segunda-feira, 6 de julho de 2009

EMPATE COM A CARA DE NEY FRANCO

Botafogo 1 x 1 Galo

Olá realistas alvinegros,

O Botafogo arrancar um empate no Mineirão, contra o até então líder do brasileirão, e ainda após sofrer o 1º gol poderia ser considerado até um bom resultado, mas não para quem estava na lanterna da competição. Ora, só vence quem ataca e tem jogadores capacitados para empurrar a redonda para a rede. E nesse sentido continuamos uma nulidade.

Os mais distraídos, aqueles que não acompanham a tabela, diriam que o jogo de ontem era do lanterna contra o vice-lanterna. Mas o time da casa, pasmem, até ontem era o líder, e todos ficamos nos perguntando: como?!? Nossos defeitos são explícitos, e agora também conhecemos os do Galo. O principal é aceitar um congestionamento no meio de campo, mesmo sabendo das limitações dos alvinegros, e com Juninho e Emerson na zaga. O Galo não tem recursos para sustentar-se no G4.

“JOGAMOS NOSSA MELHOR PARTIDA...” (Ney Franco)

Ah, falando do nosso Fogão, para Ney Franco fizemos nossa melhor partida. Anulamos a criação adversária no meio de campo e Jean Coral foi um dos melhores em campo. Thiaguinho foi crucial ao anular Marcio Araujo. Ney disse ainda que o plano era vencer e o Bota jogou para isso, segundo suas palavras.

No mínimo ele é mais um que duvida da nossa massa cinzenta. Como pode um time que diz que entrou para vencer jogar com seis incompetentes no meio de campo e apenas um jogador no ataque? Mesmo que esse atacante fosse o Cristiano Ronaldo, como ele iria atacar sozinho contra no mínimo dois zagueiros? Por que nosso aprendiz de técnico de futebol não diz que o objetivo foi cumprido com êxito, vez que o intuito era justamente não perder. E quem sabe, numa bola vadia, conseguir até mesmo uma vitória. Seria até coerente, justamente pelos atacantes de que ele dispunha ontem. Mas convenhamos, o Botafogo não é o Ipatinga para entrar em campo com o objetivo de não perder, ou perder de pouco. Ney Franco, você me faz apelar para alguns versos do saudoso Gonzaguinha: “É! A gente não tem cara de panaca/A gente não tem jeito de babaca/A gente não está com a bunda exposta na janela prá passar a mão nela.../É! A gente quer viver pleno direito/A gente quer viver todo respeito/A gente quer viver uma nação/A gente quer é ser um cidadão/A gente quer viver uma nação, A gente só quer ter um time bom...” Ney Franco, você está jogando nossa história no lixo.

Nosso principal 'atacante' ontem foi Juninho. Em 4 cobranças de falta, uma entrou e duas levaram perigo. Ah, os outros dois lances que poderiam decidir saíram dos pés de Alessandro. Duas chances claras, e dois arremates bisonhos. Todos em momentos capitais da partida. Ficou a impressão de que se tivéssemos ataque ou quem soubesse concluir a vitória ontem era certa. Êta time ruim esse do Galo! Mas o nosso é pior.

O JOGO

No gol mineiro o cruzamento veio da direita, nas costas do Batista, que ninguém viu em campo. Emerson não acompanhou Eder Luiz. Este testou sem defesa para Castillo: 1x0 Galo. E ninguém entende o porquê de Emerson ainda jogar no Botafogo, a torcida o odeia, mas Ney o venera.

O Fogão teve duas faltas, Juninho ensaiou na primeira e Aranha espalmou. Na segunda foi perfeição. Um canhão certeiro no canto direito de Aranha: golaço e empate do Fogão. 1x1. A virada poderia ter vindo no único lance em que Renato Soneca participou. Alessandro tabelou com Soneca que devolveu limpinha para o cabeção desempatar. O corno teve mais de 7 metros para pôr a gorduchinha lá dentro. E ainda poderia rolar para o Coral, livre na pequena área, mas o infeliz mandou para o lado de fora da rede, local bem peculiar para ele.

Após os gols o jogo quase nada teve de emoção. Isso por mais de 65 minutos. Foi um circo dos horrores. Um dos piores jogos do campeonato. Parecia que o pior em campo teria bônus de 10 pontos. E nisso o Fogão e o Galo se esforçaram, para desespero da bola. Jean Coral mal conseguia dominá-la e Renato Soneca logo se livrava dela. Alessandro, Lúcio Flávio e Thiaguinho nos deram a impressão de que a temperatura da pobrezinha estava em torno dos 100 graus Celsius.

CADÊ A EVOLUÇÃO DO FOGÃO?

Ney apostou em Renato, que dizia agora estar no melhor da sua forma. E o seu melhor foi só isso? Andou em campo, e aquela cara de sono que se refletia na sua atuação em campo foi o que mais me irritou, mais até do que os dois gols feitos desperdiçados pelo Alessandro. Explico, o que vou esperar do Alessandro? Mas do Renato, homem de ligação e de confiança do treinador, desse deveríamos esperar sim, mas depois de ontem, é mais um que tem de sair já do Fogão.

E o Lúcio Flávio? Mais uma vez, alguém o viu em campo que não fosse nas cobranças de escanteio? Alguém o viu construir alguma jogada no meio que culminasse numa chance clara de gol? Alguém o viu arriscar algum chute em direção ao arqueiro mineiro? Alguém o viu dividindo algum lance? Alguém o viu marcando ontem? Alguém sabe explicar por que ele ficou os 90 minutos em campo fazendo número?

Thiaguinho: alguém o viu acertar um passe sequer ontem? Ah, ele estava no meio de campo, fazendo dupla com o homem-invisível, Lúcio Flávio. E o Batista? Ney o inventou como ala esquerda, e ele também sumiu. Até Guerreiro agora dá suas pixotadas, como no lance em que se enrolou todo com a bola e a ofereceu limpinha para o Galo quase abrir o marcador. Como é que o lúcido torcedor, como nós, pode crer que isso foi uma evolução do time? Ora, nosso objetivo primordial ontem era anular as jogadas do adversário, que provou ser bem limitado nesse início de campeonato onde as principais forças ainda não começaram a jogar, ou levar a sério a competição. Isso até conseguimos, mas para tal abdicamos de jogar.

PRINCIPAIS FORÇAS DO BRASILEIRÃO

O Inter ‘começou’ a competição ontem, e já é líder. O Cruzeiro ainda usa os suplentes, tendo em vista a final da Libertadores. O Corinthians acabou de sagrar-se campeão da Copado Brasil e tem time para disputar a parte de cima da tabela, o Grêmio acabou de sair da Libertadores e já arrancou para o G4, o Palmeiras entrou na briga, o São Paulo vai reagir e até o Coritiba evolui. Enfim, com esse elenco, só nos resta mesmo brigar para não cair, e nossos adversários serão Atlético-PR, Avaí, Náutico, Sport, Fluminense, Santo André e Barueri. Ah, acreditem, o Galo ainda vai entrar nessa briga.

Teremos agora um jogo que vale 6 pontos, sábado, às 18h30, na Ressacada, contra o Avaí. É adversário direto contra o rebaixamento. Vale lembrar que temos 7 pontos e precisamos de mais 39. 11 vitórias e 6 empates. Há, faltam 29 jogos, ou 87 pontos em disputa. Precisamos de 44% desses pontos, e até agora nosso aproveitamento foi de míseros 25%. Temos de praticamente dobrar o aproveitamento.

Talvez tenhamos o ataque titular no próximo jogo, Reinaldo e Victor Simões. Mas o meio de campo não deverá ter mudança, até porque não temos qualidade no elenco. É rezar para que Ney não se apaixone pelo 3-6-1.

Nei Franco: ele se disse frustrado com o resultado. E nós, as principais vítimas? Ele comemora empate como se fosse vitória por goleada. Decreta a era Emerson. Jean Coral acabou com o jogo. Thiaguinho foi essencial para o esquema. Meu Deus, alguém me belisca, isso é pesadelo!!!

Destaques: Juninho;
Jogou bem: Castillo e Eduardo;
Garra: Guerreiro;
Comprometeu: Emerson e Alessandro;
Irritou: Emerson, Alessandro e Renato (soneca);
Desafinou: L. Flávio e Tony;
Ninguém viu: Lúcio Flávio, Thiaguinho, Batista, Renato Soneca e Laio;

EU ESCALO

Sábado, às 18h30 é contra o Avaí, na Ressacada. Vale 6 pontos. Reinaldo e Victor Simões devem voltar. É uma luz, quer dizer, meia-luz, pois o meio de campo continua ruim. Eu Escalo o time no 4-4-2: Castillo, Thiaguinho, Juninho, Wellington e Eduardo; Guerreiro, Batista, Lúcio Flávio e Michael; Victor Simões e Reinaldo;

“Na estrada dos louros, num facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

domingo, 5 de julho de 2009

Apesar de vocês, o Botafogo ainda haverá de sorrir nesse brasileirão

Ney Franco, André Silva e Maurício Assumpção, aceitem minha homenagem em nome da inteligente torcida alvinegra numa inspiração de Chico Buarque:

APESAR DE VOCÊ (alusão a Ney Franco, André Silva e nosso presidente)

Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não.
A 'nossa torcida' hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão.
Viu?
Você que inventou esse ‘time’
Inventou de inventar
Toda escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão.

Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido,
Esse grito contido,
Esse ‘clube’ no escuro.

Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza de “desinventar”.
Você vai pagar, e é dobrado,
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar.

(Coro) Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria.

Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença.

E eu vou morrer de rir
E esse dia há de vir
Antes do que você pensa.
Apesar de você

(Coro)Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia.

Como vai se explicar
Vendo o céu clarear, de repente,
Impunemente?
Como vai abafar
Nosso coro a cantar,
Na sua frente.
Apesar de você

Apesar de você(Coro)
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai se dar mal, etc e tal,
La, laiá, la laiá, la laiá….

quarta-feira, 1 de julho de 2009

NÃO TEM CAMPO RUIM PARA TIME BOM

Há algumas semanas nosso símbolo, Guerreiro, afirmou que falta identidade do Fogão com o Engenhão, e por isso o time precisava treinar por lá mais vezes. Ora, ele disse isso com o time treinando lá três vezes na semana. Fiquei pensativo e logo me lembrei do time que foi campeão em 95, sem perder um jogo no Maracanã, e sem treinar por lá nem uma vez na semana.

Guerreiro, você é o símbolo da garra e identidade desse time. É o único poupado nos protestos ainda leves da torcida. Perdoamos seus erros, como nos dois gols sofridos na goleada aplicada pelo Goiás, em pleno Engenhão. A torcida só pede que do lado de quem trabalha dentro das 4 linhas, e trabalha sério, como você, que também seja recíproco seu respeito. Quem diz uma sandice dessas no mínimo acha que a inteligente torcida alvinegra acredita em duendes e que Elvis e Michael Jackson não morreram. Não ponha em xeque nossa capacidade cognitiva Guerreiro, logo você, um cara dedicado ao que faz, mas que no momento também parece contaminado pelo vírus da apatia, da letargia e da irresponsabilidade que se instalou em General Severiano.

O Fogão e o Santos dos anos 60 goleavam qualquer um e em qualquer lugar, mesmo nos campos em que nunca haviam atuado. Na década de 90, o Fogão de 95 só perdeu 4 jogos na competição inteira, e só treinava no Caio Martins. O Palmeiras de 93 e 94, e o de 96, sapecava grandes em seus territórios, como o próprio Santos (6x2) na Vila Belmiro. Ora, querer utilizar o pretexto de que falta adaptação ao estádio mais moderno do Brasil é duvidar da nossa massa cinzenta. E o pior é que Renan concordou com ele.

Depois do que vi no último sábado acredito que ou o trabalho de preparação física do Fogão é ultrapassado ou os jogadores propositalmente nos desrespeitam na cara-de-pau. Ora, tudo o que não admitimos é perder na vontade, e essa há muito se ausentou desse grupo. Isso com os salários em dia.

É um festival de incompetência. E ninguém faz nada. Viramos as margens de um rio, e só vemos a água passar. Logo estaremos na metade do campeonato com esse elenco de antas, sem ofensas à raça. E o que vimos nos sites e jornais? Que o reforço contratado pelo Fogão são os seguranças, para proteger nosso patrimônio. Para isso eles agem rápido, agora mandar meia dúzia de acéfalos embora e contratar um só que resolva ninguém faz, pois vai desprover o capital alvinegro. Será que eles não enxergam que na segundona o prejuízo será muito maior?!? ?!? Plagiando o amigo Rui Moura: QUEREREMOS O NOSSO BOTAFOGO DE VOLTA!

Já estou tendo pesadelos quando penso no próximo jogo do Fogão, contra o Galo, no Mineirão. Não pelo poderio deles, mas pela fragilidade da estrela solitária. Que os Deuses sejam generosos, e que os jogadores honrem essa gloriosa camisa!

Que assim seja!

domingo, 28 de junho de 2009

LUTO NO FUTEBOL ALVINEGRO



BOTAFOGO 1X4 GOIÁS

Botafoguenses de Coração,

O sentimento de quem esteve ontem o Engenhão foi de impotência. Fomos contaminados pelo mesmo vírus da apatia que assolou todo o time alvinegro.

CONFORMIDADE

E o pior sentimento possível é o de conformidade. Sim, somos o reflexo do que vemos em campo. E essa correlação time x torcida, no momento, é o retrato do que sente o torcedor apaixonado quando está diante de tamanha falta de respeito por esta centenária instituição. O BOTAFOGO não merece um time que não honre suas tradições, sobretudo uma equipe sem brios, que se conforma e se entrega às primeiras adversidades, com a agravante de que sabem o que deve ser feito, e não o fazem. Isso, para nós torcedores, é imperdoável. Talvez sejamos a torcida carioca mais parcimoniosa, e com apenas 8 rodadas de uma competição que tem 38 jogos, já nos vimos como virtuais rebaixados para a segundona 2009. Sim, pois o problema não é tão somente a falta de qualidade, e sim, a falta de responsabilidade. E, como sempre, quem sofre somos nós, sobretudo o torcedor mirim, esse não entende ainda o porquê de tanto sofrimento, uma agonia que parece sem fim para quem ainda está no início de um namoro para quem sabe um dia, amar eternamente o Botafogo.

“ TIRE O SEU SORRISO DO CAMINHO, QUE EU QUERO PASSAR COM A MINHA DOR...”

O fragmento da música de Nelson Cavaquinho é perfeita para ilustrar o sentimento do torcedor na tarde-noite de ontem no Engenhão. Se momentos antes do jogo éramos apenas sorrisos e alegria ao festejarmos o time de homens que honrou nosso manto em 89 e nos fez ressurgir das cinzas, com a bola rolando sobrou apenas a dor. Mas a dor é só do torcedor, pois no final do mês o cascalho estará depositado rigorosamente em dia na conta de cada um desses incompetentes que vem nos envergonhando há seis meses.

Tudo bem que já estamos acostumados à dor, ela sempre esteve conosco e por muitas vezes foi o prenúncio de intensas comemorações. Mas dor a que me refiro nesse momento é maior, pois nada a difere do que sentimos em 2004. E naquele ano ocorreu um milagre na última rodada, e agora estamos brincando de novo com a sorte, e ela invariavelmente vem brigando conosco.

FUTURO SOMBRIO

Quem esteve ontem no mais moderno do Brasil passou o jogo inteiro vislumbrando uma luz no fim do túnel. Em meio à celeuma que tomou conta das arquibancadas, sobretudo na Leste Inferior, onde se concentra a massa alvinegra, as opiniões divergiam, mas quase todos concordavam que nosso sistema defensivo é fraquíssimo. Juninho não pode ser zagueiro, é lento, sem impulso e sem tempo de bola. Emerson não merece comentário. Alessandro é lateral que não vai ao fundo. E no momento também não marca. Eduardo até vinha surpreendendo, mas ontem foi mais do mesmo. O problema era quando sugeríamos as mudanças e olhávamos para o banco. Muito triste pensar positivamente no futuro alvinegro nesse momento.

Ney sacou Juninho e pôs Guerreiro na zaga. Guerreiro falhou em dois gols do Goiás, talvez influenciado pelos companheiros. Juninho falhou no primeiro gol. E Léo Silva e Renan no 2º gol. Tivemos mais quatro falhas e todas resultaram em gol. Emerson prometeu que jamais o time voltaria a errar tanto como na Bahia, e erramos de novo, em pleno Engenhão, e tomamos mais 4 pepinos. E só não foi maior porque o Goiás respeitou a instituição Botafogo, como bem observaram o amigo Flavio e minha esposa Vanessa.

Nosso meio de campo foi uma cratera só, um zero à esquerda em termos ofensivo. Lúcio Flávio talvez seja o símbolo desse time: falta tesão! LF não ligou o meio ao ataque, não bateu falta e mal tocou na bola. Continua se fantasiando de homem invisível, e a torcida não o agüenta mais. Laio correu, esforçou-se e só. Muito pouco para ser titular de uma camisa alvinegra. Ney voltou com Fahel, para nosso desespero.

Não houve consenso em relação ao que deve ser feito. Trocar todo o time é impossível, então sempre sobra para o treinador. Mas quem vai assumir o Bota terá esse elenco à disposição, e não se faz omelete sem ovos. Então a diretoria tem de se mexer agora, pois esperar as últimas rodadas poderá ser fatal.

Que os gritos do fundo da alma dos quase 7 mil abnegados que compareceram ao Engenhão ecoem na mente da nossa diretoria e que haja comprometimento e respeito ao torcedor. Eles não são os donos do clube, a instituição BOTAFOGO é do seu torcedor.

E A TORCIDA EXTRAVAZOU

Após o 4º gol do Goiás a torcida virou as costas para o vexame em campo e, em uníssono, cantou o hino. O Botafogo, para nós, não esteve em campo ontem.

"Vergonha! Vergonha! Time sem vergonha! Ôoooo oooo... fora, Ney Franco! Frangueiro! Frangueiro! Lucio Flavio, vai se f... o Botafogo não precisa de você! Ôoooo... Zé Roberto é o c...! Ôoooo... queremos jogador! Que saudade enorme, que eu sinto de 89! Ei, (nome de vários jogadores) vai tomar no...!" (Sic)

Concordando ou não, o fato é que ninguém agüenta mais. E sinceramente, não quero me conformar mais, como ontem me conformei.

“Na estrada dos louros, num facho de luz, tua estrela solitária te conduz...”

Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

segunda-feira, 22 de junho de 2009

http://botafogo1989.wordpress.com/ - 20 anos de um título histórico

Alvinegros de Coração,

O link abaixo nos remete ao momento mais importante da história alvinegra nos últimos 40 anos: o dia 21 de junho de 1989. Um momento de glória, êxtase e singular de um dos clubes mais populares do Brasil, que mais cedeu jogadores à Seleção Brasileira, que fabricou Garrincha e Nilton Santos, craques eternos e um dos maiores clubes do século, segundo ranking da Fifa: o Botafogo de Futebol e Regatas.

Parabenizo Eduardo Zobaran pela excepcional idéia da criação do blog http://botafogo1989.wordpress.com//, que homenageia esse momento histórico, bem como os textos simplesmente emocionantes e por que não dizer geniais desses blogueiros que têm acima de tudo o Botafogo no coração. Parabéns a todos pelo orgulho que temos ao afirmar: Sou Botafogo, com muito orgulho, com muito amor!

domingo, 21 de junho de 2009

FOGÃO REAGE, MAS ENTREGA O OURO NO FIM

VITÓRIA 4X3 BOTAFOGO

O Fogão dominou o todo o 2 º tempo, empatou o jogo, poderia ter virado o marcador, sofreu o 4º gol no último minuto, numa falha bisonha de Renan, e ainda assim não jogou bem.

Uma defesa que tem Emerson jamais será confiável. Some-se a isso a lentidão do Juninho e as falhas individuais do Renan e está explicado o insucesso na Bahia. O meio ainda apresenta problemas, pois somente Batista apareceu para o jogo. E o ataque até que surpreendeu, pois foi muito boa a movimentação de Laio e Simões.

Lúcio Flávio continua omisso, aliás, foi ele quem perdeu a bola no 1º gol baiano. E o pior: ele continua se expressando muito bem ao explicar o que acontece com o time, e isso muito me irrita, pois se sabe e não consegue corrigir, a culpa é de quem? Ah Lúcio Flávio, no sábado clamei por uma alteração no meio de campo, e ela incluía justamente você, o homem de ligação do meio com o ataque deveria ser você, e não o Batista, que foi muito voluntarioso e guerreiro, coisa que você nunca conseguiu ser. Não consigo me lembrar de um gol do LF de cabeça, ainda mais de ‘peixinho’, pois são jogadas para quem tem raça, fibra e coragem de botar a cabeça no lugar certo, na hora certa e você só é bom de cuca nos microfones, após o jogo, para explicar nossos insucessos. São sempre comentários coerentes e apresentações contraditórias em campo. Com você em campo continuamos lentos e acéfalos na zona de criação, e o pior é que você nem sangue doa nos 90 minutos, pois só consigo vê-lo em campo quando corre lentamente para cobrar escanteios e faltas nas laterais do campo. Você continua uma ‘nulidade’ como jogador de futebol.

Disseram que as alterações do Ney Franco levaram o Fogão a pressionar o Vitória no 2º tempo. Discordo! Alguém atentou para a limitação do time baiano? Socorro, Êta time ruim esse da terrinha! Pois bem, eles fizeram 3 gols em 4 chances no tempo inicial, todas proporcionadas pela apatia do nosso meio de campo, e pela atuação desastrosa de Juninho, Emerson e Renan. Gols praticamente dados. Não obstante nossa reação, era jogo com caixão fechado, e eles permitiram nossa reação e chegaram a ressuscitar o defunto, mas quando o Fogão quer perder ninguém consegues nos dissuadir, pelo menos nisso, somos imbatíveis.

O recuo do Vitória fez com que jogássemos no campo adversário por 45 minutos. Conseguimos o empate e tivemos oportunidade de fazer outros gols, mas fomos incompetentes, temos de reconhecer. Bem como enxergamos também que o time lutou, mas era o dia em que o Futebol premia os competentes, ou seja, quem é objetivo, quem põe bola na rede, e quem foi profícuo, nesse sentido, foi o nosso adversário.

Nei Franco: manteve o esquema de jogo e foi prejudicado pelos erros individuais de Emerson, Juninho e Renan. Mas, pelo menos do Émerson ele não pode reclamar, pois sabemos da sua capacidade de decisão, todas em prol do inimigo. Talvez sua grande sacada tenha sido não achar que a volta de Fahel resolveria. Então ponto para ele. Ainda acho que deveria ter mudado o meio de campo para que este fosse mais incisivo no tempo final. E o garoto Laio estava bem no jogo, por que não tirou o Lúcio Flávio? Ele estava mortinho em campo e ficou até o fim. Thiaguinho daria outra dinâmica ao setor;

Destaques: Batista;
Jogou bem: Laio, Eduardo e Simões (um lance sem impedimento= 1 gol);
Garra: Guerreiro;
Comprometeu: Renan, Emerson e Juninho;
Irritou: Renan e Emerson;
Desafinou: L. Flávio e Juninho;
Ninguém viu: Lúcio Flávio e Léo Silva;

EU ESCALO
Tomara que o tal do Michael tenha condições de jogo e Ney o escale no meio de campo, no sábado, às 18h30, no Engenhão, contra o Goiás. Ah, a torcida do Fogão tem de comparecer, pois haverá um jogo comemorativo com os craques de 89 em campo. Te encontro lá, às 16h30. Será Imperdível! Eu Escalo: Castillo, Thiaguinho, Juninho, Wellington e Eduardo; Guerreiro, Batista, Lúcio Flávio e Michael; Victor Simões e Laio;

“Tu és o Glorioso, não podes perder, perder pra ninguém...”


Força Sempre Fogão!

Saudações Alvinegras

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Há 20 anos o Fogão renascia...


1989 – A REDENÇÃO DA NAÇÃO BOTAFOGUENSE

Era apenas mais um ano, mais um mês, mas um dia comum para muita gente, mas para todos os botafoguenses era o dia das suas vidas. Dia 21 de junho de 1989, dia do 2º jogo da final do campeonato estadual, dia em que somente uma equipe poderia ser campeã. Era dia de Botafogo! 21 anos sem qualquer título, era agora ou nunca!

1968, ano do bicampeonato carioca conquistado pela geração de ouro do Fogão, ano em que eu nasci, e esse era o último caneco alvinegro. 21 anos, era a minha idade, o mesmo tempo em que o Fogão não conquistava um título. E estava a apenas 90 minutos de mudar definitivamente nossas vidas... Só queria gritar para todo o mundo ouvir: O Botafogo é campeão!!!

Após anos e anos de frustrações e lamentações, finalmente o sonho nunca esteve tão próximo de realizar-se. A última derrota do Fogão fora no campeonato carioca anterior, 3x0 para o Vasco, jogo que ficou marcado pelas lágrimas da gandula Sonja, alvinegra de apenas 11 anos que exigiu um basta naquele jogo. E embarcamos no seu pleito, e os jogadores também.

Emil Pinheiro, nosso “mandachuva”, trouxe Mauro Galvão, Gottardo, Criciúma e Maurício para pôr fim ao incômodo jejum. O time foi encorpando, Valdir Espinosa passando confiança e os jogadores passaram a acreditar no placar eletrônico do Maracanã piscando: Botafogo – Campeão Estadual de 1989. A impressão que se tinha era que naquele ano seria na marra e estávamos todos dispostos a dar um ponto final na agonia. E o resultado disso era notório nos estádios: todos lotados em jogos do Fogão.

Havia uma nuvem negra que não nos permitia vencer os clássicos, mas também não perdíamos. O fato é que isso também nos incomodava, afinal já eram três anos sem vitória num clássico. O Fogão seguia invicto, mas os empates nos clássicos nos atrapalhavam, e já nos impedira de ter vencido a taça GB. Ainda assim chegamos ao final do 2º turno com a taça Rio nas mãos. Bastava vencer o Bangu e passaporte garantido na final. Sábado à tarde, quase 50 mil botafoguenses no Maracanã e frustração total: 0x0. Foi um jogo tenso e o peso dos 20 anos travaram o Fogão. A sensação de quem foi ao estádio era de que nunca seríamos campeões. Ah, ainda restava uma esperança: o Fla perder para o Vasco. Justo o Vasco, o pior dos grandes naquele ano. O jogo seria no domingo, então preparamos nossa mandinga e orações para que a praga acometesse o time dos urubus. Mas desgraça para botafoguense é infinita. No domingo caiu um dilúvio na cidade e o jogo foi adiado para segunda-feira à noite. Os mais otimistas entenderam que os Deuses estavam conosco, os mais pessimistas diziam que a música de Tom e Vinícius “tristeza não tem fim, felicidade sim...” fora composta para nós alvinegros.

O tempo continuou chuvoso na segunda-feira, mas a bola rolou assim mesmo. O Vasco jogou pelo campeonato todo, e pelo Fogão também. Mas gol só no tempo final. Cocada sofreu pênalti e Dinamite converteu. Comecei a acreditar no sonho. Aos 39, porém, Paulo Roberto deu mole e Bebeto empatou. Era o suficiente para adiar nosso sonho. Mas aí o imponderável surgiu. O mesmo Paulo Roberto, na saída de bola, arriscou de longe e Zé Carlos aceitou: 2x1 Vasco, aos 40 do 2º tempo. E acabou assim. Fogão campeão da taça Rio, numa segunda-feira à noite, chuvosa, e a torcida soltando metade do grito da garganta: É campeão! Mas logo vinha à mente que teríamos o Fla pela frente, e com um timaço. Mas nos últimos 20 anos nem na final chegávamos, e agora tínhamos de fato uma possibilidade de ser campeões.

O regulamento dizia que a equipe que somasse mais pontos em toda a competição teria a vantagem de um ponto numa melhor de três. Nessa época cada vitória valia 2 pontos e o empate 1 ponto. Ou seja, quem conquistasse três pontos primeiro seria o campeão. Na lógica, o Fogão jogava por três empates ou uma vitória e um empate. No 1º jogo, num domingo à tarde deu 0x0. Jogo truncado, quase sem chances de gol.

DIA 21 DE JUNHO DE 1989 – A RESSURREIÇÃO ALVINEGRA

Vivi os três dias mais longos da minha vida no intervalo de domingo até quarta-feira, dia 21 de junho. Eram noites mal dormidas, e por mais que eu quisesse me desligar um pouco do dia D, a todo o momento ecoavam em minha mente os gritos de É Campeão! Incrível como meus olhos lacrimejavam a cada instante que imaginava a taça de campeão estadual sendo erguida pelo Mauro Galvão. E foi assim o dia inteiro. Acreditava que a decisão de fato ocorreria no 3º jogo, e até imaginava o Fogão campeão com três empates, ora, eu queria mesmo era ser campeão. O jogo passou ao vivo na TV manchete e na Globo. Nessa época romântica ainda era comum, pelo menos pra mim, ver o jogo ouvindo o Garotinho, na rádio Globo. Era olho na tela e ouvido no radinho, era muito mais dinâmico e emocionante. Quando o Fogão entrou em campo e vi aquela festa toda de uma torcida louca e ávida por um título, permiti rolarem as primeiras lágrimas. Quando ouvia, nas entrevistas, a lucidez e frieza do Carlos Alberto, a determinação de Luizinho, a segurança de Galvão e Gottardo minha confiança aumentava e minha vontade era partir para o Maracanã naquele momento, mas os 25 km de distância não mais permitiam, então era torcer e rezar para que Garrincha e todos os Santos iluminassem o Fogão.

Finalmente a bola rolou. Eu tremia igual a vara verde. Eram calafrios, suadouro nos pés e mãos e coração a mil por hora. O Fla era treinado por Telê Santana, o melhor técnico da época. O Bota tinha em Valdir Espinosa o responsável pelo resgate da autoconfiança, do time, do clube e de cada torcedor. Não chutamos uma bola sequer a gol no tempo inicial. Também não importava, nosso forte era a defesa, a menos vazada do campeonato. No popular, não passava uma agulhinha sequer, era esse o sentimento. A cada ataque do urubu, com Zico, Bebeto, Zinho e Cia, era um Deus nos acuda. Bebeto acertou uma cabeçada no ângulo, era gol certo, mas Ricardo Cruz operou milagre e tirou com as unhas. Ufa! Como rezei para que acabasse logo o 1º tempo. Impressionante mesmo como toda a torcida tinha a mesma sensação. Sim, pois virar o tempo inicial com um 0x0 nos dava uma grande vantagem psicológica, pois quanto mais tempo de empate mais perto do título estaríamos. A verdade é que o nosso time ainda estava travado demais, eram 20 anos em 90 minutos, e naquele momento em apenas 45. Voltamos para o tempo final sem alterações. Eles também.

Bola rolando e a pressão seria deles, mas nem tanto. Nossa torcida começou a empurrar e o grito de Fogo ecoava no sagrado Maracanã. A temperatura de 21 graus passou a nos dizer algo, pois 21 era nosso tempo de fila. Zico teve uma chance de ouro: falta na entrada da área, bem ao seu estilo. Tensão total no maior do mundo: Zico, a barreira e o gol. Ufa, tiramos com os olhos essa falta do Galinho. 12 minutos, Luisinho recebe no meio e lança Mazolinha, que vai ao fundo e cruza. Nesse momento Maurício e Leonardo estão no lance, e o toque sutil de Maurício em Leonardo significava o fim de 20 anos de sofrimento de uma torcida. “Sai da frente que esse é o gol do título!” Bradou Maurício. Quando vi a bola entrar e tive a certeza de que era gol legal do Fogão gritei, pulei que nem pipoca e chorei feito criança. Era um turbilhão de sentimentos num só momento e queria que tudo acabasse ali.

Seria o fim da agonia? Mas logo me dei conta de que ainda faltavam 33 minutos. Meu Deus, isso é uma eternidade, e lembrei também de que do lado de lá Bebeto poderia decidir. E tome pressão. E mais pressão. Gottardo, Galvão, Josimar, Luisinho e Carlos Alberto eram gigantes, onipresentes. A cada ataque do urubu eu gritava socorro, pois era um estrago no penteado alvinegro. 40 minutos, o grito preso na garganta por 20 anos quer sair, mas o Fogão não faz o 2º gol, e tome sofrimento. Eu de frente pra TV, chutando tudo, tirando como dava, aliás, eram milhões de alvinegros em todo o Brasil que chutavam pro mato porque o jogo era de campeonato. A torcida não resistiu e começou a gritar É campeão! Isso aumentava minha angústia, pois somos como as tragédias gregas, mas naquela noite o grand finale já estava escrito e sacramentado. 45’, Valter Senra, o Bianca, olhou para o céu e nos contemplou: BOTAFOGO CAMPEÃO CARIOCA INVICTO DE 1989!

Pulava, chorava, abraçava irmãos, amigos, e queria que aquilo não fosse mais um sonho. E eles confirmavam que o Botafogo era campeão. E eu, cheio de júbilo, pedia para repetir, por favor, novamente, o que você disse? “O Botafogo é o campeão carioca de 89, e invicto!”

“Esse é o Botafogo que eu gosto, esse é o Botafogo que eu conheço, tanto tempo esperando esse momento, deixa eu festejar que eu mereço”. Beth Carvalho compôs com inspiração de quem tem alma preta e branca. O Botafogo é orgulho, paixão, irresponsabilidade. É ego, id e superego. É razão e emoção. É um desejo intenso e incontrolável. É paixão na acepção da palavra e concomitantemente amor eterno, pois mesmo quando nos maltrata com persistência, continuamos te amando com mais fulgor. Você, BOTAFOGO, nos faz um ser diferente.

Sem dúvida alguma, temos três datas para comemorarmos eternamente: o dia do nascimento do Botafogo, o dia da fusão que nos tornou Botafogo de Futebol e Regatas e o dia da Ressurreição Alvinegra: 21 de junho de 1989. Um momento singular na história do Glorioso Botafogo!