domingo, 16 de agosto de 2009

ESTEVAM ESTREIA E FOGÃO ARRANCA EMPATE NA RAÇA CONTRA O LÍDER PORCO












FOGÃO 1X1 PORCO – 19ª rodada

Gostei da postura alvinegra ontem no Parque Antártica, sobretudo no que diz respeito à pegada e disciplina tática. Passamos a vislumbrar um 2º turno digno das tradições alvinegras, ao menos raça parece que não vai faltar.

Não fosse mais uma vez um erro crasso do juiz e a falta de poder de decisão do ataque, poderíamos ter conquistado a vitória mais inesperada da rodada, e faltou mesmo pouco pra isso.

Nas circunstâncias foi um bom resultado, afinal 8 titulares desfalcaram o Fogão ontem. Contudo, em termos de tabela, não foi bom, pois ainda estamos a apenas 2 pontos da zona maldita, e sabemos que não podemos permitir que o ímã do mal nos puxe para o inferno o qual estivemos há 6 anos.

Estevam já havia observado o Fogão no brasileirão e, certamente, os 3 dias que antecederam ao jogo contra o líder do brasileirão em seu território foram suficientes para que detectasse três problemas que a torcida e a mídia já debatiam, menos Ney Franco: preparação física precária, departamento médico ineficiente e péssima preparação de goleiro. É evidente que ele não tem poder para mudar tudo isso numa só tacada, mas já valeu pela mudança na programação de treinos e condicionamento dos atletas, agora trabalhando duro até a véspera dos jogos, e da boa sacada que foi a contratação do Vagner para melhorar o desempenho dos nossos arqueiros. Mas de nada adiantará tudo isso se não melhorar o material humano disponível para que Estevam tente o milagre de repetir o aproveitamento que teve pelo Barueri. Nem um Fernandinho temos no elenco, é dose!

A diretoria acena com Maurício, revelado pelo Flor e que está no Villarreal da Espanha. É mais uma aposta, quando a presidência diz que precisa acertar o alvo. Mas deixo Estevam ferver sua cuca com esse elenco, pois o que quero mesmo é gozar flamenguista que ficará um bom tempo sem poder sentar, afinal caíram de 4 no Sul. Como vibrei, como é gostoso ver tudo isso ao vivo! Esse nosso 2º time sempre salva o fim de semana.

O JOGO

Não restou alternativa senão truncar o meio de campo e arriscar na boa para surpreender o Verdão em sua casa. Estádio lotado e toda a pressão sobre nós. Sem contar que é contra um paulista que lidera o brasileirão e contra a forte mídia paulista, invariavelmente refletida nas arbitragens tendenciosas para as equipes da terra da garoa. E ontem não foi diferente, fazendo valer o velho axioma alvinegro: “CONTRA TUDO E CONTRA TODOS!”

O esquema de jogo já nos prevenia para o pior: pressão do time da casa e raríssimas chances alvinegras. Mas até que foi diferente em boa parte do jogo, pois a marcação do Bota era eficiente, anulando os principais homens de criação do Porco, a ponto de eles levarem perigo só em bola parada no tempo inicial. E foi nesse tipo de jogo que abrimos o placar. Falta na intermediária e LF centra na área, a zaga se enrola e a redonda se oferece a André Lima, pedindo para ele se redimir com a galera. E ele enche o pé e estufa as redes de Marcos: 1x0 Fogão.

O gol trouxe confiança e tivemos a chance que talvez fosse a bola do jogo: LF recebeu na área e quando preparava o arremate foi derrubado por trás por Pierre. Foi um penal claríssimo e o juiz estava em cima do lance. Era só apontar a marca da cal. E o desgraçado provou que era juiz caseiro e ignorou o pênalti. Tudo contra o Fogão.

E ainda fomos castigados logo em seguida. Dessa vez Cleiton Xavier bateu falta e centrou na marca do pênalti. Do nada surgiu nosso goleiro, vendido e permitindo que Danilo cabeceasse para o gol vazio. 1x1. Se Flavio ficasse no gol a bola iria em cima dele. Fácil, extremamente fácil. E mais nada ocorreu no tempo inicial.

No 2º tempo o Fogão partiu com tudo, como se estivesse no Engenhão e criou duas chances claras de gol: Batista deixou André Lima na cara de Marcos, e ele até tentou tirar do goleiro, mas a bola resvalou em sua perna esquerda. Na cobrança de escanteio, Danilo cabeceou para traz e quase fez contra, mas Marcos espalmou. No rebote Fahel isola na pequena área. Como o ‘elogiei’ com todas as palavras feias possíveis. A partir daí defendemos o resultado até o fim. O time foi cansando, Fahel fazendo faltas tolas perto da área, e o Bota não conseguia mais contragolpear o adversário. Diego Souza arrancou livre do meio de campo, berrei para que nosso goleiro saísse do gol, e ele ficou plantado. Diego Souza ainda poderia tocar para seu companheiro ao lado, livrinho da silva, mas ele atrasou para nosso goleiro. Ufa, obrigado Diego Souza!

Depois disso Estevam tentou fazer funcionar o contra-ataque, quando veio de Laio na vaga de Jônatas. Mas Laio foi inoperante ontem, talvez porque nosso meio de campo já não se aproximasse mais do ataque. Talvez porque André Lima passou a ajudar na defesa. Talvez porque tenhamos feito um esforço sobrenatural para impedir que a bola rondasse por muito tempo nosso caldeirão. Talvez por outros fatores, o fato é que dada nossa limitação, com 8 desfalques, conseguimos segurar o Palmeiras em sua casa, quando a maioria esperava perder de pouco. E valeu pela raça até o fim, pois mesmo com 4’ de acréscimos, ontem não demos mole no minutos finais.

Estou na expectativa para ver como esse novo Fogão vai se comportar diante de sua torcida no mais moderno do Brasil. Ainda não sabemos com quem podermos contar da turma do chinelo. Mas é certo que Alessandro e Simões retornam. Renato talvez. E LF é mais um desfalque, pois recebeu o 3º amarelo. Estevam terá mais uma vez que improvisar, é jogo de 6 pontos, e só a vitória interessa. Te espero lá na Leste inferior para engatar a quinta no brasileirão. Sorte para o nosso Fogão!

Estevam Soares: se fosse de peito aberto com o que tinha disponível o Fogão seria goleado. Bloqueou o meio de campo e praticamente anulou as jogadas do Porco. E ainda quase venceu o jogo, mas o juiz e Andre Lima não permitiram;

Destaques: André Lima;
Jogou bem: Guerreiro, Batista, Juninho e Eduardo;
Garra: Guerreiro;
Comprometeu: Flávio até fez duas boas defesas, mas falhou feio no empate do Porco;
Irritou: FAEHL. O cara conseguiu perder um gol na pequena área e cometeu faltas idiotas na frente da nossa área. Fiquei mais irritado com ele do que o pênalti não marcado e o gol perdido por André Lima;
Desafinou: Jônatas e Léo Silva;
Ninguém viu: Laio;

EU ESCALO

Quarta-feira, às 19h30, é no Engenhão contra o Santo André. Só sei que LF tá suspenso pelo 3º amarelo. Boa parte ainda depende do Dpto Médico. Eu Escalo: Castillo (Flávio), Eduardo, Juninho e Wellington; Alessandro, Batista, Renato (Léo Silva), Thiaguinho e Michael (Rodrigo Dantas); Victor Simões e André Lima;

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”


Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

AGORA VAI...













Olá esperançosos alvinegros,

O pensamento que tomou conta de todos nós nesta semana é de expectativa e concomitantemente muita confiança.

Espero que a bateria de protestos exposta aqui na última crônica tenha se esgotado e que de agora em diante possamos apenas comemorar as vitórias e lamentar as poucas derrotas que, acreditamos, o destino ainda nos reservará.

Batemos sim, protestamos, gritamos, nos fizemos ouvir. Afinal somos Botafogo até morrer! E ninguém vai morrer agora né. E a diretoria tomou atitude. Não sei se comemoro a boa sacada que foi o Estevam Soares ou se solto fogos pelas saídas de Tony e Jean Coral. Enfim, tivemos o que comemorar, mesmo quando não jogamos.

Diante das circunstâncias, o nome do novo treinador caiu como uma luva neste momento conturbado do Glorioso, sobretudo pela falta de opções no mercado para a realidade alvinegra. Treinador jovem, cheio de gás e em busca do seu espaço no território nacional. E o que é melhor, tem a aceitação e respeito do grupo. Quer mais ainda? Se faz presente à beira do campo, e não na beira do caos, com era o antecessor. Tem fibra, é enérgico, e se repetir aqui o que fez no Barueri teremos um natal feliz. Só não vou acreditar em Libertadores pela limitação desse elenco.

Antes que alguns digam para eu voltar a pisar em terra firme, só quero ratificar meu apoio ao Fogão e por mais que os fatos me levem ao pessimismo, eu sempre acredito, pois nosso lema sempre foi ‘CONTRA TUDO E CONTRA TODOS!’

O desafio talvez seja o maior até aqui no brasileirão: vencer o ‘Porco’, líder da competição, no Parque Antarctica e com 8 desfalques. Por incrível que pareça, mesmo assim ainda acredito. E ainda dou motivos:

- Quem não se lembra de que já vencemos o flamengo de Romário e Sávio jogando com 11 reservas e os eliminamos da taça GB de 97?!;

- Que conseguimos ser campeões da Conmebol em 93 com o pior time ruim da história do Botafogo (definição de Luiz Mendes);

- Que somos os recordistas de jogos invictos (52) no Brasil e impedimos o flamengo de nos ultrapassar;

- Que conseguimos sair da série B no tempo em que só subiam dois times, e lá estavam Palmeiras, Portuguesa, Sport e Náutico e nosso time era bem pior do que o atual, mas tinha raça;

- Que o Botafogo é o time mais surpreendente do Brasil, perde quando é barbada e ganha quando nem seus jogadores acreditam;

- Que o Botafogo é diferente por tudo isso, aliás, por simplesmente ser BOTAFOGO já basta para acreditar;

Competência e sorte para o nosso Fogão amanhã!

"E hás de ser
Nosso imenso prazer
Tradições,
Aos milhões tens também
Tu és o Glorioso
Não podes perder,
Perder pra ninguém...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

sábado, 8 de agosto de 2009

FOGÃO PEDE PARA PERDER E É ATENDIDO















ANDRÉ LIMA: O ANTI-HERÓI ALVINEGRO

FOGÃO 0X1 ATLÉTICO PR - 18ª rodada

Protesto contra a apatia e falta de preparo físico do Botafogo ao longo desse campeonato. O time só consegue correr um tempo, e sempre puxa o freio de mão no 2º tempo. Até quando?;

Protesto contra a falta de compromisso e transparência da nova diretoria. Não há comando e as contratações do Fogão parecem negociatas. Ou alguém consegue explicar a contratação de Tony quando Kieza fora insistentemente oferecido. Parece que o velho jabá continua atualíssimo na direção do futebol alvinegro;

Protesto contra a zaga alvinegra. Juninho dessa vez não atuou, e o posicionamento errado permanece. Zagueiros lentos e mal treinados. Wellington não é muito diferente do Emerson. Parece de fato aprendiz de Renato Silva, mas é pior. Nunca pensei que um dia poderia lamentar a ausência do D2, mas todos os zagueiros alvinegros são piores do que ele. Inacreditável, mas Wellington, no lance do gol em impedimento do Furacão, marcava o atacante paranaense em sua frente, a bola foi em sua direção, e ele permitiu que a redonda passasse por ele sem esboçar qualquer reação. Inadmissível!

Protesto contra Eduardo, que outra vez jogou muito mal, errou tudo, e parece ter voltado às noitadas;

Protesto contra Alessandro, que se poupou por todo o 1º tempo. Até correu no tempo final, mas objetividade zero;

Protesto contra Batista, que não foi ala nem meia. Aliás, ele não foi nada hoje;

Protesto contra Jônatas, que tentou, mas seu preparo físico é de um jogador de 45 anos. Não consegue acompanhar ninguém e caiu sozinho pelo menos umas 5 vezes. Que lástima!

Protesto contra Fahel, mesmo sendo infrutífero esse pleito, mas Fahel definitivamente é um zero à esquerda, sem ofensas ao numeral;

Protesto contra Lúcio Flávio, pois no momento em que o time mais precisa de alguém experiente para organizar a equipe, ele simplesmente se omite, e nos deixa a ver navios. Ontem, se tivesse pulso firme e personalidade, não deixaria ninguém tomar a bola de sua mão para cobrar uma penalidade onde ele é o batedor oficial. Parece que mais uma vez se omitiu;

Protesto contra Renato Soneca, que nunca jogou nada até hoje e tem gente que o acha imprescindível nesse meio de campo;

Protesto contra Victor Simões, pela insuficiência técnica e incapacidade de concluir a gol. Perder gol na pequena área sem goleiro é para pedir pra sair. E isso já aconteceu várias vezes neste ano. Atacante que não cria e não faz gol... Bota pra vender! Pago R$ 0,01 e que troco;

Protesto contra André Lima, o anti-herói alvinegro. Demonstrou total egoísmo ao não permitir a cobrança de pênalti pelo LF. Só pensou nele e não no time, que luta contra o rebaixamento. Era jogo de 6 pontos. Ele ainda conseguiu perder dois gols feitos no mesmo lance. Incrível, pois ele ainda diz que é botafoguense;

Protesto contra Léo Silva. Entrou no 2º tempo e parecia cansado com menos de 20 minutos em campo. Isso além da insuficiência técnica e incapacidade de marcação;

Protesto contra quem contratou o goleiro reserva da Cabofriense. Nosso reserva imediato nunca jogou em time grande e jamais sentiu pressão de verdade. Só pode ser brincadeira né;

Protesto contra o fraquíssimo elenco alvinegro, que não respeita a torcida ao passear em campo enquanto o time é humilhado por adversários tecnicamente inferiores, como foi contra o limitado Atlético PR;

Protesto contra Nei Franco que nunca conseguiu nos transformar num time coeso, e metade desse elenco foi sua indicação;

Mais uma vez a torcida saiu do estádio com nariz de palhaço, e muito preocupada com o futuro, pois voltamos a figurar dentre os possíveis rebaixados de 2009. Tem toda razão na definição desse Botafogo: “TIME DE MERDA!”

Perdoem-me, mas não consigo falar o que foi o jogo. Quem viu ou quem ouviu sabe. Foi pura INCOMPETÊNCIA ALVINEGRA!

NÃO PROTESTO contra esse sentimento de amor, paixão e ódio que nutro por esse clube. O ódio sempre é transformado em paixão, e por este motivo, a cada dia que vivo, te amo sempre mais. Meu sentimento nunca vai parar, eu nunca vou te abandonar, pois serás sempre meu imenso prazer, tu és e serás eternamente meu glorioso BOTAFOGO!

EU ESCALO

Sábado, às 18h30, é no Parque Antártica, contra o Porco. Victor Simões está suspenso, graças a Deus, e Juninho retorna. Michael e Reinaldo também. Eu Escalo: Castillo, Eduardo, Juninho e Wellington; Alessandro, Guerreiro, Batista, Renato, Lúcio Flávio e Michael; Reinaldo e André Lima;

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

FOGÃO NÃO RESISTE AO SÃO PAULO NO MORUMBI



FOGÃO 1X3 SÃO PAULO – 17ª rodada

Dessa vez não teve gol nos acréscimos, nem a favor nem contra. Até parecia que repetiríamos o jogo contra o Galo. Até parecia que chegaríamos ao final do jogo em vantagem. Até parecia que LF finalmente jogaria bem uma partida inteira. Até parecia que seríamos um time por 90 minutos. Infelizmente ontem era Mandrake. Ou ‘denorex’, aquilo que parece, mas não é.

O início do Fogão foi parecido com quem aspira o G4. Compacto, firme no meio de campo e atacando em bloco. Sim, pois Renato, Batista e LF se aproximavam de Victor Simões. O São Paulo sentiu-se surpreendido e não achava seu jogo, dado o congestionamento do meio de campo e até mesmo o fato de o Bota chegar à frente com mais jogadores, embora com apenas um atacante de ofício.

Antes do bonito gol de LF, o Bota já havia desperdiçado dois, com Simões. Renato estava bem e dava até arrancadas do meio de campo. O gol surgiu num enfiada de bola Michael no meio da zaga que achou LF livre na entrada da área. Ele virou e soltou a bomba. Golaço! Bola no canto esquerdo de Denis. 1x0 Fogão.

Depois do gol Renato sentiu o esforço, isso com apenas 20 minutos de jogo. Sua saída fez Ney Franco apostar em Jean Coral para puxar os contragolpes com Simões. Seria até boa idéia se fosse outro atacante, mas Jean Coral definitivamente não. O cara é fraquíssimo e até hoje questionamos sua contratação, como também do Emerson, Tony, Fahel etc. O fato é que fomos perdendo consistência e logo o São Paulo provou o que é um clube bem estruturado. Simples assim, pois a ótima gestão reflete no campo, e eles sim possuem uma equipe estruturada, que sabe defender como ninguém o resultado. Por isso seria fundamental não errar e permitir a vantagem deles. Mas isso é impossível para esse Botafogo. Cometemos dois erros fatais no final do 1º tempo.

Washington ganha de Juninho e acha Hugo na marca do pênalti. Castillo sai errado e o derruba. Gritei palavras de elogios à zaga e ao goleiro uruguaio. Jorge Vagner cobrou no canto direito, sem defesa. 1x1. O gol desestabiliza o alvinegro, que ainda não tem maturidade para galgar andares superiores, e começa o festival de lambanças de Eduardo. Ele disputa a bola com André Dias de costas, perde o lance e desiste da jogada pedindo toque de mão, que não houve. André Dias entra na área e encontra Washington livre para tocar na saída de Castillo. 2x1 aos 45’. Ducha de água fria e a realidade bate à porta do Fogão.

Sinceramente, torcedor apaixonado como nós sempre se lembra de Tom Hanks e fica ‘À espera de um milagre’. E só um milagre mudaria o panorama ontem. Voltamos muito mal para o tempo final e o São Paulo fez aquilo que o consagrou como tricampeão brasileiro: marcação forte no meio e saída nos contra-ataques. Como o Bota era inoperante no ataque e deixava crateras em sua frágil defesa, era questão de tempo o 3º gol, que saiu em outro vacilo de Eduardo, que perdeu a disputa com Borges. Dagoberto apareceu entre Juninho e Wellington. Castillo foi fazer não sei o quê na risca da grande área. Dagoberto só tocou. Fácil coma roubar doce da boca da criança: 3x1 e fatura liquidada aos 26’ do 2º tempo. Nesse momento Ney já sacara Wellington e veio de Túlio Souza e Michael por Léo Silva. É evidente que nada poderíamos esperar dessas substituições. Resumindo, fiquei rezando para acabar logo antes de vir o 4º gol, que amadureceu com Borges e com Hernanes, que chegou a acertar o poste de Castillo. Ufa! Fim de papo. A torcida acordou, se é que ela chegou de fato a sonhar. Continuamos nossa luta e ainda faltam 28 pontos. É obrigação vencer o Furacão sábado, às 18h30, no mais bonito do Brasil. Nosso matador volta e com ele em campo tudo pode acontecer, Barueri que o diga. O elenco é esse, nem adianta reclamar agora, vamos apoiar sempre o Fogão, pois tem times piores, graças a Deus.

Nei Franco: com o elenco que tem até compreendo a escalação de ontem. Jogar de peito aberto com o São Paulo é pedir para ser goleado, no nosso caso. O esquema dava certo, e os erros individuais foram preponderantes. Depois da virada são-paulina se perdeu junto com o time;

Destaques: ...?!?
Jogou bem: Guerreiro, Batista e Lúcio Flavio;
Garra: Guerreiro;
Comprometeu: Juninho não interceptou a jogada de Washington no 1º gol, não marcou Washington no 2º gol e esteve sempre mal colocado. Eduardo foi um horror e lembrou o velho peladeiro, displicente e irresponsável. Apático no jogo.
Irritou: Juninho, Eduardo e Wellington. No começo o chamava de aprendiz de Renato Silva, mas ontem vi que Renato Silva é menos ruim;
Desafinou: Castillo, a defesa no 1º tempo e o time inteiro no tempo final;
Ninguém viu: Túlio Souza e Jean Coral;

EU ESCALO

Sábado às 18h30, é jogo de 6 pontos no Engenhão. É obrigação vencer o Atlético paranaense em casa. Renato e Michael são dúvidas, Juninho suspenso pelo 3º amarelo, e Reinaldo ainda não deve jogar. Eu Escalo: Castillo, Eduardo, Wellington e Guerreiro; Alessandro, Batista, Renato (Jônatas), Flávio e Michael (Thiaguinho); Victor Simões e André Lima;

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

domingo, 2 de agosto de 2009

FOGÃO USA VENENO DOS MINUTOS FINAIS A FAVOR E LEVA GALERA AO DELÍRIO






















FOGÃO 2X1 BARUERI – 16ª rodada

“Haja coração para tanta emoção!” A frase do Garotinho reflete nosso estado de espírito no final dos jogos do Fogão. Em 4 jogos sofremos e nos deprimimos com gols no fim das partidas. Doeu demais. Foram 3 empates e uma derrota cedidos nos minutinhos finais, sempre depois dos 40’ do 2º tempo. E no sábado nosso gol salvador saiu aos 46’ da etapa derradeira. Quer saber? Não tem coisa melhor. É gostoso demais! É uma sensação inexplicável, uma alegria intensa que nos consome por inteiro, e nos faz até esquecer de que jogamos mal. Mas nos outros jogamos bem e não vencemos... sim, o ideal é jogar bem e vencer, mas nesse brasileirão também vale vencer sem jogar bem.

Eu e os mais de 12 mil genuínos alvinegros que compareceram ao mais moderno do Brasil esperávamos uma batalha campal de 90 minutos. E foi. Êta time enjoado esse do Barueri! E olha que eles não recebem há dois meses. Começamos dando a impressão de que mataríamos logo o jogo, com LF arriscando de fora da área duas vezes antes dos 5’ de jogo. Mas logo o Barueri mostrou que é organizado e sabe o que faz em campo. Equilibraram e exigiram duas difíceis defesas de Castillo. Juninho não era incisivo nos chutes de longa distância, mas coube a ele o cruzamento na cabeça de Batista, que testou firme. Renê deu rebote e André Lima mostrou o faro de artilheiro: 1x0 Fogão.

Faltavam 9 minutos para o fim da etapa inicial. E o Barueri achou o seu gol aos 44’. Fernandinho brincou com Guerreiro e rolou para Marcio Careca fuzilar Castillo. 1x1. A velha pulguinha se instala em nossas orelhas: outro gol no final é dose! Mas pelo menos não era no fim do jogo, e sim de uma etapa. Prenúncio então de boa sorte? O tempo final nos diria.

Voltamos apáticos e Ney logo sacou Renato e batista e veio de Reinaldo e Jônatas. Ele improvisou Simões na esquerda, e foi um fiasco. Vaiado, Simões não rendia e a galera não o poupava. Foi a senha para o Barueri dominar o Bota, e não fosse a má pontaria dos atacantes eles liquidavam o jogo. Um chute de Juninho, outro de LF e uma conclusão perigosa de André Lima foram nossos principais momentos no 2º tempo. Muito pouco para quem jogava em casa e queria fazer valer o fator campo. Mas futebol é simples. É bola na rede. E ganha quem põe a bola do lado de dentro do véu da noiva mais vezes. E o destino queria nos presentear. Os Deuses começaram a se redimir com o Fogão. Vai continuar sendo sofrido? Evidente que sim, afinal isso é Botafogo. Mas gol da vitória aos 46’ é tudo. É um júbilo intenso e até agora não saiu da minha memória. Um lance de lucidez de Jônatas e Reinaldo. Bola para o matador André Lima na entrada da área. Ele domina e bate seco, rasteiro, no canto direito de Renê. 2x1 Fogão e uma emoção indescritível toma conta do estádio e da massa alvinegra em todo o Brasil. Abraços incontidos e olhos marejados. Foi apenas uma vitória, que não nos levou para a zona da Libertadores, não nos livrou do G4 maldito, mas foi uma vitória do destino, da sorte, e que esperamos representar a virada alvinegra no Brasileiro.

O amigo Luiz me ligou na hora do gol da vitória. Mal conseguia ouvi-lo e só perguntava quanto tempo faltava. E ele dizia: “40 segundos.” Isso tudo?!? Era o drama dos minutos finais. Felizmente a bola não rondou nossa meta nesses segundos desesperadores, para alívio dos corações saltitantes de todos nós.

Que fique a lição de que 3 atacantes enfraquece o meio de campo e o time não pode oscilar tanto. Fomos mal em quase todos os fundamentos. É melhorar muito para bater o São Paulo no Morumbi. Que os Deuses continuem conosco. E que assim seja!

EU ESCALO

Quarta-feira teremos o São Paulo no Morumbi, às 21h. Perdemos nosso matador, suspenso como 3º amarelo. Vamos de Reinaldo e Simões. Michael já poderá jogar. Eu Escalo: Castillo, Juninho, Wellington e Eduardo; Alessandro, Guerreiro, Renato, Lúcio Flávio e Batista; Victor Simões e Reinaldo;

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

quinta-feira, 30 de julho de 2009

FOGÃO JOGA BEM, MAS CEDE EMPATE NO FIM, OUTRA VEZ



















FOGÃO 2X2 COXA – 15ª rodada

Olá alvinegros de coração,

Findada a partida de ontem fiquei me perguntando: o quê o Fogão tem de fazer para segurar resultado? Nos últimos seis jogos, pelo menos em três deixamos a vitória escapar após sair na frente. Contra Fla e Coritiba então cedemos empate aos 44’ do 2º tempo. O problema foi o velho cochilo ou não matar o jogo na hora de desespero do adversário? E concluí que os dois fatores foram preponderantes. E digo mais: que tal um tratamento intensivo vendo vários jogos de times argentinos? Vocês vêem time argentino cedendo empate no fim? Eles são pragmáticos na arte de segurar o placar. Quando querem mesmo, a bola não rola mais, só fica em poder deles e as faltas e a velha catimba irritam o oponente. E todos se transformam em zagueiros quando são atacados, e jamais dão a liberdade que o Fogão ofereceu no gol de empate do Coxa.

Mais um jogo em que atuamos bem coletivamente. Ah, com uma ressalva importante: o maestro estreou no Fogão. Lúcio Flávio criou jogadas perigosas e ainda apareceu em condições de finalizar. E finalizou. Parecia que tinha tomado algum chá desconhecido, pois nunca o vi tão ligado no jogo. Com a volta de LF voltaremos a ter meio de campo, e jogar bem será conseqüência. Mas, e a regularidade? 80% das forças desse campeonato se equivalem, e enquanto não aprendermos a mandar bola pro mato visto que o jogo é de campeonato, perderemos pontos importantes como os de ontem. Nesses seis jogos, foram seis pontos dados. O Fogão teria agora 22 pontos com um jogo a menos. Brigaria pela Libertadores já.

O JOGO

O frio de Curitiba não foi o suficiente para esfriar o Fogão. O time entrou ligado e logo viu que teria trabalho para furar o bloqueio paranaense. O Coritiba tem uma pegada forte, mas é indisciplinado e tal qual o Fogão, erra passes em demasia, aliás, é o que mais pecou nesse fundamento. Assim, só com paciência e movimentação para furar o ferrolho. E assim fizemos. Renato e Batista quase abriram o marcador no início. O Coxa respondeu com um chutaço de Rodrigo Heffner que Castillo espalmou. Depois o Bota tomou conta do jogo. O gol era questão de tempo e de capricho. E saiu aos 32’. LF cobrou escanteio, a zaga cortou para trás e Victor Simões testou entre o goleiro e a trave, com a colaboração de Vanderlei. 1x0 Fogão.

O Coritiba criou sua melhor chance no tempo inicial com Carlinhos Paraíba, que jogaria fácil no Fogão. Ele acertou um chute rasteiro que triscou a trave de Castillo. LF achou André Lima, que devolveu para LF, e este bateu rasteirinho. Vanderlei tirou com as pontas dos dedos. Essa jogada demonstrava a supremacia e melhor futebol alvinegro, com LF no jogo e atuando como maestro. Quem destoava era Renato.

ANDRÉ LIMA DESPERDIÇA CHANCES DE OURO E BOTA É CASTIGADO

No 2º tempo o Coxa avançou o time e passou a jogar no nosso campo. Por alguns minutos cedemos à pressão. Ao mesmo tempo, os espaços surgiam. Juninho disparou seu míssil, Vanderlei deu rebote, mas recuperou-se nos pés de Simões. Em seguida uma bela arrancada de LF, tive de esperar o replay para ter certeza de que era mesmo ele que, em velocidade, ganhou de dois defensores, foi ao fundo e centrou nos pés de André Lima. Ele e o goleiro. Mas André se enrolou todo e perdeu o ângulo. Rolou para Batista chutar fraco e Jaílton salvou em cima da linha. Era para matar o jogo. Em seguida André Lima recebe na marca da cal e bate fraco. Vanderlei defende com dificuldade.

O ditado é antigo, mas sempre atual para o Fogão: “Quem não faz leva.” E mais uma vez a zaga fez a linha burra. E sem impedimento Bruno Batata recebeu livre e bateu na saída atabalhoada de Castillo. 1x1. Por alguns instantes sentimos o gol, e o Coxa quase desempata num rebote de Castillo, que na sequência divide a bola com Marco Aurélio. Vuaden considerou lance normal. Na sequência Victor Simões entrou livre, mas tentou cavar um pênalti. O Fogão se recompôs, equilibrou a parada e finalmente acertou uma jogada. E deu samba. Após rebote do goleiro, Batista foi ao fundo e cruzou com perfeição na cabeça de Renato. Ele acordou e testou sem defesa para o goleiro: 2x1 Fogão.

Ufa! Vibrei, saltei e quis acreditar que dessa vez o Fogão não daria mole no final. Ora, faltavam só 7 minutinhos. Passei a atuar como zagueiro, tirando tudo que vinha pra nossa área. Mas não esperava que Juninho fosse com o corpo mole perder a principal bola do Coxa nos minutos finais. Leozinho cruzou, Bruno Batata errou o domínio e Wellington escorregou. Marco Aurélio encheu o pé e decretou o empate. 2x2. Não resisti e proferi palavras impublicáveis: “d8*¨%$@*$((¨&!%¨_(&¨%$#$ ". De novo não! Bradei várias vezes, mas ninguém me ouvia. E ainda quase sofremos a virada. Falta na direita, cruzamento, ninguém marca ninguém e a bola bate na trave de Castillo. Fim de papo e mais um empate com gosto amargo. Se eu fosse o presidente, antes de cada jogo, na preleção, teipe de jogo argentino para o grupo aprender a matar o jogo ou segurar resultado nos minutos finais.

Após alguns minutos, refleti e vi que esse Fogão merece sim apoio do torcedor. Mesmo com esses vacilos, o time mostra agora que tem condições de fazer um campeonato digno, e se mantiver esse padrão, pode até sonhar com Libertadores. Êpa, êpa, êpa, tudo bem já acordei, somos o 16º colocado, o primeiro fora da zona crítica. Então é somar pontos, e sábado teremos de fazer nosso dever de casa. Ontem o PAC alvinegro só subiu um ponto. Quero a mesma atuação do jogo contra o Inter, com menos vacilo da zaga. Acredito num ótimo jogo do Fogão, e venceremos bem dessa vez. Te espero lá no Engenhão, sábado, às 18h30, em meio aos 13 mil alvinegros ávidos pela 4ª vitória do Fogão.

Nei Franco: o Bota teve mais volume de jogo, finalizou mais que o adversário, desarmou 29 vezes contra apenas 5 do Coxa e teve mais pegada. Ainda assim não soube ganhar o jogo. Ney precisa fazer o time se multiplicar na marcação no fim dos jogos quando estiver em vantagem. Pelo menos nessa hora tem de fazer valer a lei de time pequeno: posse de bola no ataque ou brecar o jogo na nossa intermediária. É lição de times sul-americanos, e ele precisa engajar-se nesse contexto já;

Destaques: ontem falou mais alto o coletivo;
Jogou bem: Guerreiro, Alessandro, Batista, Eduardo, Victor Simões e Lúcio Flavio;
Garra: Guerreiro;
Comprometeu: Entendi que Castillo precipitou-se no 1º gol e Juninho jamais deveria perder a disputa ombro a ombro no 2º gol deles. É primário: zagueiro quando sai da área deixa uma lacuna, por isso deve ganhar o lance ou fazer a falta;
Irritou: os dois gols que cedemos para o Coritiba foram erros primários e constantes do Fogão no brasileirão;
Desafinou: André Lima (até participou bem do jogo, mas teve chances de matar o jogo, e não o fez);
Ninguém viu: Reinaldo;

EU ESCALO

Sábado é dia de jogar bem 90 minutos. É abrir logo 3x0 para acalmar a torcida. Não agüento mais! Vou ao jogo sem levar calmante. Eu Escalo: Castillo, Juninho, Wellington e Eduardo; Alessandro, Guerreiro, Renato, Lúcio Flávio e Batista; Victor Simões e André Lima;

“Na estrada dos louros, num facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

segunda-feira, 27 de julho de 2009

FOGÃO DÁ SUSTO, MAS VENCE E SAI DA DEGOLA
















FOGÃO 3X2 INTER – 14ª rodada

Olá aliviados alvinegros,

O nome do jogo, além de Juninho, foi... ALESSANDRO. Provavelmente alguns dirão que tem caroço nesse angu. Quem não viu o jogo dirá que sou fã do lateral cabeçudo ou que me iludi com o gol marcado por ele. O fato é que Alessandro foi um típico lateral, ou ala. Defendeu e atacou bem. E isso, dada as circunstâncias, é um feito nesse elenco atual do Fogão.

No contexto, o time foi bem. Mas falta ainda a regularidade. Não pode num campeonato brasileiro, onde praticamente todas as forças se equivalem, sofrer apagão de 25 minutos. Ainda mais contra um time veloz como o colorado, ainda que sem o ótimo Nilmar.

Valeu pelo poder de reação e pelo apoio da torcida. Ela esteve com o time o tempo todo. Viu como é bom procurar jogar bem? O torcedor não é bobo, ele é o espelho do que o time faz em campo. É assim que o Fogão trará sua apaixonada torcida de volta. Vence o Coritiba no meio de semana e teremos 20 mil no Engenhão, no sábado, contra o Barueri.

É bom respirar aliviado fora da degola. Melhor ainda, é saber que agora vamos ao Engenhão sabendo o que o time pode render, até onde pode chegar e que esse time tem poder de reação, tem sangue na veia e não é tão ruim quanto dizem ou quanto pensávamos. É como sempre cobramos: concentração, garra e respeito ao torcedor. Só pedimos isso, e só isso eles fizeram no sábado. E já estamos assim, orgulhosos e exibindo novamente o manto com o prazer de ser alvinegro.

O JOGO


O Inter chegou ao Engenhão como 3º colocado e o Fogão na zona de rebaixamento. Nem por isso pode-se dizer que há favorito no brasileirão. Pela postura em campo no 1º tempo, parecia que a posição dos clubes era inversa. O Fogão tomou conta do jogo de tal forma que era questão de tempo inaugurar a contagem e quiçá definir o jogo. Time compacto e agressivo. Alessandro, Simões, André Lima e Batista envolviam os gaúchos. Guerreiro colava em D’Alessandro e o Inter não assustava, pelo contrário. O Fogão pressionava. André Lima, de peito serviu a Batista na entrada da área, mas a bola passou rente à trave. Aos 9’ Juninho mandou o 1º míssil e Michel Alves sentiu que a bola ferve. Escanteio e na cobrança de LF, Simões pega a sobra na direita e cruza. A bola cruza toda a área e encontra Wellington na pequena área. Ele passaria da bola, mas enverga o corpo, não quebra, e toca para fazer justiça: 1x0 Fogão aos 10’.

A torcida ainda comemorava quando LF cobrou escanteio, Renato subiu e a bola se ofereceu na pequena área. Só que tinha atacante ligado, era André Lima, que se joga de encontro à redonda e a põe na forquilha. 2x0 Fogão e delírio no Engenhão.



A torcida estava com saudade do matador: Ah, é André Lima!

Prenúncio de goleada e torcida relaxada, sobretudo feliz com a boa atuação do Fogão. Era só acreditar e caprichar que o 3º era questão de tempo. E chances tivemos. Simões arrancou do meio de campo, foi driblando e bateu tirando fininho da trave. Depois Juninho arriscou de falta. Impressionante: a bola estava quase no meio de campo. Mas Juninho encurta distância, solta a bomba e a bola beija o poste esquerdo de Michel. Essa até agora a torcida lamenta, seria golaço e mataria o jogo. Quer mais? Eduardo fez primoroso lançamento para Simões ganhar de Álvaro e tocar na saída do goleiro, mas a bola bateu no peito de Michel e foi pra fora. Ah, Juninho, que jogava até de zagueiro, arriscou de fora da área e passou perto. O Inter chegou só duas vezes.

OUTRA VEZ: APAGÃO, 2 GOLS SOFRIDOS E EMOÇÃO NO FINAL

No tempo derradeiro o Bota puxou o freio de mão. E foi fatal. Logo com um minuto Guerreiro fez ‘strike’ na área e trombou com dois colorados. Era contra o Fogão, então não resta dúvida: pênalti. Andrezinho bateu bem. 2x1. O gol desnorteou o Fogão que tentou o 3º sem organização. Ainda assim o gol do alívio poderia ter vindo novamente dos pés do melhor chutador do Brasil. Em outra falta, Juninho acertou a trave de Michel. O cara tá chutando demais. André Lima quase deixa mais um e depois Wellington tocou para André Lima marcar. Ah, o bandeira deu impedimento inexistente. Em seguida, Leandrão recebeu dentro da área, em posição duvidosa, mas era contra o Fogão e o gol valeu. 2x2. Mas não deixou de ser um vacilo da zaga alvinegra.

Após sofrer o empate quase levamos a virada. Andrezinho lançou Giuliano na cara de Castillo, que foi driblado, mas o arremate foi por cima. Sorte a nossa, pois no lance seguinte Batista foi ao fundo e centrou. Reinaldo desviou e a bola sobrou para Alessandro, que estava no lugar certo, na horta certa, para balançar a rede e levar o Engenhão ao delírio: 3x2 Fogão.

Ufa! Esse gol saiu na hora certa mesmo, pois nesse momento Ney Franco colocara o Fogão com 3 atacantes e estávamos perdendo o meio de campo de novo. Sorte foi que ele enxergou isso e logo veio de Jônatas no lugar de Simões. Faltavam 15 minutos e com o meio recomposto anulamos o Inter e ainda criamos. LF cobrou falta na cabeça de Juninho que por pouco não marcou o 4º. E por fim um lance plástico de Eduardo, que driblou meio time colorado, mas bateu em cima de Michel. No final o alívio, vitória suada e muito mais comemorada. Torcida feliz e vislumbrando um campeonato digno. Sonhando ainda, quem sabe, com uma boa surpresa no final.

O PAC alvinegro entrou em vigor no último sábado. Já deu pra ver que o programa é sério e o time subiu 3 pontos na tabela. 4ª feira é contra o Coxa lá dentro. É ganhar e subir 4 posições.

GUERREIRO RECONHECE QUE BOTA MALTRATA A TORCIDA

-A gente vacilou duas vezes. Parece que para vencer a gente tem sempre que dar sofrimento para o torcedor. Temos que parar com isso. Mas também temos que exaltar nossa vitória e sair feliz pelo resultado – disse Guerreiro.

Nei Franco: finalmente o time começou a encorpar. Só de saber que não veremos Fahel nem Emerson dá até vontade de ir ao estádio. Wellington tem de ser titular sempre. Batista ainda não se adaptou à função, e Renato precisa ser mais ligado, pois não podemos ter dois homens omissos no meio de campo. Mas o fato é que o time agora melhorou, mas ainda longe do que merece as tradições alvinegras;

Destaques: Juninho, Alessandro, André Lima e Eduardo;
Jogou bem: Wellington; Guerreiro e Simões;
Garra: Guerreiro;
Comprometeu: ...;
Irritou: o vacilo do 2º tempo. Quase entregamos o jogo mais fácil do campeonato;
Desafinou: L. Flávio e Renato;
Ninguém viu: Reinaldo;

EU E SCALO
Teremos um jogo difícil quarta-feira, às 19h30 contra o Coxa, em Curitiba. Time completo novamente. Eu Escalo: Castillo, Juninho, Wellington e Eduardo; Alessandro, Guerreiro, Renato, Lúcio Flávio e Batista; Victor Simões e André Lima;

“Na estrada dos louros, num facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”


Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras