terça-feira, 6 de outubro de 2009

HORA DE DEMONSTRAR NOSSO AMOR AO FOGÃO

















As estatísticas são do matemático Tristão Garcia, no site Globo.com. Os dados mostram que a euforia alvinegra pelo excepcional resultado conquistado no Serra Dourada já deve ser esquecida e agora é concentrar toda sua força para o jogaço de quinta-feira frente o Galo.

Dos 11 jogos restantes, 7 serão no mais moderno da América Latina. Necessitamos de 5 vitórias e 2 empates ou 6 vitórias. Presenciei vários insucessos do Glorioso neste Brasileirão jogando no estádio Olímpico. E em boa parte deles nossa torcida se comportou, em parte do jogo, como mais um adversário, e este muito mais difícil de ser batido.

Ninguém melhor do que o torcedor para julgar o elenco qualitativamente. Sim, quem acompanha o Glorioso, como nós, sabe das limitações do time e por vezes não somos parcimoniosos. Mas vejam, num momento instável como este, vaiar a equipe, que perdia por 1x0, com apenas 15’ do 2º tempo, como fizemos contra o Vitória, é dar moral e praticamente a vitória ao adversário. Tá certo, eu mesmo perco a paciência com alguns, mas daí a externar meu sentimento com vaias a todo o grupo é ser a antítese de um torcedor autêntico. É dar tiro no pé. Ora, se o time cair quem sofrerá é o torcedor, pois a maioria dos que aí estão permanecerá empregada no ano seguinte e quiçá até mesmo na série A. E quanto a nós, que vaiamos quando deveríamos apoiar incondicionalmente durante os 90 minutos, estaremos jogando contra o Vila Nova ou Abc da vida. E apoiando como nunca.

Ora galera alvinegra, sugiro sim fazer como algumas torcidas, a do Corinthians é assim, apóia depois cobra no final do jogo. Mas sempre devemos acreditar e melhor ainda, fazer quem está em campo crer que sempre é possível. Temos de acreditar sempre, ou este não é mais o nosso lema?!?

Fora de casa dois fatores contam a favor: a torcida alvinegra, como no Serra Dourada, apóia até mesmo quando as coisas não saem a contento. E o time não sai desesperado em busca do gol salvador. No Engenhão buscamos o gol desguarnecendo a defesa. O gramado reduzido diminui espaços e quando o gol não sai logo o Bota passa a jogar contra a torcida. Aí sofremos um gol e, mesmo que seja no tempo inicial, o fator psicológico em função da reação da torcida trava o alvinegro. No Engenhão não ganhamos um jogo sequer virando o placar. Isso prova o estado de nervo da equipe, que comprova fora de casa não ser tão ruim a ponto de ocupar a zona da degola, embora não mereça mais do que uma Sul-Americana.

Quinta-feira todos ao Engenhão para apoiar o Fogão. Quem não tiver paciência que torça na telinha ou pelo radinho. Amamos esse clube incondicionalmente. É amor eterno, então que tenhamos paciência ao menos por 90 minutos. E lembrar que “momentos ruins já vivemos e nunca paramos de cantar. Que o Fogo no nosso peito nunca vai se apagar. E que ninguém cala o nosso amor, por isso cantamos sempre por ti Fogo. Esse jogo vai virar, eu quero ser o vencedor...”

REVEJAM O VÍDEO 'SER BOTAFOGO' ANTES DO JOGO CONTRA O GALO. VAMOS LEVAR MAIS AMOR AINDA AO ENGENHÃO NA QUINTA-FEIRA.

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Deus salve nosso amado BOTAFOGO!

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

domingo, 4 de outubro de 2009

FOGÃO CONTRARIA LÓGICA, ATROPELA GOIÁS E EMOCIONA ALVINEGROS




FOGÃO 3X1 GOIÁS - 27ª RODADA – SERRA DOURADA

Eu e a massa alvinegra em todo o Brasil finalmente voltamos a sorrir. Sim, finalmente tivemos o nosso Botafogo de volta. Que vitória espetacular! Sim, não consegui conter minhas lágrimas e demorei a crer no que via: Fogão deslanchando e sobrando em campo depois de 11 jogos sem vitória. Esperamos e torcemos para que este sim represente nossa arrancada na competição, que não vai culminar no título, mas nas circunstâncias terá igual sabor.

Foi um fim de semana perfeito. Na sexta-feira, o anúncio oficial do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Estava lá em Copa e fiquei ainda mais orgulhoso ao ver nossa bandeira tremulando e exibindo-se para o mundo. E no domingo me preparei para não me abalar após o jogo contra o Goiás, que seria vice-líder se nos vencesse. Alguns pensavam até em perder de pouco. Eu, realista e sonhador, paradoxos alvinegros, sempre acreditava numa força oculta, pois assim é o Botafogo, sempre desafiando a lógica. Como frisei na última crônica, o Botafogo sempre surpreende quando o dão como morto, e felizmente a história se repetiu, e ratificamos que “Ser Botafogo é não desistir de insistir, de teimar e buscar.”

O JOGO

Estevam surpreendeu a todos com 3 atacantes, mas num 4-4-2, recuando Reinaldo para armação com L. Flávio. A postura ofensiva do Bota confundiu os esmeraldinos, que aturaram autoconfiantes e sua soberba foi o nosso combustível para uma MAIÚSCULA vitória.

No tempo inicial comandamos o jogo até a metade, mas o passe final não nos permitiu criar chance clara, e só levamos perigo em lances de falta, mas Juninho descalibrou. Já o Goiás explorava bem a velocidade de Vitor, triangulando com Felipe e Iarley. Assim eles criaram as melhores chances. Iarley e Julio Cesar obrigaram Jefferson a operar milagre. Mas o ponto negativo da partida foram as faltas excessivas. O juiz optou por carimbar meio time do Bota. Em compensação, do lado de lá, apenas um atleta, João Paulo, foi premiado, mas com 2 amarelos e um vermelho. E foi só no tempo inicial.

Com a expulsão de João Paulo, a pressão para expulsar um alvinegro foi enorme. A cada lance, os homens de verde pressionavam o juiz, que não economizou e continuou amarelando os alvinegros. A chuva que caía era para lavar a alma dos alvinegros. E Jobson entrou em cena. Ele recebeu de André Lima e caprichou. Bola no canto direito de Harlei. 1x0 Fogão e soltei meu grito de liberdade. Fogão ganhando e com um homem a mais em campo. Não fosse Botafogo ficaria tranquilo.

Os caras vieram pra cima e se arreganharam todo lá atrás. Era só encaixar o contragolpe e pimba. Mas antes disso sofremos. Com todo o time amarelado nem falta podíamos fazer, e aceitamos até bola na trave de Jefferson. Era um sufoco só, até que Jobson foi inteligente, invadiu pela direita e centrou para Victor Simões tocar de prima e marcar belo gol: 2x0 Fogão e soltei mais um berro, ecoando pelo Méier e todo o Brasil. 16’ de jogo e Fogão absoluto. Mas ainda teria mais emoção, o Goiás estava atônito e pedia mais. Então toma! André Lima driblou o marcador, entrou na área e tocou no canto de Harlei. 3x0 e incrédulo, pulava que nem pipoca, gritava e chorava. Relembrava os 11 jogos de agonia e finalmente passava a enxergar uma luz, ainda distante, mas muito para quem já nos via nas trevas.

Era jogo para golear, mas isso é Botafogo, e tudo sempre pode acontecer, os extremos nos atrai. Victor Simões perdeu gol sem goleiro na pequena área. Depois André Lima foi derrubado na área. Pênalti que L. Flávio perdeu. Detalhe, há tempos não via juiz anular gol por invasão de área, mas contra o Fogão vale tudo. Nem mesmo o pênalti perdido nos abateu. O Bota permitia as jogadas adversárias na zona do agrião, com medo das expulsões. Ainda assim sobramos em campo e nem o gol de honra deles tirou o brilho de uma vitória de peso, que esperamos ser a redenção alvinegra no brasileirão.

04 de outubro. Dia de São Francisco de Assis, padroeiro dos animais. A cachorrada está feliz. Foi o 1º domingo feliz em todo o brasileirão. Por isso estou radiante até agora. A única coisa que eu quero que desça é muita luz sobre nós e a primeirona em 2010. Que assim seja, amém!

INCRÍVEL


O canto da torcida alvinegra no Serra Doura me levou marejaram meus olhos. Primeiro foi “E ninguém cala...”, depois o hino mais bonito do Brasil: “Tu és, o Glorioso, não podes perder, perder pra ninguém...” Foi demais e por que não essa festa se repetindo no mais bonito do Brasil? Temos tudo para assar o Galo na quinta-feira. O momento é agora. Avante meu Fogão!

Estevam Soares: finalmente acertou. Foi corajoso no esquema e feliz nas substituições. O time foi guerreiro, ainda que cedesse espaços em demasia ao Goiás. Agora sim tem tudo para encaixar seu jogo. É entrar com moral e atropelar o Galo no Engenhão.

Destaques: Jefferson, André Lima e Jobson;
Jogou bem: Guerreiro e Victor Simões;
Garra: Guerreiro;
Comprometeu: ...;
Irritou: ...;
Desafinou: L. Flávio. Não jogou mal, mas pênalti não é coisa que se perca;
Ninguém viu: Batista (foi bom saber que ainda está no Fogão, mas precisa entrar em campo e jogar);


EU ESCALO
Continuamos orando. Agora é o Galo no mais moderno do Brasil, quinta-feira, às 21h. Vamos acabar com a maldição do Engenhão de uma vez por todas. Faltam 5 vitórias e 2 empates em 11 jogos. Guerreiro fará falta. Eu Escalo: Jefferson, Alessandro, Juninho, Wellington e Gabriel; Léo Silva, Batista, Jônatas e L. Flávio; Reinaldo e André Lima;

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Deus salve nosso amado BOTAFOGO!

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Cabeça de André Lima e mãos de Jefferson classificam o Fogão




FOGÃO 1X2 EMELEC – COPA SUL-AMERICANA – 2º JOGO – Equador

Ufa! Foi no sufoco e com os velhos requintes alvinegros, mas o Fogão se classificou às quartas de final da Sul-Americana. Agora esperamos pelo Goiás ou pelo Cerro Porteño, que jogam hoje no Serra Dourada.

No tempo inicial não parecia o Botafogo do Brasileirão. Jogávamos com tranqüilidade, o adversário se limitava e achamos um gol logo aos 5’ de jogo. L. Flávio, num raro momento de velocidade, foi ao fundo e centrou na cabeça de André Lia, que antecipou-se ao goleiro e testou com estilo: 1x0 Fogão.

O gol acomodou por demais o Bota e o time da casa esfriou. Não veio a pressão prometida, exceto em bolas alçadas em nossa área, onde a estática defesa não ganhava uma sequer. Assim, eles acertaram o travessão de Jefferson. No bojo, o Bota cozinhava o Emelec e se quisesse ou qualidade tivesse, ampliaria com facilidade o placar ainda no 1º tempo. Mas se não teve essa competência, ao menos, o time se comportava bem, ligado o tempo todo, embora lento nos contragolpes. Diego, improvisado na esquerda, tinha espaço e até foi ao fundo, mas não conseguiu cruzar. Léo Silva esbarrava na sua própria insuficiência técnica e L. Flávio, sozinho, não conseguia municiar o ataque, ainda que tenha sido o mais lúcido do meio de campo, com lampejos de criatividade.

O Bota sabia que só perderia a vaga se sofresse 4 gols. Esse é o problema, notícia ruim e Botafogo são coisas que se atraem. E não deu outra. Sentamos no resultado e fomos atropelados. Quiñones entrou tabelando, todo mundo olhando e ele tocou fácil no canto de Jefferson: 1x1. 7 minutos, pulguinha na orelha e espasmos da tragédia Argentina em minha mente. 12 minutos. Escanteio, zaga plantada e José Quiñones saltou sozinho e virou o jogo: 2x1 Emelec e alvinegros desesperados, como este, começam a reviver o pesadelo e Monumental de Nuñes. Só faltava eles terem alguém expulso.

O Bota mantinha-se desorganizado e perdido em campo. Ao menos, a pressão esfriou, acho que eles cansaram, pois o Bota ainda cedia espaços e nossa zaga batia cabeça. Não respondemos, mas até que tentamos, mas Juninho não acertou o pé nas faltas. No mais, apenas conseguimos catimbar a peleja e os equatorianos caíam fácil na nossa, embora gostem muito de soltar o sarrafo.

Fim de papo e Bota classificado. Não sabia o que pensar quando vi Estevam desesperado à beira do campo comemorando mais uma derrota alvinegra. Lamentavelmente, ele ratifica a péssima qualidade do elenco. O Bota foi encurralado por um adversário nível série B, mas todos festejaram.

O MELHOR DO JOGO

O gol de André Lima foi crucial, pois nos garantiu a classificação e a chance de um título em 2009. Mas só houve isso de bom em 90 minutos.

A notícia dos gols do jogo entre Náutico e São Paulo era nosso principal motivo de alegria. E comemoramos até com mais intensidade a virada são paulina e a permanência do Timbu na zona aflita da tabela.

Mas o que mais mexeu com a massa alvinegra ontem foi rever, no intervalo, a conquista da Sul-Americana alvinegra, em 93, no maior do mundo. O Bota é o único clube carioca a conquistar um título internacional no Maracanã. E eu estava lá, com o amigo Flávio, num momento alvinegro conturbado, que só não era pior do que este porque o regulamento do nacional não previa rebaixamento naquele ano. O time, nas palavras de Luiz Mendes, era ‘o pior time ruim da história do Botafogo’. E concordo. Mas quando os Deuses vestem a nossa camisa não tem pra ninguém, nem para o Peñarol. Foi um jogo dramático, sofremos gol nos acréscimos e ganhamos nos pênaltis. Foi uma alegria indescritível e uma emoção singular. Botafogo campeão da Copa Conmebol de 1993.

Deus salve o nosso amado Glorioso!


Estevam Soares: nem dá mais para julgar as opções dele. Sem Jônatas, Renato, Thiaguinho e Gabriel não tinha como inventar. Tinha Fahel e Léo Silva para o meio, já que ele não conta com Batista, que fez boas atuações pelo Fogão. Léo Silva é horroroso e Fahel... Não temos muitas opções, mas por que aniquilar o Batista?

Destaques: André Lima e Jefferson;
Jogou bem: Guerreiro e L. Flávio;
Garra: Guerreiro;
Comprometeu: ...;
Irritou: o apagão do 2º tempo;
Desafinou: Victor Simões;
Ninguém viu: Fahel;

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Deus salve nosso amado BOTAFOGO!


Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

11 JOGOS SEM VITÓRIA E FOGÃO NO FUNDO DO POÇO





FOGÃO 1X3 VITÓRIA – 26ª RODADA – ENGENHÃO

12.500 guerreiros compareceram ontem ao mais bonito do Brasil na esperança de ter o Botafogo de volta. Dentre eles este amigo, ávido não por uma boa atuação, e sim por uma vitória alvinegra, que representaria enfim a fuga da zona maldita.

Tinha tudo para ser um dia de festa, haja vista que inauguramos a estátua do ídolo maior do Fogão: o maior lateral de todos os tempos: NILTON SANTOS. Um exemplo em campo, um paradigma como homem. Pois é, a ‘Enciclopédia’ certamente está com o coração ferido, sangrando, como todos nós, após ver a caricatura a qual se transformou o futebol botafoguense.

29 minutos. Esse foi o tempo de ilusão desse arremedo de time. Parecia que finalmente teríamos a reconciliação do Bota com o Engenhão no brasileirão. O clima no estádio até lembrava os bons tempos alvinegros. Torcida apoiando, vibrando, e pressentindo que em pouco tempo abriríamos o placar.

Mesmo desfalcado de Gabriel, Reinaldo e Renato, o Bota conseguia criar. Em velocidade e ligado no jogo, o Bota envolvia o Vitória que, naquele momento, ainda respeitava a instituição BOTAFOGO. Era tamanho o respeito, que eles faziam cera com menos de 10 minutos, como se tivéssemos em campo o time de 95 ou o esquadrão dos anos 60.

Victor Simões tentou de fora da área. Depois Ele mesmo achou L. Flávio e este tentou por cobertura e a zaga salvou. Em seguida Simões deu um toque rápido e deixou Rodrigo Dantas na cara do gol. Ele bateu forte e Gléguer pegou. E por fim, Simões, até aqui a principal figura alvinegra, invadiu pela esquerda e da pequena área tentou o passe para Rodrigo Dantas, a zaga chegou a tempo. Até aqui o Bota ainda surpreendia, mas já era notório o clarão na defesa do lado do Thiaguinho. O Vitória só esperava a bola boa. E no 1º contragolpe certeiro, Leandro tabelou com seu xará e cruzou. Juninho tentou o corte mandou contra o patrimônio. 1x0 Vitória, aos 29 do 1º tempo.

O Botafogo imediatamente abateu-se e desmoronou. Aí voltamos a exibir o futebol mais do mesmo que nos mantém na zona do mal. O pior é que o cheiro de enxofre aumenta a cada rodada. E a torcida já pressente o pior. Errávamos passes de um metro e sucumbíamos diante de um adversário que tem apenas dois bons jogadores. Não é pouco não, ao menos os dois razoáveis deles decidem. Falo de Apodi e Leandro Domingues. Eles escolhem posição no alvinegro.

No tempo final Estevam comprovou que ainda não conhece os jogadores ou já percebeu com quem não pode contar nesse elenco. E mexeu mal outra vez. Ele sacou Jônatas mortinho da silva e veio de Laio. Marquinho depois entrou na vaga de Thiaguinho e por fim Jobson na no lugar de Eduardo. O Bota continuou perdido. No tempo final tivemos duas boas chances. Uma falta cobrada por L. Flávio e uma cabeçada de Marquinho. O Vitória não liquidou logo a parada porque não quis. Por duas vezes Guerreiro salvou. Ele parecia onipresente em campo. Mas é impossível marcar por todo o time.

A pressão é insuportável, mas quem sofre mesmo é o torcedor. Ele paga ingresso e apóia até enquanto vai sua parcimônia. E ontem até que durou muito tempo. Mas as vaias antes dos 15 minutos só atrapalham. Tá certo, ninguém neste momento tem nervos de aço, é muita falta de categoria e competência, mas a partir das vaias de todo o estádio o Fogão nem conseguia pressionar mais e parecia querer sofrer logo o 2º gol para ‘relaxar’. E foi isso o que aconteceu aos 41’ do tempo final. Leandro Domingues arrancou do meio de campo e deixou toda a marcação para trás, à exceção daquele que nunca se entrega: Guerreiro. Mas não tinha como acompanhá-lo e Domingues tocou na saída de Jeferson. 2x0 Vitória.

O Bota já estava com 10 em campo e com o placar dilatado não resisti e, conformado, decidi me retirar do estádio. Estava tão baratinado que errei a saída do estacionamento. Desgraça para botafoguense é infinita. Tive de retornar às arquibancadas. Naquele momento parecia um filme de terror olhar para o campo. Quando virei as costas ouvi gritos e aplausos. Era o 3º gol do vitória. Saí convicto de que o jogo foi 3x0. Não queria ouvir mais falar em Botafogo. Queria esquecer futebol. E somente quando vi os gols do Fantástico é que descobri que o Bota tinha feito o seu golzinho de honra, com Laio de cabeça. E daí? Nada apaga o que vimos ontem. E por isso fico conformado.

Um tal de Biriba me disse que o planejamento do presidente era o Bota permanecer na 1º divisão em 2009 para investir ‘pesado’ em 2010, utilizando o tal fundo de investimento. Por isso ele apostou nesse grupo, vice-campeão estadual de 2009 e trivice do urubu. Comprovadamente ele apequenou a instituição Botafogo, pois quem entra no brasileirão pensando em não cair é time pequeno recém saído da séria B, como Barueri e Avaí, que, aliás, se comportaram como grandes até aqui. E nós, um dos maiores clubes do século, segundo a FIFA, entramos na principal competição nacional pensando em manter-se na 1ª divisão. E nem pra isso houve planejamento.

Por falar em planejamento, Anderson Barros e André Silva deveriam olhar os bons valores que surgiram há algum tempo no campeonato, mas nossa ‘competente’ diretoria esteve alheia. Wesley do Atlético PR é um deles. Ótimo meia, rápido e habilidoso. Carlinhos Paraíba no Coxa há tempos que merecia uma sondagem. O tal do Celsinho diziam estar fora de forma, mas Teco veio sem jogar há dois anos e permanece no banco. Marquinho veio depois de fracassar no Vasco e Flu. Ele é do empresário Eduardo Uram, que pretende bancar o alvinegro em 2010. Isso se houver o milagre de permanecermos na série A. E a torcida pergunta: até quando???

EXIGIMOS NOSSO BOTAFOGO DE VOLTA!

Estevam Soares: permanece perdido e escalando mal. Como Ney Fraco, colocou o menino Rodrigo Dantas na fogueira de novo. E pior, o deixou em campo até o fim, quando a bola queimava em seus pés. Mexeu mal de novo e perdemos de vez meio campo e laterais. O ataque foi cardíaco e o meio de campo contava com o homem invisível na criação. Ah, cadê o Batista?

Destaques: ...;
Jogou bem: Guerreiro;
Garra: Guerreiro;
Comprometeu:...;
Irritou: todo o time;
Desafinou: o Botafogo;
Ninguém viu: o Botafogo;


EU ESCALO
Domingo teremos simplesmente o Goiás, vice-líder, no Serra Dourada. É o jogo da TV. Prenúncio de nova derrota, mas o Botafogo sempre surpreende quando o dão como morto. Precisamos de 7 vitórias em 12 jogos. Com o que mostramos até aqui é impossível, mas continuo orando. Eu Escalo: Jefferson, Alessandro, Juninho, Wellington e Gabriel; Guerreiro, Batista, Jônatas e L. Flávio; Reinaldo e André Lima;

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Deus salve nosso amado BOTAFOGO!

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

sábado, 26 de setembro de 2009

TODOS AO ENGENHÃO!!!

"Ser Botafogo é não desistir de insistir, de teimar e buscar. É faca, fato, feito, festa, furor. Queimadura.Ser Botafogo é buscar a forma nobre de competir e saber empunhar a estrela da vitória maior. É fazer da vida festa e furacão; flor e labareda; esperança e realização." (Fragmento do texto de Artur da Távola)

Caros apaixonados pela estrela solitária, a hora é agora. Todos ao Engenhão amanhã, contra o Vitória da Bahia, para empurrar o Glorioso à vitória.

Chega de se acomodar galera, mostra tua força torcida alvinegra!

Prova que és belo, forte, impávido colosso.

Mostra que hás de ser nosso imenso prazer;

Mostra que tradições aos milhões tens também.

Mostra que não podes perder, perder pra ninguém.

Mostra que serás de agora em diante herói em cada jogo.

Botafogo: mostra tua fibra!

A você torcedor, fica a grande oportunidade de demonstrar sua paixão.

Todos ao Engenhão amanhã!

Saudações Alvinegras

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

SER BOTAFOGO






















Ser Botafogo é possuir uma espada de fogo e luz para enfrentar, iluminar e desbravar. É apreciar claras definições e alternativas extremas: a do branco e do negro. É ser súbito, safo, seguro de si. É saber o que quer e querer o que sabe.

É ser estrela, solitária ou solidária, é tomar partido, ousar e desbravar. Ser Botafogo mistura nobreza sem aristocracia com popularidade sem demagogia. É furar, varar, ultrapassar, chegar, enfrentar pedradas, tormentas e adversidades e sempre conhecer a melhor matéria do próprio sonho.

É insistir e crer onde os fracos desistem. É sobranceira, guerra, gorro, rasgo, Biriba, Carlito Rocha, Macaé e superstição. É adorar o embate para torrar e moer a emoção.

Ser Botafogo é clarão do alto da montanha, é esquina carioca, atrito, vontade de "saldanhar" a opressão, é águia, água-forte, firmeza, mais ciência e fúria que pausa ou vacilação.

Ser Botafogo é "garrinchar" a vida com a elegância de um Nilton Santos e as peraltices de Quarentinha. É gostar de peleja, vitalidade, capacidade de decidir, autenticidade, batida de limão, filé com fritas, passear na chuva, sanduíche de mortadela, filme de heroísmo, goleiro valente, contrastes intensos; é curar gripe com alho, mel e agrião.

Ser Botafogo é saber discordar da desconfiança. É deprimir-se e recolher-se até voltar a labareda. Aí é bater de frente, olhar firme, detestar receio, medo, pântano, mentira e derrisão. É conhecer o risco e ousá-lo e tudo fazer com categoria e vontade de viver. É vencer.

Ser Botafogo é não desistir de insistir, de teimar e buscar. É faca, fato, feito, festa, furor. Queimadura.

Ser Botafogo é buscar a forma nobre de competir e saber empunhar a estrela da vitória maior. É fazer da vida festa e furacão; flor e labareda; esperança e realização.


(Texto de Artur da Távola)

FOGÃO USA A CABEÇA E ENGRENA NA SUL-AMERICANA




FOGÃO 2X0 EMELEC – COPA SUL AMERICANA – 1º JOGO - Engenhão

O placar até que foi bom, pois mesmo em caso de derrota por 1x0 o Bota volta classificado do Equador. E se fizer um golzinho lá, só perde a vaga se Emerson e Wellington capricharem nas suas especialidades, pois os equatorianos terão de fazer 4x1 e, convenhamos, êta time feinho esse do Equador!

Ganhamos o jogo em ritmo de treino para o jogo decisivo de domingo, contra o Vitória, no mais moderno do Brasil. Estevam ainda procura formar um time e vem insistindo com aquele de ontem, à exceção de Renato na vaga de Reinaldo. O problema é que esse time está longe de encorpar. Lento e pouco combativo no meio campo e inexpressivo no ataque. Ah, dada a postura e limitação do adversário, prefiro não comentar o sistema defensivo, embora tenha em mente a lambança logo no 1º minuto da 'titica' de Wellington e Emerson, dando um presente para o equatoriano abrir o placar.

Não deveria, mas ainda fico impressionado com o Thiaguinho. O cara consegue errar todos os fundamentos numa mesma partida. Seu 1º tempo foi de arrasar os corações alvinegros. Errava posicionamento, marcava mal e ia de primeira nos lances. Nos meus tempos de pelada, diríamos: passa vaca! Ele tinha espaço pela direita e só conseguiu mandar uma bola pra área. Do lado oposto, Gabriel também irritava e era bisonho no principal fundamento: acertar um cruzamento. O Bota não criava situações claras de gol e o Emelec fazia uma cera tão absurda que parecia jogar contra o Real Madrid. Assim, era rezar para que um dos alas acertasse apenas um centro na área. E veio justo com Gabriel, que recebeu de L. Flávio e centrou na cuca de Renato Soneca. Ele abriu os olhos e testou na saída do goleiro; 1x0 aos 45' do tempo inicial.

No tempo final o Bota, mesmo em vantagem, ainda não conseguia encantar. Thiaguinho até melhorou, pois pior era impossível. Ele passou a explorar o lado direito e até parecia um bom ala. Mas Gabriel continuava mal. Jônatas passou a tentar mais jogadas e deu um passe açucarado para Gabriel isolar. Foi a senha para Estevam poupar o jovem lateral. Antes que ele fosse vaiado pelos 5 mil guerreiros presentes ao mais bonito do Brasil, Juninho entortou na esquerda e curou na cuca legal de André Lima. Ufa! 2x0 Fogão e finalmente nosso animador de torcida e novo cai cai balançou a rede.

Gabriel saiu durante a comemoração do gol e ninguém percebeu. Alessandro entrou na direita e Thiaguinho foi para a esquerda. Mas o Bota se acomodou. Tá certo que se sofrêssemos um golzinho a situação ficaria mais perigosa lá dentro, mas daí a abdicar da possibilidade de garantir logo a vaga... Estevam tentou dar velocidade ao ataque ao trocar Renato por Ricardinho. Mas, como já detectamos, o cara é apenas ciscador, não ganha uma jogada e é nulo. O que mais irritou o torcedor ontem foi a troca de Jônatas, com dores musculares, para a entrada de Fahel. O cara em dois lances justificou nossa impaciência. Um cruzamento que parou na arquibancada e um chute horroroso da entrada da área. Deu vontade de perder as estribeiras e partir pra cima do canalha. Será que Estevam ainda não percebeu que não pode contar com ele?!? Pelo amor de Deus, já estávamos com Emerson e Wellington em campo, é demais para nossos combalidos corações.

Ainda poderíamos ter marcado o 3º num lampejo de L. Flavio. Ele deixou Ricardinho na cara do gol e ele carimbou a trave. O zagueiro ainda quase mandou contra o patrimônio. Fim de papo, Fogão com a faca e o queijo na mão na Sul-Americana.

Domingo é jogo de vida ou morte. É jogar com mais aplicação ainda para garantir a vida e matar o Vitória. Estarei no Engenhão e é hora de a torcida fazer esse time jogar. É fazer pressão positiva na arquibancada e incendiar a equipe dentro de campo.

Que volte então o nosso amado Glorioso!

Estevam Soares: ontem não fomos agredidos, mas essa defesa que não sofre gol há dois jogos é assustadora. Há de se combater mais no meio de campo, pois a zaga fica exposta demais. O ataque é lento e Thiaguinho precisa treinar com exaustão cruzamentos e marcação. Não temos muitas opções, mas... cadê o BATISTA?

Destaques: Jônatas e André Lima;
Jogou bem: Guerreiro, Juninho, Renato e L. Flávio;
Garra: Guerreiro;
Comprometeu: ...;
Irritou: o cai cai de André Lima, Fahel, o miolo da zaga e os erros de Gabriel e Thiaguinho;
Desafinou: Ricardinho;
Ninguém viu: Ricardinho;

EU ESCALO
O desafio de domingo é o Vitória, às 18h30, no Engenhão. É acreditar em todas as bolas e se entregar durante 90 minutos. André Lima está suspenso. Eu Escalo: Jefferson, Juninho, Wellington e Eduardo; Thiaguinho,Guerreiro, Jônatas, L. Flávio e Gabriel; Reinaldo e Victor Simões;

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”


Deus salve nosso amado BOTAFOGO!

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras