quinta-feira, 6 de agosto de 2009

FOGÃO NÃO RESISTE AO SÃO PAULO NO MORUMBI



FOGÃO 1X3 SÃO PAULO – 17ª rodada

Dessa vez não teve gol nos acréscimos, nem a favor nem contra. Até parecia que repetiríamos o jogo contra o Galo. Até parecia que chegaríamos ao final do jogo em vantagem. Até parecia que LF finalmente jogaria bem uma partida inteira. Até parecia que seríamos um time por 90 minutos. Infelizmente ontem era Mandrake. Ou ‘denorex’, aquilo que parece, mas não é.

O início do Fogão foi parecido com quem aspira o G4. Compacto, firme no meio de campo e atacando em bloco. Sim, pois Renato, Batista e LF se aproximavam de Victor Simões. O São Paulo sentiu-se surpreendido e não achava seu jogo, dado o congestionamento do meio de campo e até mesmo o fato de o Bota chegar à frente com mais jogadores, embora com apenas um atacante de ofício.

Antes do bonito gol de LF, o Bota já havia desperdiçado dois, com Simões. Renato estava bem e dava até arrancadas do meio de campo. O gol surgiu num enfiada de bola Michael no meio da zaga que achou LF livre na entrada da área. Ele virou e soltou a bomba. Golaço! Bola no canto esquerdo de Denis. 1x0 Fogão.

Depois do gol Renato sentiu o esforço, isso com apenas 20 minutos de jogo. Sua saída fez Ney Franco apostar em Jean Coral para puxar os contragolpes com Simões. Seria até boa idéia se fosse outro atacante, mas Jean Coral definitivamente não. O cara é fraquíssimo e até hoje questionamos sua contratação, como também do Emerson, Tony, Fahel etc. O fato é que fomos perdendo consistência e logo o São Paulo provou o que é um clube bem estruturado. Simples assim, pois a ótima gestão reflete no campo, e eles sim possuem uma equipe estruturada, que sabe defender como ninguém o resultado. Por isso seria fundamental não errar e permitir a vantagem deles. Mas isso é impossível para esse Botafogo. Cometemos dois erros fatais no final do 1º tempo.

Washington ganha de Juninho e acha Hugo na marca do pênalti. Castillo sai errado e o derruba. Gritei palavras de elogios à zaga e ao goleiro uruguaio. Jorge Vagner cobrou no canto direito, sem defesa. 1x1. O gol desestabiliza o alvinegro, que ainda não tem maturidade para galgar andares superiores, e começa o festival de lambanças de Eduardo. Ele disputa a bola com André Dias de costas, perde o lance e desiste da jogada pedindo toque de mão, que não houve. André Dias entra na área e encontra Washington livre para tocar na saída de Castillo. 2x1 aos 45’. Ducha de água fria e a realidade bate à porta do Fogão.

Sinceramente, torcedor apaixonado como nós sempre se lembra de Tom Hanks e fica ‘À espera de um milagre’. E só um milagre mudaria o panorama ontem. Voltamos muito mal para o tempo final e o São Paulo fez aquilo que o consagrou como tricampeão brasileiro: marcação forte no meio e saída nos contra-ataques. Como o Bota era inoperante no ataque e deixava crateras em sua frágil defesa, era questão de tempo o 3º gol, que saiu em outro vacilo de Eduardo, que perdeu a disputa com Borges. Dagoberto apareceu entre Juninho e Wellington. Castillo foi fazer não sei o quê na risca da grande área. Dagoberto só tocou. Fácil coma roubar doce da boca da criança: 3x1 e fatura liquidada aos 26’ do 2º tempo. Nesse momento Ney já sacara Wellington e veio de Túlio Souza e Michael por Léo Silva. É evidente que nada poderíamos esperar dessas substituições. Resumindo, fiquei rezando para acabar logo antes de vir o 4º gol, que amadureceu com Borges e com Hernanes, que chegou a acertar o poste de Castillo. Ufa! Fim de papo. A torcida acordou, se é que ela chegou de fato a sonhar. Continuamos nossa luta e ainda faltam 28 pontos. É obrigação vencer o Furacão sábado, às 18h30, no mais bonito do Brasil. Nosso matador volta e com ele em campo tudo pode acontecer, Barueri que o diga. O elenco é esse, nem adianta reclamar agora, vamos apoiar sempre o Fogão, pois tem times piores, graças a Deus.

Nei Franco: com o elenco que tem até compreendo a escalação de ontem. Jogar de peito aberto com o São Paulo é pedir para ser goleado, no nosso caso. O esquema dava certo, e os erros individuais foram preponderantes. Depois da virada são-paulina se perdeu junto com o time;

Destaques: ...?!?
Jogou bem: Guerreiro, Batista e Lúcio Flavio;
Garra: Guerreiro;
Comprometeu: Juninho não interceptou a jogada de Washington no 1º gol, não marcou Washington no 2º gol e esteve sempre mal colocado. Eduardo foi um horror e lembrou o velho peladeiro, displicente e irresponsável. Apático no jogo.
Irritou: Juninho, Eduardo e Wellington. No começo o chamava de aprendiz de Renato Silva, mas ontem vi que Renato Silva é menos ruim;
Desafinou: Castillo, a defesa no 1º tempo e o time inteiro no tempo final;
Ninguém viu: Túlio Souza e Jean Coral;

EU ESCALO

Sábado às 18h30, é jogo de 6 pontos no Engenhão. É obrigação vencer o Atlético paranaense em casa. Renato e Michael são dúvidas, Juninho suspenso pelo 3º amarelo, e Reinaldo ainda não deve jogar. Eu Escalo: Castillo, Eduardo, Wellington e Guerreiro; Alessandro, Batista, Renato (Jônatas), Flávio e Michael (Thiaguinho); Victor Simões e André Lima;

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

domingo, 2 de agosto de 2009

FOGÃO USA VENENO DOS MINUTOS FINAIS A FAVOR E LEVA GALERA AO DELÍRIO






















FOGÃO 2X1 BARUERI – 16ª rodada

“Haja coração para tanta emoção!” A frase do Garotinho reflete nosso estado de espírito no final dos jogos do Fogão. Em 4 jogos sofremos e nos deprimimos com gols no fim das partidas. Doeu demais. Foram 3 empates e uma derrota cedidos nos minutinhos finais, sempre depois dos 40’ do 2º tempo. E no sábado nosso gol salvador saiu aos 46’ da etapa derradeira. Quer saber? Não tem coisa melhor. É gostoso demais! É uma sensação inexplicável, uma alegria intensa que nos consome por inteiro, e nos faz até esquecer de que jogamos mal. Mas nos outros jogamos bem e não vencemos... sim, o ideal é jogar bem e vencer, mas nesse brasileirão também vale vencer sem jogar bem.

Eu e os mais de 12 mil genuínos alvinegros que compareceram ao mais moderno do Brasil esperávamos uma batalha campal de 90 minutos. E foi. Êta time enjoado esse do Barueri! E olha que eles não recebem há dois meses. Começamos dando a impressão de que mataríamos logo o jogo, com LF arriscando de fora da área duas vezes antes dos 5’ de jogo. Mas logo o Barueri mostrou que é organizado e sabe o que faz em campo. Equilibraram e exigiram duas difíceis defesas de Castillo. Juninho não era incisivo nos chutes de longa distância, mas coube a ele o cruzamento na cabeça de Batista, que testou firme. Renê deu rebote e André Lima mostrou o faro de artilheiro: 1x0 Fogão.

Faltavam 9 minutos para o fim da etapa inicial. E o Barueri achou o seu gol aos 44’. Fernandinho brincou com Guerreiro e rolou para Marcio Careca fuzilar Castillo. 1x1. A velha pulguinha se instala em nossas orelhas: outro gol no final é dose! Mas pelo menos não era no fim do jogo, e sim de uma etapa. Prenúncio então de boa sorte? O tempo final nos diria.

Voltamos apáticos e Ney logo sacou Renato e batista e veio de Reinaldo e Jônatas. Ele improvisou Simões na esquerda, e foi um fiasco. Vaiado, Simões não rendia e a galera não o poupava. Foi a senha para o Barueri dominar o Bota, e não fosse a má pontaria dos atacantes eles liquidavam o jogo. Um chute de Juninho, outro de LF e uma conclusão perigosa de André Lima foram nossos principais momentos no 2º tempo. Muito pouco para quem jogava em casa e queria fazer valer o fator campo. Mas futebol é simples. É bola na rede. E ganha quem põe a bola do lado de dentro do véu da noiva mais vezes. E o destino queria nos presentear. Os Deuses começaram a se redimir com o Fogão. Vai continuar sendo sofrido? Evidente que sim, afinal isso é Botafogo. Mas gol da vitória aos 46’ é tudo. É um júbilo intenso e até agora não saiu da minha memória. Um lance de lucidez de Jônatas e Reinaldo. Bola para o matador André Lima na entrada da área. Ele domina e bate seco, rasteiro, no canto direito de Renê. 2x1 Fogão e uma emoção indescritível toma conta do estádio e da massa alvinegra em todo o Brasil. Abraços incontidos e olhos marejados. Foi apenas uma vitória, que não nos levou para a zona da Libertadores, não nos livrou do G4 maldito, mas foi uma vitória do destino, da sorte, e que esperamos representar a virada alvinegra no Brasileiro.

O amigo Luiz me ligou na hora do gol da vitória. Mal conseguia ouvi-lo e só perguntava quanto tempo faltava. E ele dizia: “40 segundos.” Isso tudo?!? Era o drama dos minutos finais. Felizmente a bola não rondou nossa meta nesses segundos desesperadores, para alívio dos corações saltitantes de todos nós.

Que fique a lição de que 3 atacantes enfraquece o meio de campo e o time não pode oscilar tanto. Fomos mal em quase todos os fundamentos. É melhorar muito para bater o São Paulo no Morumbi. Que os Deuses continuem conosco. E que assim seja!

EU ESCALO

Quarta-feira teremos o São Paulo no Morumbi, às 21h. Perdemos nosso matador, suspenso como 3º amarelo. Vamos de Reinaldo e Simões. Michael já poderá jogar. Eu Escalo: Castillo, Juninho, Wellington e Eduardo; Alessandro, Guerreiro, Renato, Lúcio Flávio e Batista; Victor Simões e Reinaldo;

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

quinta-feira, 30 de julho de 2009

FOGÃO JOGA BEM, MAS CEDE EMPATE NO FIM, OUTRA VEZ



















FOGÃO 2X2 COXA – 15ª rodada

Olá alvinegros de coração,

Findada a partida de ontem fiquei me perguntando: o quê o Fogão tem de fazer para segurar resultado? Nos últimos seis jogos, pelo menos em três deixamos a vitória escapar após sair na frente. Contra Fla e Coritiba então cedemos empate aos 44’ do 2º tempo. O problema foi o velho cochilo ou não matar o jogo na hora de desespero do adversário? E concluí que os dois fatores foram preponderantes. E digo mais: que tal um tratamento intensivo vendo vários jogos de times argentinos? Vocês vêem time argentino cedendo empate no fim? Eles são pragmáticos na arte de segurar o placar. Quando querem mesmo, a bola não rola mais, só fica em poder deles e as faltas e a velha catimba irritam o oponente. E todos se transformam em zagueiros quando são atacados, e jamais dão a liberdade que o Fogão ofereceu no gol de empate do Coxa.

Mais um jogo em que atuamos bem coletivamente. Ah, com uma ressalva importante: o maestro estreou no Fogão. Lúcio Flávio criou jogadas perigosas e ainda apareceu em condições de finalizar. E finalizou. Parecia que tinha tomado algum chá desconhecido, pois nunca o vi tão ligado no jogo. Com a volta de LF voltaremos a ter meio de campo, e jogar bem será conseqüência. Mas, e a regularidade? 80% das forças desse campeonato se equivalem, e enquanto não aprendermos a mandar bola pro mato visto que o jogo é de campeonato, perderemos pontos importantes como os de ontem. Nesses seis jogos, foram seis pontos dados. O Fogão teria agora 22 pontos com um jogo a menos. Brigaria pela Libertadores já.

O JOGO

O frio de Curitiba não foi o suficiente para esfriar o Fogão. O time entrou ligado e logo viu que teria trabalho para furar o bloqueio paranaense. O Coritiba tem uma pegada forte, mas é indisciplinado e tal qual o Fogão, erra passes em demasia, aliás, é o que mais pecou nesse fundamento. Assim, só com paciência e movimentação para furar o ferrolho. E assim fizemos. Renato e Batista quase abriram o marcador no início. O Coxa respondeu com um chutaço de Rodrigo Heffner que Castillo espalmou. Depois o Bota tomou conta do jogo. O gol era questão de tempo e de capricho. E saiu aos 32’. LF cobrou escanteio, a zaga cortou para trás e Victor Simões testou entre o goleiro e a trave, com a colaboração de Vanderlei. 1x0 Fogão.

O Coritiba criou sua melhor chance no tempo inicial com Carlinhos Paraíba, que jogaria fácil no Fogão. Ele acertou um chute rasteiro que triscou a trave de Castillo. LF achou André Lima, que devolveu para LF, e este bateu rasteirinho. Vanderlei tirou com as pontas dos dedos. Essa jogada demonstrava a supremacia e melhor futebol alvinegro, com LF no jogo e atuando como maestro. Quem destoava era Renato.

ANDRÉ LIMA DESPERDIÇA CHANCES DE OURO E BOTA É CASTIGADO

No 2º tempo o Coxa avançou o time e passou a jogar no nosso campo. Por alguns minutos cedemos à pressão. Ao mesmo tempo, os espaços surgiam. Juninho disparou seu míssil, Vanderlei deu rebote, mas recuperou-se nos pés de Simões. Em seguida uma bela arrancada de LF, tive de esperar o replay para ter certeza de que era mesmo ele que, em velocidade, ganhou de dois defensores, foi ao fundo e centrou nos pés de André Lima. Ele e o goleiro. Mas André se enrolou todo e perdeu o ângulo. Rolou para Batista chutar fraco e Jaílton salvou em cima da linha. Era para matar o jogo. Em seguida André Lima recebe na marca da cal e bate fraco. Vanderlei defende com dificuldade.

O ditado é antigo, mas sempre atual para o Fogão: “Quem não faz leva.” E mais uma vez a zaga fez a linha burra. E sem impedimento Bruno Batata recebeu livre e bateu na saída atabalhoada de Castillo. 1x1. Por alguns instantes sentimos o gol, e o Coxa quase desempata num rebote de Castillo, que na sequência divide a bola com Marco Aurélio. Vuaden considerou lance normal. Na sequência Victor Simões entrou livre, mas tentou cavar um pênalti. O Fogão se recompôs, equilibrou a parada e finalmente acertou uma jogada. E deu samba. Após rebote do goleiro, Batista foi ao fundo e cruzou com perfeição na cabeça de Renato. Ele acordou e testou sem defesa para o goleiro: 2x1 Fogão.

Ufa! Vibrei, saltei e quis acreditar que dessa vez o Fogão não daria mole no final. Ora, faltavam só 7 minutinhos. Passei a atuar como zagueiro, tirando tudo que vinha pra nossa área. Mas não esperava que Juninho fosse com o corpo mole perder a principal bola do Coxa nos minutos finais. Leozinho cruzou, Bruno Batata errou o domínio e Wellington escorregou. Marco Aurélio encheu o pé e decretou o empate. 2x2. Não resisti e proferi palavras impublicáveis: “d8*¨%$@*$((¨&!%¨_(&¨%$#$ ". De novo não! Bradei várias vezes, mas ninguém me ouvia. E ainda quase sofremos a virada. Falta na direita, cruzamento, ninguém marca ninguém e a bola bate na trave de Castillo. Fim de papo e mais um empate com gosto amargo. Se eu fosse o presidente, antes de cada jogo, na preleção, teipe de jogo argentino para o grupo aprender a matar o jogo ou segurar resultado nos minutos finais.

Após alguns minutos, refleti e vi que esse Fogão merece sim apoio do torcedor. Mesmo com esses vacilos, o time mostra agora que tem condições de fazer um campeonato digno, e se mantiver esse padrão, pode até sonhar com Libertadores. Êpa, êpa, êpa, tudo bem já acordei, somos o 16º colocado, o primeiro fora da zona crítica. Então é somar pontos, e sábado teremos de fazer nosso dever de casa. Ontem o PAC alvinegro só subiu um ponto. Quero a mesma atuação do jogo contra o Inter, com menos vacilo da zaga. Acredito num ótimo jogo do Fogão, e venceremos bem dessa vez. Te espero lá no Engenhão, sábado, às 18h30, em meio aos 13 mil alvinegros ávidos pela 4ª vitória do Fogão.

Nei Franco: o Bota teve mais volume de jogo, finalizou mais que o adversário, desarmou 29 vezes contra apenas 5 do Coxa e teve mais pegada. Ainda assim não soube ganhar o jogo. Ney precisa fazer o time se multiplicar na marcação no fim dos jogos quando estiver em vantagem. Pelo menos nessa hora tem de fazer valer a lei de time pequeno: posse de bola no ataque ou brecar o jogo na nossa intermediária. É lição de times sul-americanos, e ele precisa engajar-se nesse contexto já;

Destaques: ontem falou mais alto o coletivo;
Jogou bem: Guerreiro, Alessandro, Batista, Eduardo, Victor Simões e Lúcio Flavio;
Garra: Guerreiro;
Comprometeu: Entendi que Castillo precipitou-se no 1º gol e Juninho jamais deveria perder a disputa ombro a ombro no 2º gol deles. É primário: zagueiro quando sai da área deixa uma lacuna, por isso deve ganhar o lance ou fazer a falta;
Irritou: os dois gols que cedemos para o Coritiba foram erros primários e constantes do Fogão no brasileirão;
Desafinou: André Lima (até participou bem do jogo, mas teve chances de matar o jogo, e não o fez);
Ninguém viu: Reinaldo;

EU ESCALO

Sábado é dia de jogar bem 90 minutos. É abrir logo 3x0 para acalmar a torcida. Não agüento mais! Vou ao jogo sem levar calmante. Eu Escalo: Castillo, Juninho, Wellington e Eduardo; Alessandro, Guerreiro, Renato, Lúcio Flávio e Batista; Victor Simões e André Lima;

“Na estrada dos louros, num facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

segunda-feira, 27 de julho de 2009

FOGÃO DÁ SUSTO, MAS VENCE E SAI DA DEGOLA
















FOGÃO 3X2 INTER – 14ª rodada

Olá aliviados alvinegros,

O nome do jogo, além de Juninho, foi... ALESSANDRO. Provavelmente alguns dirão que tem caroço nesse angu. Quem não viu o jogo dirá que sou fã do lateral cabeçudo ou que me iludi com o gol marcado por ele. O fato é que Alessandro foi um típico lateral, ou ala. Defendeu e atacou bem. E isso, dada as circunstâncias, é um feito nesse elenco atual do Fogão.

No contexto, o time foi bem. Mas falta ainda a regularidade. Não pode num campeonato brasileiro, onde praticamente todas as forças se equivalem, sofrer apagão de 25 minutos. Ainda mais contra um time veloz como o colorado, ainda que sem o ótimo Nilmar.

Valeu pelo poder de reação e pelo apoio da torcida. Ela esteve com o time o tempo todo. Viu como é bom procurar jogar bem? O torcedor não é bobo, ele é o espelho do que o time faz em campo. É assim que o Fogão trará sua apaixonada torcida de volta. Vence o Coritiba no meio de semana e teremos 20 mil no Engenhão, no sábado, contra o Barueri.

É bom respirar aliviado fora da degola. Melhor ainda, é saber que agora vamos ao Engenhão sabendo o que o time pode render, até onde pode chegar e que esse time tem poder de reação, tem sangue na veia e não é tão ruim quanto dizem ou quanto pensávamos. É como sempre cobramos: concentração, garra e respeito ao torcedor. Só pedimos isso, e só isso eles fizeram no sábado. E já estamos assim, orgulhosos e exibindo novamente o manto com o prazer de ser alvinegro.

O JOGO


O Inter chegou ao Engenhão como 3º colocado e o Fogão na zona de rebaixamento. Nem por isso pode-se dizer que há favorito no brasileirão. Pela postura em campo no 1º tempo, parecia que a posição dos clubes era inversa. O Fogão tomou conta do jogo de tal forma que era questão de tempo inaugurar a contagem e quiçá definir o jogo. Time compacto e agressivo. Alessandro, Simões, André Lima e Batista envolviam os gaúchos. Guerreiro colava em D’Alessandro e o Inter não assustava, pelo contrário. O Fogão pressionava. André Lima, de peito serviu a Batista na entrada da área, mas a bola passou rente à trave. Aos 9’ Juninho mandou o 1º míssil e Michel Alves sentiu que a bola ferve. Escanteio e na cobrança de LF, Simões pega a sobra na direita e cruza. A bola cruza toda a área e encontra Wellington na pequena área. Ele passaria da bola, mas enverga o corpo, não quebra, e toca para fazer justiça: 1x0 Fogão aos 10’.

A torcida ainda comemorava quando LF cobrou escanteio, Renato subiu e a bola se ofereceu na pequena área. Só que tinha atacante ligado, era André Lima, que se joga de encontro à redonda e a põe na forquilha. 2x0 Fogão e delírio no Engenhão.



A torcida estava com saudade do matador: Ah, é André Lima!

Prenúncio de goleada e torcida relaxada, sobretudo feliz com a boa atuação do Fogão. Era só acreditar e caprichar que o 3º era questão de tempo. E chances tivemos. Simões arrancou do meio de campo, foi driblando e bateu tirando fininho da trave. Depois Juninho arriscou de falta. Impressionante: a bola estava quase no meio de campo. Mas Juninho encurta distância, solta a bomba e a bola beija o poste esquerdo de Michel. Essa até agora a torcida lamenta, seria golaço e mataria o jogo. Quer mais? Eduardo fez primoroso lançamento para Simões ganhar de Álvaro e tocar na saída do goleiro, mas a bola bateu no peito de Michel e foi pra fora. Ah, Juninho, que jogava até de zagueiro, arriscou de fora da área e passou perto. O Inter chegou só duas vezes.

OUTRA VEZ: APAGÃO, 2 GOLS SOFRIDOS E EMOÇÃO NO FINAL

No tempo derradeiro o Bota puxou o freio de mão. E foi fatal. Logo com um minuto Guerreiro fez ‘strike’ na área e trombou com dois colorados. Era contra o Fogão, então não resta dúvida: pênalti. Andrezinho bateu bem. 2x1. O gol desnorteou o Fogão que tentou o 3º sem organização. Ainda assim o gol do alívio poderia ter vindo novamente dos pés do melhor chutador do Brasil. Em outra falta, Juninho acertou a trave de Michel. O cara tá chutando demais. André Lima quase deixa mais um e depois Wellington tocou para André Lima marcar. Ah, o bandeira deu impedimento inexistente. Em seguida, Leandrão recebeu dentro da área, em posição duvidosa, mas era contra o Fogão e o gol valeu. 2x2. Mas não deixou de ser um vacilo da zaga alvinegra.

Após sofrer o empate quase levamos a virada. Andrezinho lançou Giuliano na cara de Castillo, que foi driblado, mas o arremate foi por cima. Sorte a nossa, pois no lance seguinte Batista foi ao fundo e centrou. Reinaldo desviou e a bola sobrou para Alessandro, que estava no lugar certo, na horta certa, para balançar a rede e levar o Engenhão ao delírio: 3x2 Fogão.

Ufa! Esse gol saiu na hora certa mesmo, pois nesse momento Ney Franco colocara o Fogão com 3 atacantes e estávamos perdendo o meio de campo de novo. Sorte foi que ele enxergou isso e logo veio de Jônatas no lugar de Simões. Faltavam 15 minutos e com o meio recomposto anulamos o Inter e ainda criamos. LF cobrou falta na cabeça de Juninho que por pouco não marcou o 4º. E por fim um lance plástico de Eduardo, que driblou meio time colorado, mas bateu em cima de Michel. No final o alívio, vitória suada e muito mais comemorada. Torcida feliz e vislumbrando um campeonato digno. Sonhando ainda, quem sabe, com uma boa surpresa no final.

O PAC alvinegro entrou em vigor no último sábado. Já deu pra ver que o programa é sério e o time subiu 3 pontos na tabela. 4ª feira é contra o Coxa lá dentro. É ganhar e subir 4 posições.

GUERREIRO RECONHECE QUE BOTA MALTRATA A TORCIDA

-A gente vacilou duas vezes. Parece que para vencer a gente tem sempre que dar sofrimento para o torcedor. Temos que parar com isso. Mas também temos que exaltar nossa vitória e sair feliz pelo resultado – disse Guerreiro.

Nei Franco: finalmente o time começou a encorpar. Só de saber que não veremos Fahel nem Emerson dá até vontade de ir ao estádio. Wellington tem de ser titular sempre. Batista ainda não se adaptou à função, e Renato precisa ser mais ligado, pois não podemos ter dois homens omissos no meio de campo. Mas o fato é que o time agora melhorou, mas ainda longe do que merece as tradições alvinegras;

Destaques: Juninho, Alessandro, André Lima e Eduardo;
Jogou bem: Wellington; Guerreiro e Simões;
Garra: Guerreiro;
Comprometeu: ...;
Irritou: o vacilo do 2º tempo. Quase entregamos o jogo mais fácil do campeonato;
Desafinou: L. Flávio e Renato;
Ninguém viu: Reinaldo;

EU E SCALO
Teremos um jogo difícil quarta-feira, às 19h30 contra o Coxa, em Curitiba. Time completo novamente. Eu Escalo: Castillo, Juninho, Wellington e Eduardo; Alessandro, Guerreiro, Renato, Lúcio Flávio e Batista; Victor Simões e André Lima;

“Na estrada dos louros, num facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”


Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

quinta-feira, 23 de julho de 2009

EMPATE SUADO. E QUANDO JUNINHO NÃO JOGAR...





FOGÃO 2X2 NÁUTICO

Olá Alvinegros de Coração,

Ontem quem apitou o jogo foi um juiz paulista. Segundo o Arnaldo Cesar Coelho, um juiz jovem, porém com alguma experiência, inclusive com a final do paulistão 2009 como referência. Findada a partida, está comprovado que temos um dos piores quadros de árbitros do mundo. E se eu for além diria que há favorecimento para alguns. Pior ainda, em detrimento de outros. Fácil saber que o Fogão é sempre um desses prejudicados. E há alguns anos.

Falando da bola rolando, Juninho continua sendo nosso principal trunfo. E a grande vantagem é que ninguém consegue anular nossa arma. E a principal desvantagem: quando ele não jogar, como seremos perigosos sem meio de campo e com ataque inoperante?!?

Ney continua afirmando que o time está numa crescente. Evoluímos, segundo ele e já temos um padrão. Definitivamente ele colocou a bolinha vermelha no nariz dos alvinegros. Palhaço! Mas quem, nós ou ele? Nesse momento, o palhaço somos nós, ou alguém viu o Fogão evoluir empatando com o lanterna e pior defesa da competição?!?

Exceto Juninho, alguém consegue se lembrar de alguma chance clara criada com a bola em movimento? Ah, teve o lance do Renato. Mas só isso? Se ainda tivéssemos no elenco aquele jogador que é quase 100%, seria um alento. Mas para fazermos um gol temos de criar ao menos 5 oportunidades. E isso é quase impossível se não contarmos com Juninho. E o pior é que Ney Fraco já aponta Juninho como principal jogador do Fogão. Socorro! Será que por isso temos de nos esquecer das suas falhas como zagueiro?

O JOGO


Nunca vi jogo bom nos Aflitos. Mesmo com bons times atuando por lá. Não seria ontem que seria surpreendido. Jogo tecnicamente fraquíssimo e o gramado, além dos 22 botinudos em campo, ajudou a enfraquecer o espetáculo. A bola pedia socorro. E nós também. O Náutico logo justificou a lanterna. Sem iniciativa, mesmo em seus domínios, ofereceu seu campo ao Fogão. E nós, sem homem de ligação, dependíamos dos lampejos do Renato e da volta de Simões ou André Lima, para envolver a zaga. Aos trancos e barrancos, dominávamos, mas a bola boa não vinha. Túlio Souza continua o mesmo: acha que sabe chutar e manda pra fora do estádio. LF ainda não consegue dar seqüência às jogadas. Renato era o único que tentava. E com ele perdemos a primeira chance. Juninho ontem sentiu a inhaca que os apresentadores globais jogaram sobre ele. E nada de acertar falta. Então vai de bola rolando. LF cobrou escanteio para a entrada da área. Juninho recebeu e encheu o pé. A bola passou por cerca de 10 jogadores, inclusive André Lima, em impedimento, e entrou. 1x0 Fogão.

O jogo continuou nosso. Mas falta poder decisão, e há muito tempo. O náutico apertou, mas faltava-lhe confiança, movimentação e futebol. E ainda tivemos a única chance clara no jogo. Por milagre, LF achou Renato dentro da área. Era ele e o goleiro. Era só chutar cruzado, e ele tentou o cruzamento. Fim de papo e a impressão que ficou é de que o jogo poderia ser liquidado no tempo inicial.

VIROU ROTINA, BOTA RECUA DE NOVO E SOFRE A VIRADA

No tempo derradeiro o espírito Ney Fraco falou mais alto. Voltamos para defender o resultado. E com a ajuda do juiz foi fatal. O Fogão chegou a fazer 2x0, mas o bandeira viu um impedimento de 5 cm. Tudo contra o Fogão. Túlio Souza sofreu a falta. E nada. Anderson Santana tentou passar por Renato, que se chocou com ele num lance normal e levou vantagem. O juiz deu uma mãozinha. Pênalti. Gilmar bateu bem. 1x1. O gol atordoou o Bota e sofremos o velho apagão. O Náutico aproveitou e virou o jogo. Cruzamento na área e ninguém acompanhou Carlinhos Bala. Ele acreditou e cruzou na cabeça de Gilmar, que testou no meio do gol: 2x1. O detalhe é que Juninho ao invés de marcar Gilmar foi para o gol com Castillo.

Ney resolveu movimentar o ataque e sacou o improdutivo André Lima e veio de Reinaldo. Mas o problema mesmo era a falta de criatividade e movimentação do meio de campo. Aí Ney veio de Jônatas. Não mudou muito, mas Reinaldo passou a incomodar. Mas a arma mesmo era Juninho. Batista foi derrubado na entrada da área. Era agora ou nunca. Juninho dessa vez acerta o gol e não há impedimento. Aí é fatal. Eduardo dá o rebote e Reinaldo completa. 2x2 e esperança renovada.

O jogo estava quente e faltavam 15 minutos para o fim. Aí o juiz expulsou Fahel num lance normal, mas não expulsou Johnny que acertou cotovelada em LF na sua frente. Com 10 o Fogão segurou o resultado como pôde. Foi aquele sufoco. Dada as circunstâncias, não foi um mal resultado. Em termos de tabela, no entanto, muito ruim, pois continuamos na zona da degola.

Sábado é dia de apagar a má impressão que ficou do Engenhão. É dia de vencer um time bom. É dia de mostrar aos gaúchos que carioca não gosta de chimarrão. É Tchê, nossa retomada ao crescimento dará início contra vocês. É o PAC alvinegro. Ah, faltam 34 pontos.

Nei Franco: Batista não pode ser ala. Guerreiro não pode ser zagueiro. Túlio Souza não pode jogar no Fogão. Continuamos sem meio de campo. Só Juninho leva perigo. E estamos evoluindo...

Destaques: Juninho;
Jogou bem: Renato Soneca, Reinaldo e Guerreiro;
Garra: Guerreiro;
Comprometeu: o fraco juiz paulista José Henrique de Carvalho;
Irritou: além do juiz, LF(não arrisca um chute) e Túlio Souza;
Desafinou: L. Flávio e André Lima;
Ninguém viu: Lúcio Flávio e André Lima;

EU ESCALO

Sábado pegaremos o Inter no Engenhão, às 18h30. Time completo e a chance de mostrar a verdadeira cara do Fogão. Eu Escalo o time no 4-4-2: Castillo, Alessandro, Juninho, Wellington e Eduardo; Guerreiro, Batista, Renato e Lúcio Flávio; Victor Simões e André Lima;

“Na estrada dos louros, num facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”


Força Sempre Fogão!


Saudações Alvinegras

segunda-feira, 20 de julho de 2009

DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS.



FOGÃO 2X2 FLA

Olá estupefatos alvinegros,

Outra vez mais do mesmo. Outra vez, a dúvida nunca existiu em erros contra o alvinegro a favor do urubu. Outra vez cedemos o empate no fim. Outra vez não soubemos matar o jogo. Outra vez a história se repete. Outra vez, até quando!?!

Inicio essa crônica sem levantar polêmica, pois isso quem afirma é a mídia tendenciosa para o lado do Fla. Para mim bastam dois lances capitais na partida para justificar dois erros crassos do Péricles:

Lance nº 1: O Fogão fez 1x0, aos 28 de jogo, num passe de Victor Simões, de peito, e o belo petardo de André Lima. Ah, Péricles Bassols conseguiu enxergar falta de Simões no zagueiro rubronegro. Incrível para quem prestou atenção no detalhe, o zagueiro do urubu quando perde o lance, olha desesperado para o miolo da zaga sem sequer reclamar de falta. Ninguém do Fla reclama de nada. Mas o juiz estava lá para anular o gol legal do Fogão.

Lance nº 2: 43’ do 2º tempo. Emerson recebe dentro da área, se livra de Alessandro e com o braço esquerdo empurra Lúcio Flávio, que cai. O Juiz estava em cima do lance e ia apitar a falta, mas por frações de segundos ele se lembra de que o lance é a favor deles e permite a conclusão da jogada e decreta o empate do jogo. É notório o apito na boca do juiz quase apitando a falta, mas ele hesitou mais uma vez. Ah, era final de jogo e o urubu perdia para o Botafogo. Isso diz tudo.

Não quero lembrar das inversões de falta, da trombada do Castillo no Emerson no lance do 1º gol e da falta que Reinaldo recebeu nos acréscimos. Foi dentro da área, ou era pênalti ou lance perigoso. Mas ele não arriscou. Era a favor do Fogão.

O JOGO

O início de jogo alvinegro foi horripilante. Talvez porque Emerson ainda estivesse em campo. Felizmente o aprendiz de Renato Silva se machucou. Aleluia, ele também se machuca! A partir da sua saída e da entrada de Renato Soneca o Fogão tomou conta do jogo e começou a chegar, muito mais pela movimentação de Renato pela direita e das cobranças de faltas de Juninho, nossa principal arma ofensiva. Ah, nosso homem de criação continuou na zona invisível do campo. Por isso não fomos incisivo para vencer e bem o clássico. Renato tentou de cabeça duas vezes e quase deu samba. Se é para ser justo, quem cobrou essas faltas foi LF. Mas o lance em que o torcedor de fato se prepara para gritar gol é quando Juninho ajeita de qualquer lugar do campo. Bruno espalmou na 1ª, mas na segunda não teve jeito. Rebote de Bruno e Alessandro decreta a abertura do placar. 1x0 Fogão. Ah, ninguém do Fla reclamou, mas Alessandro estava em impedimento. Falha do bandeirinha, mas não do juiz. Ele só apareceu para decidir a favor da quadrilha de vermelho e preto.

Com a bola rolando criamos só uma chance de gol, num chutaço de Simões no travessão. O lance que originou o empate começou num passe errado de Batista no ataque alvinegro. Kleberson roubou e carregou até o fundo. Cruzou e Castillo deu uma de zagueiro, correndo até a lateral do campo e trombando com Emerson. O juiz poderia marcar falta do Emerson, ignorar a jogada ou marcar falta contra o alvinegro. Sem hesitar, ele ainda amarelou Castillo. Na cobrança, Guerreiro marcou a bola e permitiu que Adriano cabeceasse livre. 1x1.

No tempo final o jogo ficou morno. O Fogão até chegava mais, porém em ritmo lento, haja vista que no seu meio de campo tinham duas tartarugas: LF e Renato Soneca. Contudo, aos 26’, LF surpreendeu Bruno numa cobrança de falta, quando todos esperavam o canhão de Juninho. Bruno cedeu o corner. Na cobrança de LF, Soneca nem subiu para testar no cantinho de Bruno: 2x1 Fogão e até acreditei que seria o fim do incômodo jejum.

APÓS O 2º GOL, O BOTA FOI CLAUDICANTE E O RECUO FOI FATAL OUTRA VEZ

Mas aí aconteceu o de sempre. Recuo para explorar os contragolpes. Como se ainda estes resultassem em algo. Ney sacou o Soneca e veio de Reinaldo. Talvez quisesse matar o jogo com o trio formado por André Lima, Reinaldo e Simões. O Problema foi que cedemos o meio de campo de vez. E o Fla passou a jogar no nosso campo. Sabe como é né, bola muito tempo na área alvinegra, zaga fraca e juiz louco pra ajudar só pode resultar em gol do urubu. Emerson derruba nossa Lady e o juiz hesitou em apitar a falta. E não é que o canalha acerta um chute no ângulo de Castillo. 2x2 e muita reclamação em preto e branco. Ah, cansamos de ver esse filme. No fim, ainda teve o jogo perigoso em Reinaldo, mas sabíamos que Péricles nada marcaria. Fim de papo e outro irritante 2x2. Definitivamente, não sabemos ganhar deles, ao menos no Maraca, como o próximo será no Engenhão, renovo as esperanças.

Vale lembrar que temos 11 pontos e precisamos de mais 35. 9 vitórias e 8 empates. Há, faltam 27 jogos, ou 81 pontos em disputa. Precisamos de 44% desses pontos, e até agora nosso aproveitamento foi de míseros 33%. Aproveitamento de série B.

Nei Franco: Reclamou da arbitragem. Manifestou-se, indignou-se. Enfim, parece que o sangue começou a correr em suas veias. Precisa definir com urgência nosso esquema tático. 3-5-2 enfraquece a criação e ainda deixa a zaga exposta. Guerreiro não é zagueiro. Thiaguinho não pode jogar no meio de campo. Batista não pode ser ala. Ah, Wellington é o melhor zagueiro no jogo aéreo, enquanto Emerson não pode ser jogador alvinegro. E não pode jogar com 3 atacantes sem meio de campo. Será que é tão difícil enxergar isso?!?

Destaques: Juninho;
Jogou bem: Eduardo, Renato Soneca, Alessandro e Simões;
Garra: Alessandro;
Comprometeu: Péricles Bassols;
Irritou: a frouxidão de LF Cinderela. Até para fazer uma falta ele é lerdo;
Desafinou: L. Flávio, Thiaguinho
Ninguém viu: Lúcio Flávio, Thiaguinho e Batista;

EU ESCALO

Quarta-feira, às 21h50 é contra o lanterna Náutico, nos Aflitos, nome sugestivo para os dois clubes. Alessandro, Eduardo e Thiaguinho estão suspensos. Emerson para por 10 dias (Obrigado Senhor!). Eu Escalo o time no 4-4-2: Castillo, Léo Silva, Juninho, Wellington e Gabriel; Guerreiro, Batista, Lúcio Flávio e Renato; Victor Simões e André Lima;

“Tu és o Glorioso, não podes perder, perder pra ninguém...”


Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

terça-feira, 14 de julho de 2009

Estatísticas justificam posição do Fogão na tabela

O Fogão é o time que mais errou passes dentre os 20 que disputam o brasileirão. E olha que esse campeonato é nivelado tecnicamente pela falta de qualidade da maioria. Em desarmes e faltas cometidas sequer figuramos entre os principais times de pegada. Ah, se é que pode ser um alento, somos a 2ª equipe que menos cartões amarelos recebeu, 23. Perdemos apenas para o Flor, com 22 cartões amarelos. Ambos estão na zona da degola.

Fácil explicar que as estatísticas apontam que o Bota é frouxo na marcação, fraco na criação e assistências. Ser o time que mais erra passe não pode significar que é o que mais tenta, mesmo sendo o 2º em finalizações. Ora, quem viu mais da metade dos jogos do Fogão até aqui pode afirmar que em poucos jogos mandamos de fato, o que esvazia um pouco os dados acerca da finalização. Chutar uma bola que passa rente à bandeira de escanteio conta como finalização. E temos atletas para isso. Aliás, nosso ataque é o 3º que mais fica impedido.

O fato é que, no geral, os números refletem a posição do Fogão na tabela. Posição justa pelo que foi apresentado até aqui. Futebol pobre, fraco na defesa e inconsistente no meio de campo. O ataque é vítima dos outros setores. Quem se lembra dos 4 gols que sofremos na Bahia em 5 chances do Vitória? Todos em falhas individuais. Então o caminho será rechear o meio de campo de volantes, como fizemos contra o Galo e tentar ganhar na sorte? Não sabemos, mas com esse elenco será sofrimento até o fim. A filosofia de jogar como pequeno será a tônica de Ney até dezembro. E a diretoria está satisfeita. Até pensam ainda em contratar mais um atacante. Ah, em relação aos passes, com o meio de campo atual, nem Chico Xavier dá jeito. E nós perguntamos: Até quando?

http://globoesporte.globo.com/Esportes/Futebol/Estatisticas/0,,ESM1338-9841,00.html