco travou nossa arrancada. Tivemos ainda assim duas boas chances. Uma com Antonio Carlos e outra com Somália. Por falar em Somália, ele mostrava desde o início que seria um dos destaques negativo do jogo. Além de desperdiçar bons ataques alvinegros, ele tenteou por três vezes entregar o ouro. E conseguiu. No gol de empate do Santos, contudo, credito o mérito para o envolvente toque de bola do adversário. Bola de pé em pé até o cruzamento certeiro para Neymar empatar. 1x1.

O Bota sentiu e de cara sofremos a virada. Essa sim com passe perfeito de Somália para André fuzilar Jefferson. 2x1 Santos. Momento de tensão e de pane alvinegra. Cedemos espaços e da arquibancada me via obrigado a lembrar que o jogo era no Engenhão, a casa alvinegra e que convidado tem de respeitar a casa. Felizmente Antonio Carlos me ouviu. Alessandro cobrou a falta e o juiz cortou de bumbum. Isso mesmo, hilário, Gaciba cortou a bola com o traseiro e na sobra Renato achou A. Carlos livre na área. Este sem deixar a redonda cair emendou de prima. Belo gol no empate do Fogão aos 45’ da 1ª etapa. 2x2.

Sabíamos que Joel mudaria a cara do Bota no tempo final. E ele veio logo de Edno e Caio. A torcida acreditou. Mas a mudança deixou uma cratera no meio de campo, mas o Bota também agredia. Edno começou bem, dando boas arrancadas pela esquerda. Mas logo sumiu. E o Santos voltou a dominar a meiúca. Com a Saída de Neymar o jogo caiu numa monotonia. Herrera era entrega total. E quase faz um gol de placa no Engenhão. Levou toda a zaga santista e bateu rente à trave. Caio pela direita levava sarrafada de todos os lados. O menino é bom, é ousado, mas falta-lhe ‘time’ para achar o momento certo para tornar-se profícuo. Digo isso porque em alguns contragolpes seu preciosismo prejudica o Bota. Precisa entender que passar a bola no tempo certo para quem está melhor colocado vale mais do que tentar um golaço. E a torcida sabe disso. E vai admirá-lo ainda mais.

Embora o Santos ameaçasse pouco na etapa final, para achar espaço na zaga alvinegra não é preciso consultar o ‘Zé Buracão’. Assim, sofremos o 3º gol com uma bola lançada na área sem que ninguém acompanhasse Zé Eduardo. Este cabeceou livre. 3x2 Santos.

Restavam-nos 10 minutos para não decepcionar a massa alvinegra. Fomos com tudo. O problema era achar alguém que fizesse o básico de acertar um cruzamento na área. E coube a Cordeiro, que entrou no fim, cruzar na medida para Herrera testar e decretar o empate aos 43’ do tempo final. Ufa! Alívio no Engenhão. 3x3.

Pena que não empatamos antes, porque ficou a impressão de que chegaríamos a vitória se tivéssemos ao menos mais cinco minutinhos. Fim de papo e a certeza de que sem reforços não brigaremos pela Libertadores e o pesadelo de 2009 pode se repetir em 2010.

“BOTAFOGO: SUA TORCIDA É UMA FORTALEZA E JAMAIS SE RENDERÁ”

Joel Santana: precisa entender que o cariocão já acabou. Brasileirão é outro papo. Somália tentou entregar o ouro três vezes e Joel só pôs Cordeiro no fim. Por que não põe Somália no meio, junto com Guerreiro e Marcelo Cordeiro na esquerda!?! É mais fácil Somália cobrindo os avanços de Cordeiro, pois ao menos teremos alguém que vai ao fundo e sabe fazer cruzamentos. Nosso meio de campo é uma tragédia. Renato, T. Souza não podem ser titulares. Triste, mas L. Flávio é menos pior;

Destaques: Antonio Carlos e Herrera;
Jogou bem: Caio;
Garra: Guerreiro;
Comprometeu: Somália;
Irritou: Somália e Túlio Souza;
Desafinou: Túlio Souza, Renato Cajá e Edno;
Ninguém viu: Túlio Souza e Renato Cajá;


EU ESCALO

Vamos mudar a atitude e jogar para vencer em qualquer território. Eu Escalo: Jefferson, Antonio Carlos, Fábio Ferreira, Fahel; Alessandro, Guerreiro, Somália, L. Flávio e M. Cordeiro; Herrera e El Loco;

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”


Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

domingo, 18 de abril de 2010

FÊNIX ALVINEGRA! FIM DO IMPÉRIO DO MAL – FOGÃO CAMPEÃO CARIOCA DE 2010













FOGÃO 2x1 URUBU – TAÇA RIO E ESTADUAL 2010 – FOGÃO CAMPEÃO

Olá Eufóricos Alvinegros,

Simplesmente mágico. Uma adrenalina que durou uma semana inteira. Uma emoção indescritível tomou conta da apaixonada torcida alvinegra no maior do mundo. Um momento histórico. Uma atuação soberba de um goleiro alvinegro. Um treinador que tem estrela. E se tem estrela ela só pode brilhar com intensidade no BOTAFOGO – o time da estrela solitária. Aliás, peço permissão para trocar a solitária pela solidária. Nenhuma equipe foi mais aguerrida do que a alvinegra. Nenhum time foi mais eficiente do que nós. Mesmo sem nenhum craque, esse time de obreiros, como intitula El Loco, foi a síntese e pura expressão da solidariedade.

Uma torcida ávida por um título que teimava em mudar de lado na hora “H”. E na hora “H” um personagem roubou a cena: JEFFERSON. Impressionante sua frieza e ao mesmo tempo participação no jogo. Defendeu o pênalti cobrado pelo ‘Imperador’. Aliás, Imperador de quê mesmo?!? Não vem ao caso, o que vale foi a atuação desse excelente goleiro, co-responsável por esta brilhante conquista.















Valeu pela raça e entrega desse time guerreiro. Valeu pelo comando de um treinador vencedor: JOEL SANTANA. Esse sim sabe decidir. Sua presença à beira do campo intimida o adversário e impõe respeito, afinal é o papa-taças do Rio. Joel extrai de jogadores limitados como desse elenco o suprassumo. E obedientes ao mestre correspondem, mesmo quando falta a técnica não falta raça, ingrediente essencial para erguer taça.

Valeu pela dedicação do Alessandro e do Somália, este salvando gol certo do Urubu no finzinho da partida. Valeu pela entrega de Guerreiro, um leão em campo. Valeu pela participação intensa de Herrera e a frieza de EL LOCO humilhando Bruno no pênalti que garantiu o caneco alvinegro. Uma cobrança à La Zidane em final e Copa do Mundo.
















Valeu pela PRESENÇA da nossa imensa torcida. Ela se fez presente em número e se fez ouvir o jogo inteiro. Foi apoio incondicional do início ao fim, como deveria ocorrer sempre. Uma festa memorável. Uma conquista para emocionar, sobretudo nossos filhos e nos dar a certeza de que eles jamais torcerão por outra equipe senão o GLORIOSO BOTAFOGO.
Encerro relembrando os momentos de agonia e euforia. Os dois gols alvinegros e o pênalti defendido por Jefferson ficarão marcados eternamente em minha mente. A bola beijando o travessão e roçando o véu da noiva no gol da vitória alvinegra e a bela defesa de Jefferson no pênalti de Adriano fizeram o torcedor se emocionar. Em cada rosto alvinegro no Maraca o semblante era de alívio. O fim de uma era de tanta agonia e humilhações. O fim desse maldito Império do Mal. Era a fênix alvinegra o maior do mundo. Era a magia em preto e branco tomando conta do Rio. É a ressurreição do velho Botafogo. Afinal, esse é o Botafogo que eu gosto. “Esse é o Botafogo que eu mereço. Tanto tempo esperando esse momento, deixa eu festejar que eu mereço.” Beth Carvalho está feliz.
Da-lhe da-lhe ô ô ô, cadê o Império do Amor?

UM MOMENTO INESQUECÍVEL

Adriano prepara-se para cobrar o decisivo pênalti ouvindo em uníssono o coro da massa alvinegra: CHIFRUDO, CHIFRUDO, CHIFRUDO! Era um barulho ensurdecedor. E a explosão botafoguense tomou conta do maraca quando Jefferson pegou o pênalti do ‘boi’, digo, Adriano. Jamais me esquecerei.

Enfim, fomos tricampeões num campeonato só. Vencemos a taça Guanabara, a taça Rio e o Estadual. E o urubu deve entrar para o guines book, pois em uma semana perdeu um brasileiro, a taça Rio, o Estadual e está maduro para perder a Libertadores. Ah, como é doce o sabor da vingança! “Chora, não vou ligar, chegou a hora, vais me pagar, pode chorar, pode chorar...”

"Ser Botafogo é orgulho, ser Botafogo é paixão,
Eternamente alvinegro, Será o meu coração,
Brilha a tua estrela, Canto com muita emoção,
O preto e branco é minha vida,
Te amo ó meu Fogão!"
“BOTAFOGO: SUA TORCIDA É UMA FORTALEZA E JAMAIS SE RENDERÁ”
“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras


CONFRATERNIZAÇÃO DO SAUDAÇÕES ALVINEGRAS – FOGÃO CAMPEÃO CARIOCA DE 2010

Olá Alvinegros Campeões,

O Saudações Alvinegras teve início no final de 2003, após uma apoteótica conquista alvinegra: o retorno à série A do brasileirão. Foi um ano de extremo sofrimento, Fogão no fundo do poço e a ressurreição no fim, com o orgulho alvinegro estampado nos rostos dos botafoguenses.

De lá até aqui, sempre nos comunicamos por este maravilhoso canal, compartilhando tristezas e multiplicando nossas alegrias. Nesses sete anos de convívio harmonioso, nos encontramos algumas vezes, mas nunca em sua totalidade, ou maioria. E este encontro esteve maturando nos últimos três anos. E sempre o maldito urubu e sua corja aliada nos impedindo. Mas neste ano nada nos deteve. Contra tudo e contra todos, nos superamos na garra e nossa torcida finalmente deu um BASTA! Basta de sofrer, chega de quase, gritamos a plenos pulmões É Campeão! E nada melhor do que ter como oponente o urubu e toda a sua soberba. Uma tarde-noite memorável. Um dia histórico. Um prazer inenarrável. Um jogaço que entra para a galeria dos maiores da história do alvinegro eternamente Glorioso.

Nosso blog completou um ano em março. Por email são sete anos de contato e está mais do que na hora de finalmente celebramos nosso 1º encontro. Um encontro de família, pois cada torcedor alvinegro é como se fosse extensão da nossa família.

Quero convidá-los para um encontro especial, provavelmente no dia 1º de maio, 15 ou 16/5, um sábado ou domingo. Tentarei reservar um espaço no clube dos Securitários, no Engenho de Dentro. Amanhã terei posição acerca da data e horário disponíveis, além de divulgar a logística da nossa confraternização.

Desde já, até para facilitar nosso planejamento, quero receber um ok de quem pretende prestigiar este evento. Preciso desse comunicado o quanto antes para não perdemos a oportunidade de celebrarmos nosso encontro agora, no calor dessa conquista gloriosa do amado Botafogo.


"Ser Botafogo é orgulho, ser Botafogo é paixão,
Eternamente alvinegro, Será o meu coração,
Brilha a tua estrela, Canto com muita emoção,
O preto e branco é minha vida,
Te amo ó meu Fogão!"

“BOTAFOGO: SUA TORCIDA É UMA FORTALEZA E JAMAIS SE RENDERÁ”

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

domingo, 11 de abril de 2010

O FLOR JÁ SACUDIMOS, AGORA SAPECA O URUBU E DÁ A VOLTA OLÍMPICA



FOGÃO 3x2 FLOR – TAÇA RIO – SEMIFINAL

Olá Ávidos Alvinegros,

Mais uma final e o Fogão podendo sacramentar o caneco numa tacada só. Mas não pode de forma alguma ser jogo de uma nota só. O Bota precisa mostrar suas armas e jogar sua vida contra os molambos. É agora ou nunca, outra vez.

No sábado titio Joel testou sua estrela e nossa parcimônia. Quase nos matou do coração. Quase nos eliminou da final direta. Quase entregamos o ouro por 45 minutos insanos de Joel. Mas dele esperamos de tudo, e nem sempre terá êxito em tudo, mas não precisava caprichar tanto na lambança Titio!

O JOGO


Qualquer um, até um alvinegro ainda no ventre da mãe, saberia que aquela formação era uma tragédia anunciada, era o morro do Bumba alvinegro. Mas Joel insistiu. Justo ele que passou a semana inteira dizendo que não mudaria radicalmente a equipe. E optou pela pior formação possível, lembrando os piores momentos de Estevam e Ney Fraco. O Bota sucumbiu no tempo inicial e o morro caiu. E cá entre nós, só saiu barato assim o 1x2 porque do lado de lá estava o covarde Cuca. Se fosse o Luxemburgo...

Somália na lateral esquerda com barração de M. Cordeiro. A opção por F. Ferreira em detrimento de Danny Morais. Este nem no banco ficou. A ressurreição do limitadíssimo Túlio Souza como homem de criação da meiúca. A postura covarde durante todo o 1º tempo. Deu no que deu. Era mais fácil prever o que aconteceria em campo do que com quem constrói moradia em área de risco. Abrimos a contagem em nossa especialidade. Cruzamento na área e testada certeira de El Loco. 1x0 Fogão.

Não podemos admitir que um gol a favor possa fazer mal a uma equipe. Mas a impressão que ficou foi de que esse gol nos acovardou ainda mais. Não sabíamos segurar a bola em nenhum dos setores do campo, tamanha era a limitação técnica do Bota. Somália se esforçava, mas não achava posição. Túlio Souza em forma nunca rendeu, que dirá depois de 8 meses inativo. Alessandro também estava sem ritmo e limitou-se à marcação. Nenhum dos volantes tinha massa cinzenta para criar uma jogada simples sequer. Resultado: domínio total do Flor que passava da defesa ao ataque sem perceber que havia oponente. Estava fácil demais. E nem precisava da ajuda da arbitragem, mas houve. F. Ferreira deu uma pixotada e a bola explodiu no braço de Guerreiro, que nem para ela olhara no momento do toque. Mas P. Bassols não hesitou e assinalou a falta máxima. O velho prazer de carcar o alvinegro falou mais alto. Sempre ouvi dizer que pênalti mal marcado não entra. E esse ditado nunca foi tão real. Fred bateu um tiro de meta e a bola explodiu o travessão. Nem assim acordamos. O Flor continuava absoluto e nós perdidos. Aí A. Carlos facilitou, escorregando no momento fatal e permitindo o cabeceio de Fred. 1x1. Em seguida, novamente nosso fraco zagueiro assistiu a Alan cruzar para Fred girar sobre F. Ferreira e decretar a viradinha dos bambis: 2x1.

Pra nossa sorte Cuca era o técnico deles. Era só continuar a tacando e definiria o placar. Mas não, acomodou-se e acreditou que havia enterrado nosso caixão. Esqueceu-se de que isso é BOTAFOGO! Já poderíamos ter empatado a peleja no final do tempo inicial, mas A. Carlos conseguir cabecear por cima com o gol vazio. Êta zagueiro fraco e sem sangue!


Joel reconheceu suas lambanças e radicalizou. Veio de Edno e Caio nas vagas de T. Souza e S. Silva. Eu ainda acrescentaria M. Cordeiro e deslocaria Somália para o meio de campo. Mas foi com as mexidas de Joel que passamos a incomodar e percebemos que a zaga dos bambis era fraquíssima e tinha um goleiro hesitante. O jogo inteiro eu sabia que era só acertar o alvo que era saco. Difícil era conseguir essa proeza. Ao menos chegávamos perto da área e conseguíamos faltas. Foi assim que empatamos. Edno jogou no caldeirão e Fahel pegou a sobra e bateu fraquinho. Rafael aceitou. 2x2. O Flor tremeu na base.

Crescemos e passamos a acreditar. E numa cobrança de escanteio Caio matou no peito e da entra da área encheu o pé. Herrera, impedido, deixou a redonda passar entre suas pernas e Rafael fez golpe de vista. Resultado: gol da revirada alvinegra e chororô dos bambis. 3x2 e delírio alvinegro no maior do mundo.

Só comemoraria a vaga após o apito final. E não acreditei no gol feito que El Loco perdeu. Depois Caio marcaria um golaço e Cássio o derrubou por trás. Falta e cartão vermelho. E mais chororô do Flor. Nosso sofrimento foi até os 50’ de jogo. O Flor pouco ameaçava e já aceitava a derrota. O Fogão se superou duas vezes. E agora teremos outra vez o urubu na final. Nada de comparações e traumas recentes. Eles jogarão pela Libertadores no meio de semana, no Chile. Estarão exaustos. Independentes disso é nossa obrigação moral dar a vida para trazer este caneco no domingo mesmo. É obrigação sim que a nossa torcida lote sua parte nas arquibancadas. É a chance que os deuses nos deram de devolvermos parte das humilhações recentes. Mas acima de tudo é apenas um jogo. E temos de entrar para vencer. É Jogar como no tempo final contra os bambis. É Joel fazer o simples. Agrida o adversário e multiplique as chances de vitória.

“BOTAFOGO: SUA TORCIDA É UMA FORTALEZA E JAMAIS SE RENDERÁ”


Joel Santana: tem estela e os deuses o amam. Nem quando faz tudo errado a sorte o abandona. Fez o que ninguém mais acreditava no tempo final. Botou o Fogão pra cima e revirou o placar. Agora é definir a equipe titular em uma semana livre. Não invente Joel. Jogue mesmo nessa porcaria de 3-5-2. Foi assim que chegamos até aqui. Escale então o time abaixo e vamos soltar esse grito entalado em nossas gargantas: É CAMPEÃO!!!

Destaques: Herrera e Caio;
Jogou bem: Loco Abreu, Guerreiro e Fahel;
Garra: Alessandro;
Comprometeu: a escalação de Joel no tempo inicial;
Irritou: A. Carlos;
Desafinou: Túlio Souza;
Ninguém viu: Sandro Silva;


EU ESCALO

Vamos entrar mordendo para matar o urubu em 90 minutos. Eu Escalo: Jefferson, Danny Morais, Fábio Ferreira, Fahel; Alessandro, Guerreiro, Somália, Edno e M. Cordeiro; Herrera e El Loco;

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

domingo, 4 de abril de 2010

EMPATE AMARGO E BOTA PEGA FLOR NAS SEMIFINAIS




FOGÃO 2x2 BANGU – TAÇA RIO – 8º JOGO – ENGENHÃO

Olá EnCucados Alvinegros,

Que semana negra hein!?! Oxalá que tenha sido para eliminar todo enxofre que vinha rondando o Fogão nos últimos três anos. Oxalá que seja para fazer ‘titio’ Joel entender que temos sim o elenco mais fraco do Rio. E isso implica em superar limites a cada jogo. E o Fogão não pode relaxar nunca. Ou então nosso maior pavor se concretiza, o tetra-vice carioca. E Isso não pode acontecer, jamais.

ALEGRIA DO NORDESTE

Quinta-feira relaxamos como nunca. E o Santa caprichou no cardápio e saboreou a classificação eliminado o Fogão em pleno Engenhão. Um vexame e tanto. Viramos a alegria do nordeste. E olha que estávamos completos, time titular em campo e fomos atropelados pelo limitadíssimo Santa Cruz credo. O time postulante a uma vaga na última série do campeonato brasileiro, a quarta divisão, ou série D. Esse time bombardeou a meta alvinegra. E talvez nem precisasse de dois frangos de Jefferson, pois nosso goleiro ainda defendeu pênalti e fez ótimas defesas, sendo o mais exigido atleta alvinegro, e isso demonstra nossa fragilidade de meio de campo, proteção à defesa e falta de comunicação com o ataque. Além de todas essas limitações, a soberba de um time que nunca convenceu ninguém. Pobre Botafogo!

O Fogão não teve explicação para e tragédia de quinta-feira. E contra o Bangu Joel optou pela preservação da equipe titular e decidiu testar o elenco. Que lástima! Ele e nós passamos a entender um pouco do seu drama. Renato Cajá e Diguinho conseguem jogar menos do que L. Flávio. Impressionante, mas não temos alguém no elenco capaz de acertar passes para o lado ou para a zaga. Por isso L. Flávio ainda é titular e Joel tenta desesperado até mesmo improvisando Gabriel na meiúca, outro fiasco.

Diguinho é dublê de jogador de futebol. Fraquíssimo! Irritou não somente ao Joel, e sim a toda nação alvinegra. Renato é outro que não se impôs. E se o cara não joga nem contra o Bangu não pode ser testado numa semifinal. Gabriel é uma eterna promessa. Lembra até o Rodrigo Fernandes, lateral que era promessa, convocado para as seleções de base e nunca jogou nada no Fogão. E sumiu.

Caio optou por fugir dos holofotes e seu futebol vistoso foi guardado a sete chaves. Rezemos para que ressurja das cinzas nas finais. Sem ele perderemos 50% das probabilidades de levantar esse caneco.

Edno não correspondeu nem como meia nem como atacante. Pobre elenco alvinegro. Enquanto isso Maurício Assumpção e André Silva se omitem. Não contrataram o tal meia de ligação ainda para este estadual. Ou seja, praticamente entregaram à sorte essa conquista.

E quanto a nós torcedores? O que nos resta além de torcer?!? Cobrar da diretoria ou boicotar o time já vem sendo feito. Será que a diretoria não percebe que o pobre torcedor não agüenta mais?

Ainda assim só nos resta mesmo empurrar o Fogão na marra para este título. Sem meio de campo, com defesa vulnerável, sem proteção e com ataque pouco municiado. Sim, só nos resta torcer para Joel Santana operar outro milagre, pois a taça Guanabara foi o primeiro. E com Joel no comando tudo é possível.

EU ESCALO

Jogaremos no sábado, às 18h30, nossa sorte na taça Rio. Mesmo na final é essencial eliminarmos o Flor para ser campeão direto. L. Flávio fraturou o dedo mínimo e não joga. A boa notícia é que ganhamos o último caneco sem ele. Eu Escalo: Jefferson, Antonio Carlos, Fábio Ferreira, Dani Morais; Alessandro, Guerreiro, Somália, Sandro Silva e M. Cordeiro; Herrera e El Loco;

“Tu és o Glorioso, não podes perder, perder pra ninguém...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

segunda-feira, 29 de março de 2010

INSPIRADO NO ETERNO MESTRE ARMANDO NOGUEIRA, FOGÃO GOLEIA E ESTÁ NAS SEMIFINAIS






FOGÃO 4x1 BOAVISTA – TAÇA RIO – 7º JOGO – SÃO JANUÁRIO

Olá Classificados Alvinegros,

Hoje ficou um vazio. Não um vazio de futebol, pois o Fogão goleou por 4x1 o Boavista e garantiu a vaga e o 1º lugar. Refiro-me à lacuna deixada pela passagem de Armando Nogueira, um dos maiores cronistas esportivos desse país. Um ilustre alvinegro, uma mente brilhante.

Queríamos que nosso amado Botafogo se inspirasse sempre na forma poética de como redigia seus textos Armando Nogueira. Sua irreverência e singularidade na arte de escrever nos remetem a fragmentos acerca da ‘encilcopédia’ do futebol e de Túlio Maravilha: “Tu, em campo, parecias tantos, e no entanto, que encanto! Eras um só, Nilton Santos”.

"Túlio e bola são duas almas que se adivinham no recanto nada poético da grande área. Ele, sereno, glacial. Ela, chegando dissimilada para a trama final que fulminará o goleiro sem dó nem piedade”

O JOGO

Perdi o tempo inicial, mas sei que Abreu fez um de oportunismo e perdeu outro feito. Herrera quase deixou o seu. O Bota treinou no 1º tempo.

Joel veio de Caio na etapa final. O Bota se aproveitava bem dos flancos e por ali criou boas jogadas, mas foi numa roubada de bola de Herrera que surgiu a homenagem ao poeta alvinegro: Herrera serviu a El Loco. Sua assistência à Cordeiro valeu mais do que seus 3 gols, coisa de quem sabe muito, ainda que tenhamos dúvidas disso. Cordeiro caprichou e inspirou-se no mestre. Aliás, ao mestre com carinho. Bola por cobertura, caprichosamente roçando o véu da noiva. Uma obra de arte que o Armando Nogueira assinaria com júbilo. 2x0 Fogão.

Com o trio ofensivo, o Bota escolhia a hora em que queria fazer gol. Loco Abreu chegou a fazer o 3º, muito mal anulado pelo assistente. Não precisava, mas coube a Guerreiro arrancar pela direita e cruzar certeiro, mamão com mel, para El Loco marcar de carrinho. 3x0 Fogão.

Edno se esforçava feito um louco, quer mostrar serviço a qualquer preço e Caio precisa de mais uma bola, quem sabe assim ele não lembra que deve jogar para o time também. Ainda assim, Caio sofreu o pênalti que originou o 4º tento alvinegro. El Loco caprichou e bateu rasteirinho, no canto esquerdo do goleiro. 4x0 Fogão. E não é que o inútil Tony deixou o dele. Nos acréscimos, após mandar duas na arquibancada, Guerreiro cercou e não acreditou, mas Tony fez o impossível, bola no ângulo de Jefferson. 4x1 e fim de papo. Bom treino, ainda assim L. Flávio ficou devendo.

E viva Armando Nogueira!

Joel Santana: El Loco é homem de área. O Bota jogou sem insistir no jogo aéreo. Mesmo com Caio, buscamos o jogo no chão, ponto para Joel. Caio entrou no intervalo, em breve será titular e teremos o trio de outro: Caio, Herrera e El Loco.

Destaques: El Loco e M. Cordeiro;
Jogou bem:
Guerreiro e Fahel;
Garra: Guerreiro;
Comprometeu:
...;
Irritou: ...;
Desafinou: ...;
Ninguém viu: ...;

EU ESCALO

Jogaremos na 5ª feira, às 21h30, no mais bonito do Brasil. É Copa do Brasil, é coisa séria. Vamos despachar o Santa Cruz credo. Eu Escalo: Jefferson, Antonio Carlos, Fábio Ferreira, Dani Morais; Alessandro, Guerreiro, Sandro Silva, L. Flávio e M. Cordeiro; Herrera e Caio;

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

quinta-feira, 25 de março de 2010

FOGÃO DEVOLVE VENENO, VENCE NO FIM E EMOCIONA TORCIDA





FOGÃO 1x0 VOLTAÇO – TAÇA RIO – 6º JOGO – CIDADE DO AÇO

Olá líderes Alvinegros,

Foi no sufoco, mas valeu Fogão! Vencemos nos minutos finais em jogo dramático, quando muitos já aceitavam o primeiro tropeço alvinegro contra pequenos. Mas o Talismã de Aço estava lá. Caio decidiu mais uma e pôs a vaga no colo do Fogão. Agora é só vencer o Boavista para depender só de nós mesmos. Mas acho que América e Vasco vão dar de bandeja classificação ao Fogão. Bons presságios à vista.

Valeu pela festa da torcida alvinegra, em grande número no Raulino de Oliveira. A massa botafoguense incentivou até o fim, mesmo com a falta de inspiração do Bota, ainda que não faltasse transpiração. E Somália incorporou o velho ‘Peri da Pituba’. O cara fez tanta lambança em campo que nem precisei da sua semelhança física para visualizar o Perivaldo nos seus piores momentos, pois ainda assim o Peri chegou à Seleção brasileira. E Somália precisa atuar em conformidade com as suas limitações técnicas, como fez no último domingo frente ao urubu.

O JOGO

Quem chegou em casa no intervalo do jogo e ainda conseguiu ver os melhores momentos já percebia que o jogo seria com a cara do Botafogo: sofrimento intenso até o fim. Embora lutador, o Fogão não soube sair da forte marcação do Voltaço, que diga-se de passagem, foi muito bem executada, diminuindo os espaços e muito bem distribuído em campo. O Fogão pecava na insistência do ataque pelo lado direito, justamente aonde havia um lateral improvisado. Somália tentou, tentou e tentou. O jogo inteiro ele cruzou umas dez bolas e acertou só dois cruzamentos. Herrera e El Loco desperdiçaram esses raros momentos de eficiência do nosso dublê de lateral direito.

Enquanto isso, na esquerda, M. Cordeiro não se apresentava e buscava a zona neutra do campo, haja vista que L. Flávio resolveu aparecer por mais minutos na zona articuladora. Mas ele sozinho jamais resolverá, falta alguém próximo a ele para buscar uma tabela. O ataque esteve isolado e o jogo aéreo não foi eficaz.

No tempo final Joel nada mudou e insistimos com um time previsível. A impressão de todos era de que jogaríamos até o dia seguinte e nada de bola na rede. Joel só veio de Caio na metade do 2º tempo. Botou fogo no jogo. Ainda assim, cometíamos os erros de insistir só com jogadas pelo meio ou pela direita. Joel deveria ter ordenado a Cordeiro para explorar o fundo pelo lado esquerdo. Isso ele tentou fazer no fim, mas mostrou deficiência técnica. Eu tentaria com Gabriel, pois Cordeiro vem mal há alguns jogos. No desespero, era bola pra área pro grandalhão tentar a sorte. E o jogo feio voltou. Mas foi assim, aos 44’, que numa bola alçada para El Loco, Caio, o Talismã de Aço, pegou a sobra, dominou e bateu firme, de esquerda, para enlouquecer Volta Redonda e os milhões de alvinegros em todo o Brasil. 1x0 Fogão e delírio em preto e branco.

Ainda não achamos o time ideal, o qual o torcedor escale na ponta da língua com orgulho e a certeza de estarmos honrando o manto alvinegro. Mesmo com esse elenco, eu teria algumas opções para testar. Qual você prefere?

Jefferson, Somália, F, Ferreira, Danny Morais e M. Cordeiro; guerreiro, Sandro Silva e Caio e L. Flávio; Herrera e Loco Abreu;

Jefferson, Fahel, F. Ferreira, Danny Morais; Alessandro, guerreiro, Sandro Silva, L. Flávio e Gabriel, Herrera e Loco Abreu;

Jefferson, Fahel, F. Ferreira, Danny Morais; Alessandro, guerreiro, Sandro Silva, L. Flávio e Gabriel, Herrera e Caio;


Joel Santana: El Loco deixa o time lento e previsível. Caio é sempre uma possibilidade real. Parte pra cima, é linear, objetivo, vai ao fundo, tenta algo diferente, não esgota seus recursos, ainda que não esteja inspirado. Sem ele todos sabem o que vai acontecer e somos presas fáceis. Com ele em campo multiplicamos as probabilidades do gol, e futebol é bola na rede. CAIO como titular já!

Destaques: CAIO;
Jogou bem: L. Flávio e Guerreiro;
Garra: Guerreiro;
Comprometeu: ...;
Irritou: ...;
Desafinou: M. Cordeiro, Somália;
Ninguém viu: Sandro Silva;

EU ESCALO

Jogaremos na 2ª feira em São Januário, às 19h30. Eu Escalo: Jefferson, Antonio Carlos, Fábio Ferreira, Dani Morais; Alessandro, Guerreiro, Sandro Silva, L. Flávio e Gabriel; Herrera e Caio;

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”


Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras