quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

FOGÃO BATE FRIBURGUENSE E ASSUME A PONTA






FOGÃO 2X0 FRIBURGUENSE – 2ª RODADA – ENGENHÃO

Olá aliviados alvinegros,

Que sufoco em bicho! Que sofrimento para ganhar... ganhar de quem mesmo? Ah, do Friburguense. Mas vencemos, o que é mais importante, sobretudo neste início de temporada.

Dois pênaltis perdidos, duas bolas na trave e os velhos aborrecimentos com peças desgastadas em General Severiano. E a vergonha maior não foi nem desses figuras que citarei na crônica, mas do péssimo estado do gramado do mais bonito do Brasil. Um escândalo. Caso para uma CPI. Ah, mas o nosso presidente é Maurício Assumpção, tão conivente quanto o Governo estadual renovando contrato das concessionárias dos trens e metrô.

Por falar em vergonha, parabéns aos organizadores do campeonato e aos presidentes dos grandes clubes! Eles aumentaram o preço dos ingressos e de quebra nos brindam com os horários mais criativos: jogo em dia de semana às 18h30 é para o torcedor ficar em casa né... mas eu, alvinegro contumaz, fui assim mesmo.

O JOGO

Queria muito ver de perto esse ‘novo’ Fogão. Só no estádio nos atentamos para a distribuição tática. E quando elegemos alguém para ‘Cristo’ é porque nossa parcimônia já extrapolou. Ainda mais quando nos obrigam, ao mesmo tempo, a ver Alessandro, Fahel, Lúcio Cinderela Flávio, uma zaga horrorosa e mais um engodo no ataque: Jorge Luiz.

No jogo passado disse que a tríade alvinegra decidiu. Essa tríade fora composta por L. Flávio, M. Cordeiro e Herrera. Hoje montamos a tríade do mal: L. Flávio, Alessandro e Fahel. Tá certo que Wellington continua perdendo dividida, mas na zaga parece que só ele se apresenta em todos os combates. Seu parceiro continua na zona de conforto. No meio de campo, como L. Flávio voltou ao normal, é dose dependermos dos lampejos do Eduardo para municiar os homens de frente. Ou melhor, HERRERA.

Do 1º tempo, o que de melhor ficou foi a bomba de M. Cordeiro no travessão. Mas o Bota se arrastou, não criou, marcou mal e se o Frizão tivesse por lá um Herrera liquidava o Bota. Parecia que só num lance fortuito abriríamos o marcador. E esse lance veio num pênalti sofrido por Herrera, o nome do jogo. Ele dominou na área e foi puxado. A torcida pediu para ele cobrar. Mas a ‘Lady’ se apresentou. O goleiro ainda tirou sarro com ele, oferecendo-lhe todo o lado esquerdo para a cobrança. E ele optou por colocar a bola no canto do goleiro. Inacreditável. Ganhou logo o ‘carinho’ dos 7.400 heróis alvinegros que conseguiram adentrar ao estádio. O jogo, para ele, acabou aí. O destaque dos coletivos, Jorge Luiz, mal tocava na bola e sentiu outra vez a pressão. Com muitas vaias, o Bota foi para o intervalo de 15 minutos, pois o tempo técnico não surtiu efeito. Ora, Alessandro treina o ano inteiro e não acerta nada, não vai ser em 2 minutos que o cara vai acertar um cruzamento e L. Flávio vai aprender a bate pênalti.

No tempo derradeiro o Bota veio de Caio na vaga de J. Luiz. E logo no 1º minuto L. Flávio se viu livre pela direita. Ele correu para perder o tempo da bola e desperdiçou grande chance, ouvindo novo coro da galera. Pra nossa sorte, aos 6’, o zagueiro Friburguense Roberto Junior foi expulso após derrubar Eduardo na entrada da área. Mas nem com um a mais o Bota se impôs, pelo contrário, atacava sem objetividade e permitia contragolpes fatais. Assim, Jefferson trombou com o atacante Miguel na área e o juiz marcou a falta máxima. Mas Hércules fez o mais difícil, acertando a trave de Jefferson e perdendo de forma bisonha o rebote. O Bota foi com tudo, mas não articulava bem a última bola. Insistia pelo meio e Alessandro corria errado o tempo inteiro.

Não achei que foi mera coincidência, mas foi só Alessandro deixar o campo que o Bota abriu o marcador. Eduardo acertou ótimo passe para Renato, o Cajá. Seu domínio de bola já foi meio gol, e de frente para Marcos ele bateu com categoria, no canto direito do goleiro. Tiramos 100kg das costas e abri o 1º sorriso da noite. Na boa amigão, já tinha gente rezando nesse momento. 1x0 Fogão aos 28’.

Em desvantagem numérica e no placar, o Friburguense tentou o empate e o Bota, mesmo com a vantagem, não conseguia ganhar de vez o torcedor, que naquele momento já dava mais mole que os nossos goleiros de 2007. No final o gol que nos permitiu respirar aliviados. Caio ganhou na raça, entrou na área e foi derrubado. Engraçado mesmo foi que mal o juiz assinalou o pênalti todo o estádio já gritava a plenos pulmões o nome de HERRERA. Dessa vez o Lúcio até agradeceu a personalidade do gringo. E ele não decepcionou e mostrou a LF como é que se faz. 2x0 Fogão e fim de papo.

Que bom que não ganhamos de 4x0. É bom vencermos apertado agora para que a diretoria não se acomode. O time ainda é bem limitado e HERRERA mascara o time, parecido com MAICOSUEL no ano passado. O Bota sem Herrera, no momento, será presa fácil até para os pequenos.

Acredito que esse grupo vai honrar esse manto e domingo vamos almoçar e lanchar bacalhau legítimo, das colinas de São Januário. EL LOCO disse que adora uma bacalhoada. Ah Dodô, mercenário e traidor, a tua hora vai chegar cara!

Estevam Soares: tá pedindo para ser vaiado ao insistir com Fahel e Alessandro. Eduardo não pode ser o homem da criação e Renato em poucos minutos provou que merece ser titular.

Destaques: Herrera e Renato;
Jogou bem: Jefferson, Guerreiro, Eduardo e Caio;
Garra: Herrera;
Comprometeu: L. Flávio;
Irritou: Fahel, L. Flávio e Alessandro;
Desafinou: L. Flávio;
Ninguém viu: Antonio Carlos, Fahel, Diguinho e Jorge Luiz;

EU ESCALO

Loco Abreu finalmente vestirá o manto alvinegro no domingo, às 19h30.. Eu Escalo: Jefferson, Alessandro, Antonio Carlos, Wellington e Marcelo Cordeiro; Guerreiro, Somália, Renato e L. Flávio; Herrera e El Loco;

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

domingo, 17 de janeiro de 2010

FOGÃO ESTREIA COM VITÓRIA E FAZ A TORCIDA SORRIR






FOGÃO 3X2 MACAÉ – 1ª RODADA – CAMPOS

Olá apaixonados pela Estrela Solitária,

Voltamos a nos comunicar após 40 dias de férias. Pela forma como encerramos a temporada passada, um alívio para todos nós essa pausa prolongada. Mas dá para viver sem Botafogo?

Acompanhamos com grande expectativa o ciclo de contratações. Melhoramos no ataque, mas não reforçamos o meio, nem a defesa. Ponto a cobrarmos da diretoria ainda neste estadual.

Enfim, adeus aos dias de paz nos fins de semana. Agora volto a marcar meus compromissos conforme a tabela alvinegra. Afinal, o que pode ser mais importante do que o BOTAFOGO?!?

Ontem foi assim, dia de programar-me para ver a estreia do Fogão, e num horário raro, às 19h30 de sábado. Mas valeu a pena. O Fogão do tempo inicial foi surpreendente. Dinâmico, envolvente, criativo e vibrante. Credito a um jogador essas referências: HERRERA. O cara contagiou o time inteiro e o Fogão rodou, no bom sentido.

O JOGO

Quem esperava um Fogão se arrastando em campo em função da curta pré-temporada nem teve tempo de piscar os olhos. Mal rolou a bola e já se percebia que um jogador estava onipresente em campo: Herrera. Com tanta movimentação no ataque os defensores macaenses deram total liberdade ao nosso meio de campo. E o velho ‘maestro’ parecia ter ressurgido ontem. Fazia tempo que não víamos um Lúcio Flávio tão decisivo numa partida. E um novo componente compunha muito bem a tríade alvinegra: Marcelo Cordeiro. Apresentou-se e esteve à vontade com o manto alvinegro.

O Fogão estreou as redes adversárias em 2010 com a participação dos nomes do jogo: Marcelo Cordeiro, num lance rápido, enxergou Lúcio Flávio deslocando-se para a esquerda. O Maestro não cruzou, centrou na testa de Herrera, ligeiro como uma flecha, cabecear nas redes de Lugão e enlouquecer o torcedor alvinegro em Campos e em todo o Brasil: 1x0 Fogão.

Enquanto dirigia-me ao Freezer correndo para comemorar com uma geladinha, a zaga do Bota mostra que nos causará ainda muitos arrepios na temporada. Cobrança de escanteio, André aparece livre na pequena área e testa sozinho. A bola beija o poste esquerdo de Jefferson e morre no gol alvinegro: 1x1. Olha a pulguinha de volta!

Confiante, não abortei minha missão. Refrescando-me, não desanimava, pois Herrera causava um alvoroço na defesa macaense. E pasmem, até mesmo Wellington ganhava todas na zaga. Herrera quase faz um golaço. Alessandro perdeu gol feito de cabeça. Antonio Carlos idem. Até que um tal de Fernandão, que não é aquele do Goiás, começou a incomodar pra valer. Ele girou em cima de quem? Do inconstante Wellington. Ficou na cara de Jefferson e desferiu um tiro certeiro: 2x1 Macaé. Ah Wellington, tu não tem jeito mesmo cara. Não consegue jogar bem uma partida inteira sequer.

Pior de tudo era procurar pelo parceiro do atabalhoado zagueiro. Procurei e até agora não encontrei. Vi na ficha do jogo que ele ficou até o fim. Mas alguém o viu?

Bem, a essa altura, pulguinha nas duas orelhas, nem reparava que a geladinha já esquentara. Mas sou alvinegro, e nunca vou desistir. Falta na entrada da área. Lúcio Flávio ajeita com carinho, como sempre faz, ele é muito melindroso. Mas dessa vez valeu o capricho. Bola no canto esquerdo de Lugão. 2x2 e abri um sorriso ainda tímido. Voltei pra minha geladinha, pois naquele momento o calor aumentara.

Surpreendentemente, o Bota impunha um ritmo ao jogo que nem preparador físico do time esperava. Até mesmo nosso maestro, sempre delicado no trato a bola e aos adversários, entrava de carrinho e mostrava gana. Herrera, nesse momento, explorava o lado direito do nosso ataque. E foi por lá que ele cortou o zagueiro disparou um míssil. O endereço era certo, mas errou por pouco o CEP e a bola explodiu no travessão. Atento, pegamos o rebote com Cordeiro, que achou Lúcio Flávio livre na esquerda. Este poderia tentar o gol, mas viu Cordeiro na marcado pênalti. E este não decepcionou e emocionou a massa alvinegra: 3x2 Fogão e dessa vez sorri, gritei e saí do chão. E que calor! Ah, voltei ao freezer.

No intervalo refletia acerca desse novo Fogão. A garra impressionava, mas o miolo da zaga e as presenças de Fahel e Eduardo destoavam. Não fosse a rara inspiração de Lúcio Flávio e a mobilidade de Herrera o Bota sucumbiria ontem. O Macaé apresentava uma disposição descomunal. E o Bota conseguiu acompanhar só no tempo inicial.

Na etapa derradeira, o Fogão sentiu. Nitidamente administrávamos o placar em busca da bola decisiva. O problema é que o garoto Jorge Luiz não se impôs, não chamou a responsabilidade e desempenhou função tática. Esforçou-se, mas não produziu. O Bota não ameaçava e o Macaé dominava, mesmo sem objetividade, rondava a área alvinegra. E com Fernandão ganhando todas de Wellington e Antonio Carlos na zona invisível do campo, o perigo era constante.

Estevam saiu da zona de conforto e botou pressão lá na frente. Herrera buscava fôlego da Argentina, mas quis ficar em campo. Então ele veio de Caio na vaga de Jorge Luiz. O garoto botou fogo no jogo. Quase faz um golaço, ainda que seu preciosismo quase tenha comprometido sua atuação. Mas mostrou em poucos minutos o que Jorge Luiz escondeu na maior parte do tempo: atitude. Arisco, incomodou a defesa adversária em todos os lados do campo, pena que Herrera não estivesse mais 100% nesse momento do jogo.

Assim cozinhamos até o fim e garantimos a primeira vitória de 2010. Uma sensação de que neste ano seremos razão e emoção. Sim, torceremos com o ego predominando nossas ações. Equilibrados, cientes do potencial alvinegro, da força da nossa torcida, e de que teremos de nos superar para fazer esse time engrenar já no Estadual e impedir que igualem a marca de único tetra do Rio.

Estevam Soares: Fez o Fogão jogar rápido e objetivo. Mas nos perguntamos: Por que ainda insiste com Fahel, Eduardo e Alessandro?

Destaques: Herrera, Lúcio Flávio e Marcelo Cordeiro;
Jogou bem: Jefferson e Caio;
Garra: Herrera;
Comprometeu: Wellington;
Irritou: As falhas de Wellington e Alessandro;
Desafinou: Eduardo e Jorge Luiz;
Ninguém viu: Antonio Carlos e Fahel;

EU ESCALO

É hora de prestigiarmos esse Fogão no mais bonito do Brasil, quinta-feira, às 18h30. Tomara que EL Loco estréie. Eu Escalo: Jefferson, Alessandro, Antonio Carlos, Wellington e Marcelo Cordeiro; Guerreiro, Somália, Diguinho e L. Flávio; Herrera e El Loco (Caio);

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

domingo, 6 de dezembro de 2009

NA FORÇA DA TORCIDA, FOGÃO ASSA O ‘PORCO’ E SE MANTÉM NA PRIMEIRONA




“TU ÉS O GLORIOSO, NÃO PODES PERDER, PERDER PRA NINGUÉM...”.


Valeu! Valeu cada pensamento positivo, cada lágrima que não conseguimos segurar e o grito de quase 40 mil fanáticos pela Estrela Solitária.

Valeu pela força da nossa torcida e o apoio, como sempre. Mas não valeu passarmos por isso mais uma vez.

Fui com minha esposa e o amigo Flávio e sua companheira. Revi outros amigos genuínos e me emocionei com o Fogão.

Pulei, cantei, e vivi. Sim, como em minha vida inteira, o Fogão sempre esteve presente. Graças a Deus terei mais um ano de primeira e poderemos cobrar agora um time de primeira.

Parabéns a você, a nós torcedores que nunca desistimos e aprendemos a cada dia a amar ainda mais esse clube Glorioso. Fico feliz em saber que o amigo Fernando Gonçalves comemorará meio século de vida alvinegra, na 1ª divisão. Quiçá, com um título como presente.

É um sentimento puro e verdadeiro, que nunca vai se apagar, como esse Fogo em nosso peito.

Te amo meu Fogão!

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Deus salvou nosso amado BOTAFOGO!


Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

QUEM AMA, CUIDA. QUEM É BOTAFOGO, VAI AO ENGENHÃO!




“TU ÉS O GLORIOSO, NÃO PODES PERDER, PERDER PRA NINGUÉM...”

Estamos vivendo a semana mais dramática do ano. Infelizmente da pior maneira possível, com o Fogão brigando para não ser rebaixado pela 2ª vez em sua brilhante história.

Ontem, novamente um bando de desalmado vestiu o manto sagrado que já foi de Nilton Santos, Didi e Garrincha. Esse time, não sei se acompanhado da diretoria, ou o inverso, provou mais uma vez que não tem fibra, garra, vontade, respeito e dignidade, pois se assim fosse, conseguiria ao menos uma vez no ano jogar duas partidas com entrega total. Mas não, para esse grupo, o que eles fizeram contra o São Paulo está de ótimo tamanho, então guardaram um pouco daquilo que raramente corre em suas veias para o duelo final contra o Porco.

E quem sofre sempre? O apaixonado torcedor, como nós, que lotaremos o mais moderno do Brasil, pois sabemos que uma queda para a série B será um tsunami em toda a estrutura alvinegra, e uma punhalada feroz em nossos corações.

O time merece esse apoio? Evidentemente que não, mas o clube é o BOTAFOGO, o qual nutrimos o sentimento maior da vida, o AMOR. Pode nos maltratar, como sempre o fez, que te amaremos ainda mais. Nunca te abandonamos, nem ao longo de 21 anos sem títulos e sequer participar de finais. Não o traímos em 2003, te reerguemos, e o faremos sempre que for preciso, afinal, eu canto e respiro por ti FOGO.

Domingo estarei no Engenhão. Levarei todo o meu amor, minha paixão, minha fúria, minhas mandingas, meu amuleto, minha superstição, minha fé e meu grito por ti Fogo.

Levarei minha força, minha energia, minha magia e meu radinho de pilha. Estarei presente ao lado dos meus verdadeiros amigos, genuinamente alvinegros, como eu.

Levarei toda a sorte do mundo para ti Fogo. Sei que essa camisa compensará tudo o que falta em quem a vestiu neste ano. Sei que a força do Glorioso suplantará a ineficiência técnica desse grupo alugado por mais de 1,3 milhões mensais. Nossa torcida, quando quuis, sempre fez esse time jogar. Então vamos repetir o que fizemos contra os Bambis paulistas. Vamos apoiar incondicionalmente, o jogo inteiro, principalmente nos momentos adversos. Se assim fizermos e mentalizarmos desde já essa vitória, ela virá.

Depende de nós, então vamos fazer tudo que ainda nos cabe. Nós somos alvinegros, e jamais desistiremos.

EU ESCALO

Vamos ‘matar’ o Porco no mais bonito do Brasil, domingo, às 17h. Eu Escalo: Jefferson, Alessandro, Juninho, Wellington e Diego; Guerreiro, Léo Silva, Renato e L. Flávio; Jobson e Reinaldo;

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Deus salve nosso amado BOTAFOGO!

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

domingo, 22 de novembro de 2009

FOGÃO VIRA NA RAÇA E EMOCIONA TORCIDA













FOGÃO 3X2 SÃO PAULO – 36ª RODADA – ENGENHÃO


“TU ÉS O GLORIOSO, NÃO PODES PERDER, PERDER PRA NINGUÉM...”

Simplesmente mágico. Uma emoção indescritível. Uma atuação vibrante. Pena que não foi assim o campeonato inteiro. Aliás, se assim fosse, esse jogo valeria o caneco.

Afirmar que o time do Fogão é fraco é chover no molhado. É só lembrar que temos Fahel, Léo Silva, Emerson, Alessandro, Wellington etc. Time que não foi coeso e inúmeras vezes decepcionou o massa alvinegra. Faltou sinergia entre time e torcida na competição. Lamentável, pois são 38 jogos pra que o time diga a que veio. E o nosso disse que veio para não cair. Esperamos que ao menos este objetivo seja cumprido, pois até aqui só serviu para nos deixar hipertensos.

Que drama! Virada dos bambis e revirada no placar pelo Glorioso no fim. Bota com 8 em campo e um desespero nas arquibancadas compunham a trilha de um jogo épico. BOTAFOGO 3x2 SÃO PAULO – ENGENHÂO – 21/09/909.

TABELA DO FOGÃO

Domingo 29/11 17:00 / Brasileirão 2009 37ª rodada Atlético-PR x Botafogo
Domingo 06/12 17:00 / Brasileirão 2009 38ª rodada Botafogo x Palmeiras

O JOGO

Começamos pressionando e fazendo valer a força da nossa torcida, que foi ao Engenhão para apoiar o jogo inteiro pela primeira vez. Digo isso porque fizemos 1x0 e eles viraram o placar. Ainda assim o torcedor que compareceu utilizou a inteligência e apoiou ainda mais, mesmo na adversidade. Resultado: Bota partindo pra cima sem medo de ser feliz.

Jobson entortou Renato Silva e acertou o ângulo de Rogério Ceni. Golaço do Fogão. 1x0 Bota e explosão no mais bonito do Brasil. O gol foi aos 15' do tempo inicial. Infelizmente não mantivemos o ritmo e deixamos os Bambis alugarem meio de campo. O Bota não aproveitava os espaços, mas quando o fez, Jobson entrou livre e perdeu sozinho diante de Rogério Ceni. Mesmo desfalcados, os paulistas criaram chances. No fim, a pressão era enorme e eles acertaram a trave de Jefferson. A impressão de quem estava no Engenhão era de que a arbitragem esperava o gol de empate para encerrar a 1ª etapa. Dito e feito. Gol aos 50’ de jogo. Washington subiu livre e testou à direita de Jefferson. 1x1 e maus presságios no Engenhão.

No tempo final o Bota entrou em campo dormindo e o castigo veio à jato. Na Cobrança de lateral, Washington protegeu e Jorge Vagner deu de bico. 2x1 Sampa e a velha pulginha reaparece. Fiquei apreensivo, ainda mais sabendo que o Flor já vencia o Sport.

Sem nada a perder, digo, com tudo a perder, o Fogão foi pra cima. Graças a Deus Jobson estava inspirado. Ele acreditou, foi ao fundo duas vezes e cruzou. Na primeira deu rebote e ele voltou a campo para colocar a redonda na cuca legal do Soneca. 2x2 aos 16’ e Bota no jogo de novo, com chororô dos 'delicados' são paulinos.

O gostoso de Engenhão ontem foi que a torcida, ciente de que não adiantava vaiar, apoiou incondicionalmente até o fim. E assim exigiu dos atletas superação, algo raro nesse brasileirão. Pressionamos, criamos, e nada de o gol sair.

Estevam tentou de tudo. Veio de V. Simões e depois de Jônatas, já aos 30 da etapa derradeira. O Bota sufocou, mas os bambis mandaram um míssil na trave de Jefferson, com Hernanes. Como essa bola não entrou logo vi que os Deuses aprontavam uma tarde-noite feliz para os alvinegros. 44', Jobson recebe em velocidade, entorta Miranda e bate forte. Golaço do Fogão. 3x2 e loucura no mais moderno do Brasil. Indescritível a emoção. Só quem estava lá sabe o que foi comemorar esse golaço no final do jogo. Muitos brigaram com as lágrimas persistentes que insistiam em cair, inclusive este amigo mas, como a maioria, me permiti ser feliz ao extremo. Afinal, se é pra cair, que sejam nossas lágrimas de felicidades.

Daí até o fim ainda teve requintes de desespero. Jobson foi expulso no lance do gol. E Rodrigo Dantas prova que ainda tem muito que amadurecer. O fato é que ficamos com 8 em campo. E ainda assim conseguimos segurar os paulistas por mais dois minutos. E fim de papo. Uma vitória maiúscula do Bota sobre o líder e virtual campeão brasileiro. Time que não vencíamos havia cinco anos. Uma alegria dobrada no Engenhão e multiplicada em casa, com o empate da molambada no Maracanã.

Vejam, eles comemoraram tanto a vitória alvinegra que se esqueceram de fazer o dever de casa. Até entendo, pois é muito gostoso e salutar torcer pela Estrela Solitária. Tô nem aí. O fato é que vencemos os paulistas e não colocamos a faixa de campeão nos urubus. Ainda tive o prazer de curtir nas ruas do Méier a volta pra casa da molambada, todos com nariz de palhaço e sem largar o lenço, o papel higiênico que framenguista chama de lenço de papel. Ah, isso não tem preço. Salvamos o ano. Que fim de semana!

É bom lembrar: Nós somos alvinegros, e não desistimos nunca!

Estevam Soares: Não sei o porquê do Fahel. O cara é nulo em campo. Mas tentou mudar o panorama com Simões e Jônatas. O Time foi vibrante, mas não compreendemos o recuo excessivo mais uma vez. Ah, por que Alessandro não joga como um simples lateral?!?

Destaques: Jefferson e Jobson;
Jogou bem: Guerreiro, Renato e Diego;
Garra: Guerreiro;
Comprometeu: ...;
Irritou: ...;
Desafinou: Rodrigo Dantas, Victor Simões e Lúcio Flávio;
Ninguém viu: Reinaldo;

EU ESCALO

Vamos pra ganhar do Furacão lá dentro. Juninho, Dantas e Jobson desfalcam. É hora de superação. Eu Escalo: Jefferson, Alessandro, Émerson, Wellington e Diego; Guerreiro, Léo Silva, Renato e L. Flávio; V. Simões e Reinaldo;

“Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Deus salve nosso amado BOTAFOGO!

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

sábado, 21 de novembro de 2009

1995 - AGONIA E EMOÇÃO NO TÍTULO DO FOGÃO
















Que saudade eu tenho... Com ele em campo, não tinha placar em branco

O ano era 1995. Fogão na final do Brasileirão e muito próximo do tão sonhado título de melhor do Brasil. O adversário era o Santos, time de melhor campanha e muito badalado pela mídia paulista.

O Bota tinha a melhor dupla de ataque do país: Túlio e Donizete. O craque do campeonato jogava no Santos: Geovanni.

O 1º jogo da final foi no Maracanã, numa quinta-feira à noite. Horas antes caiu um dilúvio na cidade e chegou a se pensar no adiamento do jogo. E os mais pessimistas já imaginando que eram coisas que só acontecem ao Botafogo. Só que, neste caso, maus presságios para o Fogão. Que nada! A chuva parou justamente na hora que a bola rolou. E a drenagem do Maraca permitia aos talentosos exibirem sua arte.

A torcida não lotou o estádio, mas os 56 mil pagantes, nas circunstâncias, não foi de todo ruim. O Bota fez 2x1 ainda no 1º tempo. E desperdiçou boa chance de fazer um placar melhor no tempo final. Resultado: a torcida ficou tímida e apreensiva, pois o Santos goleara o Flu e passara às finais justamente quando precisou vencer por 3 gols de diferença. Vencer por um gol apenas seria barbada. E pasmem: eles, os santistas, gritaram é campeão em pleno Maracanã. Aquilo foi demais, a ponto de o nosso grande zagueiro, Gonçalves, dirigir-se à torcida alvinegra e cobrar entusiasmo e o voto de confiança no time. Ora, precisávamos apenas de um empate em Sampa. E o Santos não tinha mais Pelé!

Confesso que eu mesmo fui para casa com uma pulguinha atrás da orelha. Mas ela já me acompanhava. Mas aí pensava na capacidade do meu time, na firmeza da zaga com Gottardo e Gonçalves, nos leões Leandro Ávila e Jamir, na raça do Beto, na disposição de Sérgio Manoel, na entrega do Pantera e na fase iluminada do nosso artilheiro Túlio. E acreditava muito em Paulo Autuori. Um desconhecido em busca do 1º título na carreira. Ah, nosso goleiro, Vagner, não inspirava muita confiança, mas o time sim.

Em São Paulo fizemos um jogo que entrou para a história. Foi a maior atuação que eu vi de um goleiro do Bota. E a maior entrega de um time. Não teve esquema tático, sobretudo no 2º tempo. Foi só coração e muito pensamento positivo para tirarmos com os olhos as poucas bolas que passaram por Vagner. Foi um jogo tão dramático quanto o de 89. Eu mesmo não consegui me alimentar no dia desse jogo. Quando Cerdeira apitou o final do jogo, 1x1, e Fogão campeão brasileiro, não me contive e deixei cair as persistentes lágrimas que encharcavam meus olhos ao longo da partida. Gritei, chorei, extravasei e vivi um dos momentos mais felizes da minha vida.

Amigos, alvinegros de coração, lembrem-se de que já ficamos 21 anos sem títulos, e paradoxalmente aumentamos o amor por este clube. O Botafogo nos consome integralmente. Respiramos Botafogo. Sonhamos com o Bota triunfando mundialmente.

O ano agora é 2009. O Bota não tem o melhor time do Rio, pelo contrário, no momento é o de menor fibra. Exibimos um futebol inconstante, alternando atuações dignas das duas zonas principais da competição: O G4 do bem e o G4 do mal. Acho que fizemos uns 10 bons jogos, outros 10 péssimos jogos e uns 15 jogos desinteressados. Campanha incompatível com a grandeza desse clube. Só ganhamos três partidas consecutivas no final, e ainda assim não foram suficientes para nos livrar da ameaça de rebaixamento. O grupo é instável e com jogadores sem alma, mas acima de tudo é BOTAFOGO! E isso por si só já basta, Ah, o homem da foto, aquele malvado, cruel, e temido pelos zagueiros, já abençoou o mais bonito do Brasil. TODOS AO ENGENHÃO AMANHÃ!!!

Quem quiser acompanhar este amigo, estarei na ala Leste a partir das 15h45, em frente à bilheteria, com a camisa do SAUDAÇÕES ALVINEGRAS. Vamos nos encher de júbilo novamente e gritar que somos BO – TA – FO – GOOO!!!!

EU SOU ALVINEGRO DE CORAÇÃO E JAMAIS DESISTIREI!

“E hás de ser, nosso imenso prazer
Tradições, aos milhões tens também,
Tu és o Glorioso, não podes perder, perder pra ninguém...”

Força Sempre Fogão!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

LANÇAMENTO DO LIVRO ‘BOTAFOGO – O GLORIOSO'





Caros apaixonados pela Estrela Solitária,

O momento é turbulento, mas sempre foi assim com o nosso Fogão. Convivemos em meio a terremotos e cataclismos, nunca navegamos em mares serenos, ou se assim fosse, não haveria de ser Botafogo, o clube brasileiro com a mais rica história.

Um dos mais citados por diversos autores, o Botafogo de Futebol e Regatas receberá mais uma homenagem do seu maior patrimônio: sua torcida.

Nesta segunda-feira, dia 23, haverá o lançamento do 2º livro desse grande jornalista e escritor, e sobretudo, um genuíno alvinegro: ROBERTO PORTO.

O livro BOTAFOGO – O GLORIOSO’ será lançado na Livraria SARAIVA do RIO SUL, às 19h.

O Porto mantém o blog (HTTP://BLOGDOROBERTOPORTO.BLOGSPOT.COM/) e desde já convoco a todos para prestigiarmos este lançamento, sendo movido pelo principal combustível que nos mantém Botafogo: o AMOR.

Saudações Alvinegras