quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Cabeça de André Lima e mãos de Jefferson classificam o Fogão




FOGÃO 1X2 EMELEC – COPA SUL-AMERICANA – 2º JOGO – Equador

Ufa! Foi no sufoco e com os velhos requintes alvinegros, mas o Fogão se classificou às quartas de final da Sul-Americana. Agora esperamos pelo Goiás ou pelo Cerro Porteño, que jogam hoje no Serra Dourada.

No tempo inicial não parecia o Botafogo do Brasileirão. Jogávamos com tranqüilidade, o adversário se limitava e achamos um gol logo aos 5’ de jogo. L. Flávio, num raro momento de velocidade, foi ao fundo e centrou na cabeça de André Lia, que antecipou-se ao goleiro e testou com estilo: 1x0 Fogão.

O gol acomodou por demais o Bota e o time da casa esfriou. Não veio a pressão prometida, exceto em bolas alçadas em nossa área, onde a estática defesa não ganhava uma sequer. Assim, eles acertaram o travessão de Jefferson. No bojo, o Bota cozinhava o Emelec e se quisesse ou qualidade tivesse, ampliaria com facilidade o placar ainda no 1º tempo. Mas se não teve essa competência, ao menos, o time se comportava bem, ligado o tempo todo, embora lento nos contragolpes. Diego, improvisado na esquerda, tinha espaço e até foi ao fundo, mas não conseguiu cruzar. Léo Silva esbarrava na sua própria insuficiência técnica e L. Flávio, sozinho, não conseguia municiar o ataque, ainda que tenha sido o mais lúcido do meio de campo, com lampejos de criatividade.

O Bota sabia que só perderia a vaga se sofresse 4 gols. Esse é o problema, notícia ruim e Botafogo são coisas que se atraem. E não deu outra. Sentamos no resultado e fomos atropelados. Quiñones entrou tabelando, todo mundo olhando e ele tocou fácil no canto de Jefferson: 1x1. 7 minutos, pulguinha na orelha e espasmos da tragédia Argentina em minha mente. 12 minutos. Escanteio, zaga plantada e José Quiñones saltou sozinho e virou o jogo: 2x1 Emelec e alvinegros desesperados, como este, começam a reviver o pesadelo e Monumental de Nuñes. Só faltava eles terem alguém expulso.

O Bota mantinha-se desorganizado e perdido em campo. Ao menos, a pressão esfriou, acho que eles cansaram, pois o Bota ainda cedia espaços e nossa zaga batia cabeça. Não respondemos, mas até que tentamos, mas Juninho não acertou o pé nas faltas. No mais, apenas conseguimos catimbar a peleja e os equatorianos caíam fácil na nossa, embora gostem muito de soltar o sarrafo.

Fim de papo e Bota classificado. Não sabia o que pensar quando vi Estevam desesperado à beira do campo comemorando mais uma derrota alvinegra. Lamentavelmente, ele ratifica a péssima qualidade do elenco. O Bota foi encurralado por um adversário nível série B, mas todos festejaram.

O MELHOR DO JOGO

O gol de André Lima foi crucial, pois nos garantiu a classificação e a chance de um título em 2009. Mas só houve isso de bom em 90 minutos.

A notícia dos gols do jogo entre Náutico e São Paulo era nosso principal motivo de alegria. E comemoramos até com mais intensidade a virada são paulina e a permanência do Timbu na zona aflita da tabela.

Mas o que mais mexeu com a massa alvinegra ontem foi rever, no intervalo, a conquista da Sul-Americana alvinegra, em 93, no maior do mundo. O Bota é o único clube carioca a conquistar um título internacional no Maracanã. E eu estava lá, com o amigo Flávio, num momento alvinegro conturbado, que só não era pior do que este porque o regulamento do nacional não previa rebaixamento naquele ano. O time, nas palavras de Luiz Mendes, era ‘o pior time ruim da história do Botafogo’. E concordo. Mas quando os Deuses vestem a nossa camisa não tem pra ninguém, nem para o Peñarol. Foi um jogo dramático, sofremos gol nos acréscimos e ganhamos nos pênaltis. Foi uma alegria indescritível e uma emoção singular. Botafogo campeão da Copa Conmebol de 1993.

Deus salve o nosso amado Glorioso!


Estevam Soares: nem dá mais para julgar as opções dele. Sem Jônatas, Renato, Thiaguinho e Gabriel não tinha como inventar. Tinha Fahel e Léo Silva para o meio, já que ele não conta com Batista, que fez boas atuações pelo Fogão. Léo Silva é horroroso e Fahel... Não temos muitas opções, mas por que aniquilar o Batista?

Destaques: André Lima e Jefferson;
Jogou bem: Guerreiro e L. Flávio;
Garra: Guerreiro;
Comprometeu: ...;
Irritou: o apagão do 2º tempo;
Desafinou: Victor Simões;
Ninguém viu: Fahel;

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Deus salve nosso amado BOTAFOGO!


Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

Um comentário:

  1. Não tinha mais esperança, mas hoje essa esperança voltou em minhas mãos. Tudo por causa de uma vitória surpreendente do meu amado Botafogo contra o forte Goiás, no Serra Dourada por 3x1 e podia ser 5x1 ou 5x2. Foi à melhor partida do Botafogo e é impressionante como o time joga bem fora de casa.

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